Era uma vez eu. E eu era uma pessoa muito negativa, sempre antecipando tudo que poderia errado, que daí, na hora do tombo, a queda até podia não ser menor, mas era ao menos antecipada. Eu vivia assim, muito negativamente, até que um belo dia me xingaram por isso.

Ok. Daí eu comecei a parar de reclamar. Apesar da não mudar o comportamento interno, é inegável que eu me tornei muito mais agradável. Esse blog não vale como parâmetro porque ele é um veículo externo do eu interno. ;p

Enfim, apesar de eu não ficar de choramingos mais, o negativismo continuou forte. Eu mantive a posição de antecipar as frustrações, mas conseguindo fazer isso com a agradável característica de não ser mais reclamona. Mas daí um dia, em uma simples conversa sobre uma viagem, me xingaram de novo. O negativismo, sem ser por reclamação, contaminava a minha fala.

Daí eu aceitei o rótulo de Alice, a trágica.

Alice, a trágica.

[Nesse conto-de-fadas, só existe a vilã com vocação de mocinha.]

E vivamos assim.

*eu vou tentar mudar, mas é difícil modificar toda uma filosofia de vida. :p

Talvez todo mundo perceba que eu estou tentando, sabe? Que finalmente tenham percebido que eu não gosto nem um pouco de ficar sentada vendo a vida passar e entre um suspiro e outro, dizer “mas puuuuuuuuuuuuxa, eu tenho quase 25 anos e não tenho mínima idéia do que fazer da minha vida”. Daí que eu vou embarcando em plano depois de plano, tentando achar um caminho, e tudo dá sempre tão errado que é muito difícil não ser negativa. Vamos combinar que eu já tenho uma PUTA tendência a ser negativa, mas agora são tempos especialmente difíceis para os sonhadores sem sonhos. :S

Dessa vez eu decidi tentar, tandãm, um terceiro plano. Terceiro porque só nesse semestre, já é a terceira vez que eu decido que é-o-que-eu quero-fazer-pra-sempre (mas nenhum dos outros dois funcionou, né? :p). Ai eu acho que hoje é o último dia que eu posso me permitir fazer nada, porque amanhã chega um sedex com umas 500 páginas para eu estudar e passar em uma prova… e mudar, de novo, tudo na minha vida.

Dias melhores poderiam vir, né?

Milágrimas

30/10/2009

Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre

Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre

Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre

Alice Ruiz

não que interfira no agora. mas enfim, às vezes é bom saber do lado de lá da história.

alice diz: eu sempre faço as coisas errado. a próxima vez que eu gostar de alguém, eu vou fazer assim: quando eu estiver sozinha com a pessoa, ao vivo, obviamente, eu vou falar assim: “sabia que eu curto você?”.  curtir não é gostar demais e nem de menos. não assusta e não frustra. se algo puder acontecer, a pessoa vai fazer acontecer. se não, ele vai falar algo “eu também, você é engraçada =p” ou “é, você é uma ótima amiga” né? fiquei mais sábia. =p

retardado-mor diz: Exatamente. Mas sem ter errado antes, você não chegaria a essas conclusões.

alice diz: nossa, que alegria ter me ferrado tanto!

imbecilidade em pessoa diz: Auto-indulgência em níves bem inferiores aos meus é saudável. : p

alice diz: o detalhe, é que se você pensar bem, se eu tivesse feito isso em dezembro do ano passado com você, muito-mais-que-provavelmente você teria ficado comigo. e ainda assim tudo teria dado radicalmente errado. com a diferença que eu não ia poder zoar a bellinha. =p

sou-mongol diz:  Ah, vai saber. Àquela altura, depois de ter ficado comigo, você podia pensar que não era realmente aquilo que você queria e tudo ia mudar de figura. Afinal, meninas são confusas.

alice diz: e se você se lembrar bem, tinha mão dada, tinha até climas furtivos e era tudo em relativa paz. =p

acho que a sua relação incial a mim sempre foi muito conectado à *oh, teenager bitch* tanto que o reparecimento dela te deixou extremamente sem chao. sua definição se dava mais no sentido de não poder me deixar esperando sendo que você não sentia nada de muito conclusivo por mim e ainda amava a menina de paixão. e daí me mantinha, sem me manter, enquanto não sabia o que fazer.

olha-como-eu-sou-mongol diz: Amar não. Amar é muito forte.

alice diz: quando ela passou de abstração para realidade, você parou de me enxergar. no sentido que até comigo queria falar dela.

