Milágrimas

30/10/2009

Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre

Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre

Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre

Alice Ruiz

não que interfira no agora. mas enfim, às vezes é bom saber do lado de lá da história.

alice diz: eu sempre faço as coisas errado. a próxima vez que eu gostar de alguém, eu vou fazer assim: quando eu estiver sozinha com a pessoa, ao vivo, obviamente, eu vou falar assim: “sabia que eu curto você?”.  curtir não é gostar demais e nem de menos. não assusta e não frustra. se algo puder acontecer, a pessoa vai fazer acontecer. se não, ele vai falar algo “eu também, você é engraçada =p” ou “é, você é uma ótima amiga” né? fiquei mais sábia. =p

retardado-mor diz: Exatamente. Mas sem ter errado antes, você não chegaria a essas conclusões.

alice diz: nossa, que alegria ter me ferrado tanto!

imbecilidade em pessoa diz: Auto-indulgência em níves bem inferiores aos meus é saudável. : p

alice diz: o detalhe, é que se você pensar bem, se eu tivesse feito isso em dezembro do ano passado com você, muito-mais-que-provavelmente você teria ficado comigo. e ainda assim tudo teria dado radicalmente errado. com a diferença que eu não ia poder zoar a bellinha. =p

sou-mongol diz:  Ah, vai saber. Àquela altura, depois de ter ficado comigo, você podia pensar que não era realmente aquilo que você queria e tudo ia mudar de figura. Afinal, meninas são confusas.

alice diz: e se você se lembrar bem, tinha mão dada, tinha até climas furtivos e era tudo em relativa paz. =p

acho que a sua relação incial a mim sempre foi muito conectado à *oh, teenager bitch* tanto que o reparecimento dela te deixou extremamente sem chao. sua definição se dava mais no sentido de não poder me deixar esperando sendo que você não sentia nada de muito conclusivo por mim e ainda amava a menina de paixão. e daí me mantinha, sem me manter, enquanto não sabia o que fazer.

olha-como-eu-sou-mongol diz: Amar não. Amar é muito forte.

alice diz: quando ela passou de abstração para realidade, você parou de me enxergar. no sentido que até comigo queria falar dela.

drogas afetaram meu cérebro diz: Eu parei de me enxergar também. Eu parei de enxergar qualquer coisa. : p

alice diz: isso é o que eu vejo agora, 200 milhões de anos depois. mas a coisa é que a nossa relação em janeiro foi toda pautada pela *oh, teenager bitch* mesmo quando ela ainda não era realidade, mas abstração era ela que te freava a tentar. principalmente que naquele pointo a gente não tinha uma ligação emocional qualquer. eu não era a menina que você não sabia se curtia e ia ver o que ia dar. eu era tipo, ali, naquele momento, a pessoa mais importante (e presente).

eu tô errada?

não que isso tudo vá mudar algo. ou que faça alguma diferença agora. mas depois a gente tenta juntas as peças pra ver se desenha algo que no momento não se viu.

olha, comecei a ser um ser humano racionalm diz: Não, é bem isso mesmo. Mas, sabe. Com muito custo acho que aprendi a largar de mão o status quo. E posso falar com certeza que prefiro a gente hoje do que em Outubro, por exemplo.

*outubro sempre foi visto por ele como o melhor momento da nossa relação. no qual ele era surpresa e eu era um presente.

pra onde eu vou?

2009 e todos os seus eventos ficam sendo marcados como o ano mais inútil da minha vida.

fiquei perdida, me lasquei e, até agora, não achei nem faisca na escuridão.

 

but we keep trying. daqui, algo tem que sair. =S

 

e até eu vou pra ver no que vai dar

orgulho de 2009

15/10/2009

finalmente aprendi a utilizar o a craseado.

oeee.

esse ano todo valeu a pena só por isso. e eu falo a sério. sem crase, porque sério é masculino. =)

Eu odeio que ele esteja certo. Porque, de alguma maneira sórdida e bizarra, ele, sempre e somente, está certo nas coisas que mais me afetam. Não que um estranho colocar “namorando” no Orkut realmente me afete, porque, né? Nem conheço. Mas porque depois de tanto tempo, esse estranho é o primeiro que eu conheci e me encantei… depois dele.

Então, odeio MESMO que ele esteja certo. Porque ele disse que homem sem status de relacionamento no Orkut, necessariamente, está pegando alguém sério. E uma semana depois o estranho coloca “namorando”. Então, vai tomar no cu bem grandão, porque eu não consigo nem me apaixonar platonicamente por um estranho em paz.

E me parafraseando, todo mundo de interessante é gay ou namora.

