Mudei de planos, por que não? Fiquei nessas de idéia fixa e na realidade tinha era um medo danado de concretizar. Ai fiquei vivendo, devagar e devagar, com preguiça de mudar de plano, me justificando através do medo. Dizia que uma hora ia, mas nunca chegava. Já é final de agosto.

De repente me abre uma porta, que sempre existiu e eu não via de birra. Mudei de planos. Agora não tem necessariamente São Paulo e nem sonho de apartamento perto da Paulista aonde eu viveria minha vida cool e descolada, que seria dividida entre trabalho e de bar em bar.

Só de mudar de plano, já aumentei minha cota de produtividade. Dessa vez, não tenho medo. Provavelmente porque parece certo. Mas São Paulo ainda vem. Eu sei.

Eu estou oficialmente, de novo, desempregada. E preciso de um emprego logo, logo. Aiai, Deus do céu.

19/08/2009

Mas a poeira é só a vontade que o chão tem de voar.

Rita Apoena

olhei pro relógio e eram 18:18. na mesma hora, completei o donwload de toda a discografia dos beatles. exatamente no mesmo momento, criava o tumblr mais fofinho do planeta (s2ondenaotems2.tumblr.com).

tem coisa boa vindo. porque eu resolvi interpretar essa conjunção como um sinal divino posítivissimo!

iihh, alá, o telefone tocou e eram as meninas me chamando pra sair. rere :}

Quando eu realmente leio esse blog, fico com um certo ódio de mim. Tudo parece um pouco sentimental demais, um drama eterno (que eu até reconheço, faço) e nada real o suficiente. Daí fico bastante insatisfeita com a minha vida e isso geral uma vontade de mudar as coisas.

Então, bora lá. Agosto, vida nova. =P
O que eu vou fazer: dieta, procurar emprego e andar com minha vida.

O que eu não vou fazer: falar quando eu não preciso falar, fazer drama quando não preciso fazer e não, não, não, não vou voltar.

When I have nothing to do
I remember you

vou gastar 100 reais pra ir em uma tarôloga e estou crente que vai me ajudar em algo.

 

se isso não é estar super perdida, mais nada sei.

Desde que eu me entendo por gente, o que vamos combinar, não faz tanto tempo assim, nunca tive que dar muitas explicações. Faço as coisas porque quero, tudo direcionado pela vontade própria e o conceito básico de “ser dona do meu próprio nariz”. Considerando que moro com a minha mãe, devo explicações, talvez, a ela, e olhe lá. Mas a minha mãe não é dessas e me criou pra ser livre. E livre sou.

Ela me cobra empenho, cobra cuidado e faz essas coisas de mãe, mas não, nunca, jamais, de maneira alguma, me pede explicações. E eis que quando a minha tia aparece aqui, ela acha que pode suprir essa área da minha vida… desde sempre, me questionando quantos as minhas decisões: o quêeee? Vai fazer Relações Internacionais? O quêeee? Não quer ser diplomata? O quêeeee? Não quer morar em Brasília? O quêeeee? Vai pra São Paulo?

Ela chegou, hoje, ao cúuuumulo de me perguntar quanto dinheiro eu tenho guardado, onde eu vou morar, quem vai pra São Paulo comigo, como eu conheci a TT, se eu vou por causa de homem. E depois me disse que eu ainda vou sofrer muito porque não aceito os conselhos de gente mais velha e vivida e que tenho sonhos demais.

Ah, pra ela eu devia fazer concurso (oh really?) e ficar aqui em BH. Por ela eu tinha feito direito e hoje era diplomata, morando em Brasília e sendo tudo menos eu.

Oi, eu quero viver… sem a sua intervenção, grata.

Hoje alguém perguntou se  a gente era muito grudada. Nas últimas duas horas a gente tinha andado pela casa rindo e dividindo besteiras, como se ela tivesse 6 e eu 10 anos. Duas bobas, duas iguais. Naquele momento, estavamos de mãos dadas. A gente riu e disse que “mais ou menos”.

Mas às vezes parece tão perfeito que daria pra responder “sempre”.

Sou daquelas que guarda mágoa. Não que isso seja algo bom, claramente não é. Carregar sempre algo ruim dentro de você não serve de muito, só incomoda. Mas o que se há de fazer quando sou assim. Posso até perdoar, posso até esquecer. Mas nunca, nunca, certas coisas vão sair de mim. E, às vezes, se elas doem muito, eu vou me afastando, sem nem verem, só pra me proteger. Porque se me machucou, de caso pensando, uma vez, pra repetir não custa nada.

Perdoei as coisas mais insanas, as pisadas na bola mais imbecis, os momentos de maior raiva. Mas me machucar, querendo me machucar, não vou esquecer. E você pode ter se desculpado. Pode ter dito que vai mudar. Pouco me importa. Sou daquelas que guarda mágoa.