drogas afetaram meu cérebro diz: Eu parei de me enxergar também. Eu parei de enxergar qualquer coisa. : p

alice diz: isso é o que eu vejo agora, 200 milhões de anos depois. mas a coisa é que a nossa relação em janeiro foi toda pautada pela *oh, teenager bitch* mesmo quando ela ainda não era realidade, mas abstração era ela que te freava a tentar. principalmente que naquele pointo a gente não tinha uma ligação emocional qualquer. eu não era a menina que você não sabia se curtia e ia ver o que ia dar. eu era tipo, ali, naquele momento, a pessoa mais importante (e presente).

eu tô errada?

não que isso tudo vá mudar algo. ou que faça alguma diferença agora. mas depois a gente tenta juntas as peças pra ver se desenha algo que no momento não se viu.

olha, comecei a ser um ser humano racionalm diz: Não, é bem isso mesmo. Mas, sabe. Com muito custo acho que aprendi a largar de mão o status quo. E posso falar com certeza que prefiro a gente hoje do que em Outubro, por exemplo.

*outubro sempre foi visto por ele como o melhor momento da nossa relação. no qual ele era surpresa e eu era um presente.

pra onde eu vou?

2009 e todos os seus eventos ficam sendo marcados como o ano mais inútil da minha vida.

fiquei perdida, me lasquei e, até agora, não achei nem faisca na escuridão.

 

but we keep trying. daqui, algo tem que sair. =S

 

e até eu vou pra ver no que vai dar

orgulho de 2009

15/10/2009

finalmente aprendi a utilizar o a craseado.

oeee.

esse ano todo valeu a pena só por isso. e eu falo a sério. sem crase, porque sério é masculino. =)

Eu odeio que ele esteja certo. Porque, de alguma maneira sórdida e bizarra, ele, sempre e somente, está certo nas coisas que mais me afetam. Não que um estranho colocar “namorando” no Orkut realmente me afete, porque, né? Nem conheço. Mas porque depois de tanto tempo, esse estranho é o primeiro que eu conheci e me encantei… depois dele.

Então, odeio MESMO que ele esteja certo. Porque ele disse que homem sem status de relacionamento no Orkut, necessariamente, está pegando alguém sério. E uma semana depois o estranho coloca “namorando”. Então, vai tomar no cu bem grandão, porque eu não consigo nem me apaixonar platonicamente por um estranho em paz.

E me parafraseando, todo mundo de interessante é gay ou namora.

Os solteiros ou são muito feios, ou muito estranhos. E anyway, even them could tear me apart. Like they’ve been doing forever and ever.

eu tava aqui pensando. se eu sou doente o suficiente pra olhar um nome na lista de chamada, procurar esse nome no orkut e descobrir coisas mil da vida de pessoas que eu mal conheço, deve ter mais gente no mundo que sofre desse retardo mental. e com uma ou duas voltas é possível achar esse blog, o que faz com que eu me exponha, de uma forma psycho, a estranhos. espero, sinceramente, que você não tenha chegado aqui por via stalker. =p

sim, isso é uma doença.

stalker pride for life

“every single day
and every word you say
every game you play, every night you stay
i’ll be watching YOU

entre uma aula de macroeconomia e outra de direito constitucional, eu tenho fingido que tenho 13 anos. não que eu não tenha, já que eu tenho 13 anos ad eternum, ao menos no que consta a minha maneira de lidar com o sexo oposto.

mas bem, eu literalmente estou vivendo uma vida de sétima série. sempre me sento com a minha amiga, presto atenção nas aulas e suspiro por dois garotinhos que nem fazem idéia do meu nome. sei o de um deles, já que em um super ato stalker meu dei um jeito de olhar na lista de chamada depois dele assinar. resultado, procurei no universo, descobri metade da vida do garoto (tenham medo de quem vos fala, vlw? talentos stalker mil)… e ele tem namorada. mas achar bonitinho dessa maneira HIPER platônica nem tira pedaço, né?

do outro, só sei que ele assina na segunda folha da lista. é, é. eu disse que tinha 13 anos.

um deles sempre se senta relativamente perto de mim e me pede os horários da aula (awwwwn ♥). e o outro se senta mais longe, mas no primeiro dia de aulas eu dei pra ele uma folha de caderno e ontem, três semanas depois, ele disse que quando eu quiser uma folha de volta, ele me dá (óunnnn ♥ ).

sérião, acho que é amor, heim?

- ao que me consta, até meninas de 13 conseguem ser menos retardadas. mas ao menos meus dias tem tendido ao divertido.