I keep taking everything to be a sign

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Mandei um monte de gente embora e desenhei um plano de mandar mais um monte. Um financiador não renovou o melhor projeto. Senti um soco no estômago e minha cabeça tonta inúmeras vezes. Quis fugir. Fiquei com dor de estômago e sofri de culpa, odeio muito essa crise financeira. Pedi para me mandarem embora e ninguém aceitou. Vou ter aumento.

Daí caiu o avião e a incrível perspectiva meio que acalentou.  A vida é fudida mesmo, mas ela acaba fácil. Chorei muito pela Chape, parte porque eu vivo muito o futebol, parte porque MEU DEUS QUEM NÃO CHOROU?! Quero ir pra Colômbia. Pelo menos todo mundo que eu mandei embora recebeu 40% do FGTS e tá viva.

Viver tem sido tão difícil que pedi férias da academia. Prefiro ficar na minha cama vendo Netflix deitada em posição fetal.

Vi Gilmore Girls e me senti alentada da vida da Rory ser tão bosta. Até a minha vida é melhor que a da Rory. Fora que o meu avô não foi nenhum milionário.

Meu salário já caiu, parte do décimo terceiro também, esse mês ainda tem férias, Roger e outra parcela de décimo terceiro.  Comi uma panela de brigadeiro.

 

Then should you had put a ring on it?

Eu tô virando uma das mulheres loucas que tá ansiosa pra casar. Daí eu fico pressionando meu namorado e o pior de tudo é que eu sei como isso é ridículo, então até a pressão eu faço pelas metades.  A questão não é nem o casar em si, mas eu estou, sinceramente, cansada de namorar a distância. E ele me parece insanamente confortável (oi? como!) com a situação como está.

Na outra parte do tempo eu fico sozinha pensando em terminar o namoro.

Tá uma bosta.

I’m like an ocean wave that’s bumped on the shore

Contando os dias para ele vir, me lembrei das despedidas.

De como elas são difíceis, o tanto que são sofridas. Parece que acaba todo o ar do meu peito, parece que eu vou parar de existir. Não existe me despedir dele sem chorar. E eu sempre fico com uma sensação enorme de vazio. Seja eu quem volte, seja ele quem se vá. Meu coração sempre se quebra um pouquinho.

Mas mesmo assim, é tão bom quando ele vem. Porque as chegadas, mesmo que desajeitadas, com estranheza, pela distância, com certa frieza, porque somos bobos, são tão bonitas. São tão ~os melhores momentos da vida~.

Só quem vê seu amor chegar e ir embora por um portão de aeroporto sabe como é. Angustiante. Maravilhoso. Terrível. Alegre. Masoquista. Masoquista mesmo, mesmo, MESMO!

Meu Deus, eu não aguento mais isso. Vou obrigar ele a ficar de vez (ou a ir embora de vez).

Desculpa se eu ficar muda, mas,

Dia desses acordei chorando após um pesadelo horrível. Sonhei que meu pai morria e custei a parar de soluçar. O problema é que não consegui falar com meu pai depois disso. Queria ligar, mas não consegui. Meu orgulho não deixava.

No mesmo dia, meu celular começou a dar um tilte doido, desses avisos que os eletrônicos dão que a hora deles tá chegando e que você vai ter que desembolsar vários dinheiros por um aparelho novo. Uma amiga me disse para pedir do plano, fui falar com a minha mãe e ela disse pra pedir pro meu pai resgatar o telefone novo. Meu orgulho também não deixou essa ligação acontecer.

Me perguntaram, num outro dia, brincando, se podiam se aproximar do meu pai porque ele teria “melhores contatos”. Acharam que eu ia xingar. Eu só disse “você vai se decepcionar”.

Meu orgulho, que aqui vou chamar de amor próprio, não deixa nem amar demais, nem usar de menos. Não espera demais, não cede de menos. Mas no inconsciente, eu tenho medo de perder o que foi tirado de mim e hoje eu escolho não ter.

Não tenho medo de estar errada, mas tenho sim medo de me arrepender.

Then sing it on the long walk

No fim do ano passado escrevi um monte de meta pra 2016. Dentre várias, existia uma de “viver mais o feminismo”.

Pensei em criar uma conta no Medium e só escrever textão reflexivo do porque precisamos tanto de ser feminismo. Pegar todas essas notícias absurdas da vida e escrever o a+b de “mana, vamos entrar pra essa luta, olha como o mundo é”. Mas não o fiz.

