é o início (e nem é do fim)
27/06/2008
Deu uma vontade de fazer um blog meu, o que de alguma forma até para mim soa ridículo já que eu sou a feliz proprietária de 3 blogs. O problema é que um é compartilhado com as minhas amigas (e com o tempo foi adquirindo um caráter loser e de desabafo forte), o segundo é velho e abandonado (justamente por ser antigo, eu o abandonei, porque é cheio de lembranças de 2004/05/06-e-eu-tinha-um-blog) e o terceiro, bem, o terceiro é um caso a parte.
O terceiro blog nasceu para ser meu blog enquanto eu morava fora. Para eu poder contar, chorar, rir e lembrar depois. Meu morar fora era para ser 3 meses. Agora já tem um ano. O problema dele é que virou uma carta-a-minha-mãe-e-ao-meu-tio, meus fiés leitores. Vou confessar que meus amigos mesmos nunca foram muito de entrar e chegar o que eu escrevia, e depois foi ficando só pra mãe-e-tio mesmo. O problema nem é o público família, porque vou confessar que os dois são muito cools e completamente meus fãs. O trem é que eu não posso escrever o que eu quero. Não posso ficar triste que minha mãe morre de preocupação. Não posso sentir saudades que eles choram do outro lado. Não posso falar de bebida, de caras, de pegadas, de carências, de cagadas, de saco cheio, ou seja, de porra nenhuma, porque tem a mãe e o tio lendo. E isso fode. F-O-D-E. Tipo, a minha vida não é só trabalho e os problemas do meu apartamento (tema básico do outro blog)… mas eu não quero falar das minhas platonices e pegações com o meu tio e a minha mãe, porra!
Bem, cá estou eu no dia 27 de junho de 2008, sentada no meu cúblico, as duas da tarde, completando mais um dia praticamente sem trabalhar, devido a ausência de supervisão, uhu (porque a minha chefe está de férias. Só até segunda, infelizmente), pensando em que raios eu faço da minha vida e escrevendo a frase mais longa da história.
Exageros a parte, assim sou eu.
E vem um post logo em seguida sobre o nome do blog.
Ah sim, em início de blog eu sempre sou verborrágica.
E de boa, A-D-O-R-O falar com ninguém.