Os solteiros ou são muito feios, ou muito estranhos. E anyway, even them could tear me apart. Like they’ve been doing forever and ever.

eu tava aqui pensando. se eu sou doente o suficiente pra olhar um nome na lista de chamada, procurar esse nome no orkut e descobrir coisas mil da vida de pessoas que eu mal conheço, deve ter mais gente no mundo que sofre desse retardo mental. e com uma ou duas voltas é possível achar esse blog, o que faz com que eu me exponha, de uma forma psycho, a estranhos. espero, sinceramente, que você não tenha chegado aqui por via stalker. =p

sim, isso é uma doença.

stalker pride for life

“every single day
and every word you say
every game you play, every night you stay
i’ll be watching YOU

entre uma aula de macroeconomia e outra de direito constitucional, eu tenho fingido que tenho 13 anos. não que eu não tenha, já que eu tenho 13 anos ad eternum, ao menos no que consta a minha maneira de lidar com o sexo oposto.

mas bem, eu literalmente estou vivendo uma vida de sétima série. sempre me sento com a minha amiga, presto atenção nas aulas e suspiro por dois garotinhos que nem fazem idéia do meu nome. sei o de um deles, já que em um super ato stalker meu dei um jeito de olhar na lista de chamada depois dele assinar. resultado, procurei no universo, descobri metade da vida do garoto (tenham medo de quem vos fala, vlw? talentos stalker mil)… e ele tem namorada. mas achar bonitinho dessa maneira HIPER platônica nem tira pedaço, né?

do outro, só sei que ele assina na segunda folha da lista. é, é. eu disse que tinha 13 anos.

um deles sempre se senta relativamente perto de mim e me pede os horários da aula (awwwwn ♥). e o outro se senta mais longe, mas no primeiro dia de aulas eu dei pra ele uma folha de caderno e ontem, três semanas depois, ele disse que quando eu quiser uma folha de volta, ele me dá (óunnnn ♥ ).

sérião, acho que é amor, heim?

- ao que me consta, até meninas de 13 conseguem ser menos retardadas. mas ao menos meus dias tem tendido ao divertido.

Odeio homens. Sério mesmo, odeio a espécie. Odeio o gênero. Odeio o indivíduo. Odeio o coletivo.

Quando estou apaixonada sofro. E quando não estou? T-A-M-B-É-M! Indivíduo por quem eu não tenho nem um décimo de suspiro consegue me botar louca com a conversinha.

Diz que chegou em mim (aka me persegiu a noite inteira) porque estava bêbado. E ainda disse pros outros que não chegou não. E pediu pra eu confirmar a história por causa de uma terceira.

NÃO QUER, NÃO FAZ, CARALEO.
GOSTA DE ALGUÉM? NÃO ENCHE O SACO DE OUTRAS, MERDA.

Se eu pudesse escolher, não me apaixonava nunca mais. Não caia em nenhum papo, nunca mais. Não aceitaria mais nenhuma desculpinha.

Mas bem já se sabe que eu apaixonada sou uma anta. Pois é, é.
Dou dois tempos pra eu ficar de suspiros por um mané qualquer. Mas por enquanto, minha vontade é de exterminar o gênero.

Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é nem totalmente nosso, nem totalmente não-nosso, para não sermos obrigados a esperá-lo como se estivesse por vir com toda a certeza, nem nos desesperarmos como se não estivesse por vir jamais. Consideremos também que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os naturais, há uns que são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros, para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz: em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo. Uma vez que tenhamos atingido esse estado, toda a tempestade da alma se aplaca, e o ser vivo não tendo que ir em busca de algo que lhe falta, nem procurar outra coisa a não ser o bem da alma e do corpo, estará satisfeito. De fato, só sentimos necessidade do prazer quando sofremos pela sua ausência; ao contrário, quando não sofremos, essa necessidade não se faz sentir. É por essa razão que afirmamos que o prazer é o início e o fim de uma vida feliz. Com efeito, nós o identificamos como o bem primeiro e inerente ao ser humano, em razão dele praticamos toda escolha e toda recusa, e a ele chegamos escolhendo todo bem de acordo com a distinção entre prazer e dor. Embora o prazer seja nosso bem primeiro e inato, nem por isso escolhemos qualquer prazer: há ocasiões em que evitamos muitos prazeres, quando deles nos advêm efeitos o mais das vezes desagradáveis; ao passo que consideramos muitos sofrimentos preferíveis aos prazeres, se um prazer maior advier depois de suportarmos essas dores por muito tempo. Portanto, todo prazer constitui um bem por sua própria natureza; não obstante isso, nem todos são escolhidos; do mesmo modo, toda dor é um mal, mas nem todas devem ser sempre evitadas. Convém, portanto, avaliar todos os prazeres e sofrimentos de acordo com o critério dos benefícios e dos danos. Há ocasiões em que utilizamos um bem como se fosse um mal e, ao contrário, um mal como se fosse um bem. Consideramos ainda a auto-suficiência um grande bem; não que devamos nos satisfazer com pouco, mas para nos contentarmos esse pouco caso não tenhamos o muito, honestamente convencidos de que desfrutam melhor a abundância os que menos dependem dela; tudo o que é natural é fácil de conseguir; difícil é tudo o que é inútil.

Epicuro, em “Carta Sobre a Felicidade”

via um dos blogs com nome dos mais legais, o da dani arrais, don’t touch my moleskine

never alone.

30/08/2009

eu só consigo sorrir, sorrir, sorrir. porque eu estou SO OVER HIM! *-*

*custa mas chega! =p