O que eu fiz foi me envolver, ainda em fevereiro, com um grupo diverso de meninas atleticanas que decidiram escrever um manifesto contra ao desfile do uniforme esse ano (que tinha, mais um ano seguido, mulheres só com camisa e suas bundas de fora). Acontece que gente foi tão execrada, tão condenada, tão perseguida… que dali nasceu a sororidade mais incrível que já vivi.

Da adversidade veio a Grupa. Um montão de minas atleticanas que só querem tornar o futebol um ambiente melhor. Mais seguro, menos machista, menos homofóbico, menos racista.  Um monte de garotas diferentes que se valorizam e torcem juntas pro Galo.

Minha prática feminista agora tá colada numa das minhas maiores paixões, que é o Atlético. No fim das contas, cumpri uma das metas de ano novo.

E a grupa acabou sendo a coisa mais importante desse difícil 2016.

and I really wanna make you disappear

Tenho uma birra histórica e sem fim a minha ex chefe mirim. Quando entrei aonde trabalho calhou dela estar no meu caminho como… minha gestora. Mais nova e menos experiente que eu, brigávamos muito. Eu disse muito. Ela era autoritária e eu era cheia de razão (rs). Eu chorei, sofri, passei raiva e alimentei por anos um rancorzinho nada saudável. Tem post aqui no blog pra isso. VÁRIOS. Isso que em três meses ela já tinha deixado de ser minha chefe.

Esse ano cheguei no trabalho e tarra lá chefe mirim. Fiz um escândalo. Disse que ia pedir demissão. Pedi nada e ela foi embora três meses depois. Ano que vem ela deve voltar. Eu só finjo que ela não existe. E evito ficar no mesmo ambiente que ela.

Ela fica meio que permeando a minha vida. Pede autorização em redes sociais de tempos em tempos, sempre negada. De repente é melhor amiga de gente que eu conheço. E agora tá se inscrevendo pra um projeto que eu já participei e tenho ainda algum envolvimento. A parte imatura em mim quer ir lá e falar “cês tão é loki de aceitar um diabo desses”. A parte de mim que tem mais o que fazer veio só aqui escrever esse post e enfatizar que, quatro anos depois, ainda a detesto. DETESTO.

Quero ver nascer de novo aqui

No final das contas, consegui tirar a segunda via (que já chegou na minha casa), minha mãe fez a cirurgia (e está em plena recuperação) e a vida segue, apesar dos dramas, das dores, dos medos…

Namorado vem passar Natal comigo, o que significa que eu não vou passar Natal com ele na Bolívia. Perdendo a gente vai ganhando. Superando a gente via vivendo. Do jeito que dá. Do jeito que deu.

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If you’re having problems I feel bad for you

Perdi minha carteira de motorista. Fora os mais de 70 reais envolvidas no custo da renovação, beleza. Entrei no site do DETRAN para pedir segunda via. Fala que eu já tenho um pedido em aberto. Vou consultar esse pedido. É de 2014.

Vou ao DETRAN. Número 132 e tava na senha 90. Cerca de trinta minutos depois, chamam minha senha. Só fazem segunda via com o BO. “Mas na internet não exige BO”, e me responde “só que pessoalmente sim”.

No trabalho, tento fazer o BO online. Não preciso dizer que deu errado. Falam que tem que ser pessoalmente. Vou na delegacia. O sistema está fora do ar.

Pego o telefone irada e ligo para minha mãe para chorar as pitangas. Esbravejo. Depois que dou meu show, ela diz: “deixa eu compartilhar meu drama com você. O plano de saúde não autorizou minha cirurgia”. Minha mãe tem síndrome de carpo e ia operar a mão amanhã. Ela não consegue mover muito os dedos e nem dorme de tanta dor.

Nada como alguma perspectiva.

It is Thursday, I am angry

Vamos falar sobre o fato da Marcela Temer ter milhões de reais sob sua gestão de maneira voluntária e o tanto que isso é ofensivo para pessoas como eu, que são profissionais da área social?

1) ela não tem qualificação acadêmica ou prática para o exercício da função, além do “ser mãe”, “mulher dedicada”, “esposa perfeita”. Faz parecer que para trabalhar na área, basta ser “dadivoso”.

2) ela é voluntária! Isso reforça a crença da “caridade” e faz que qualquer pessoa que queira ser remunerado por seu trabalho árduo e pautado em boas práticas seja “pior”.

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