Afffff. Secretária.

Este com certeza é um post enobe.
Ou não.
Depende de quem está lendo esse post.
O do tanto que você me conhece.

Ontem a Victo, que é secretária da Irene, que acontece de ser a minha chefe mor, diretora do departamento, pediu para que hoje eu ficasse no lugar dela. Eu aceitei, porque como é que diz não? Ela, ontem, em 5 minutos, me explicou como fazer uma pá de coisas.

Ok, cheguei hoje e percebi que brincar de atender ao telefone não é tão divertido assim. Em primeiro lugar, todo esse conceito de transferir ligação é deveras complexo para o meu entendimento e obviamente, na primeira chamada recebida, perdi a ligação ao transferir e a chefona ficou brava. Felizmente, quando ligaram de novo, acertei. Por um instante ela achou que eu tinha errado e fez um “ai ai” bem bravo. Mas deu certo.

Depois ela me pediu para ligar para o embaixador do Brasil, e quando o fiz, ele não estava na missão. A secretária me pediu o número do departamento e eu, obviamente, não sabia. Enquanto o buscava, no website, a moça me preguntava se eu era nova no serviço e quase desistiu de esperar, quando eu finalmente o achei. No mínimo, deve te achado que eu era retardada. No mínimo.

Ao menos a ligação surtiu efeito, porque o embaixador estava aqui no prédio e passou para falar com a Irene. Essa é a parte mais legal do trabalho, aparentemente… a quantidade de pessoas importantes que entram e saem desse escritório.

Depois ligaram da Santa Sé e pediram para transferir pro Secretário Geral. Ok, medo grande de não ter transferido essa ligação corretamente.

Ai a Irene saiu para uma reunião do conselho, e a minha chefe, a Nelly, passou aqui para me dar conselhos sobre como me portar. O principal foi “não fique nervosa” e depois “me ligue se vc precisar de alguma ajuda”. Pareceu muito gentil, correto? Mas não foi. Logo depois ela me perguntou se eu estava fazendo aulas de inglês e me disse que eu precisava urgentemente. Tudo bem ela dizer isso, não é? Mostra preocupação e vontade de me ver mais preparada, sendo que provavelmente me oferecerão mais um contrato. Só que ela emenda o conselho com uma palestra MUITO grande sobre o meu inglês ser irregular, de eu saber bastante sobre algumas coisas e muito pouco sobre outras, e que o fato de eu poder me comunicar não quer dizer que eu seja fluente. Ela me aconselhou, ainda, tomar aulas com imigrantes, em igrejas e escolas, porque é mais barato. Mas para eu prestar atenção se não me colocariam em uma classe avançada demais para mim. Quêeee?

Não querendo ser arrogante, mas meu inglês é bem melhor, que por exemplo, o do Mauricio, que trabalha comigo. E o da Victo, que estou ajudando agora. Sinceramente. Sabe ser sutil? Porque a Nelly desconhece. Ao menos, eu teria um inglês avançado. Mas não, ela, ela, peruana, que comete milhares de erros, o classificou como intermediário.

E EU ME PERGUNTO: Se eu sou ruim assim, porque é que me contratou? Affff.

p.s: O aviso quanto ao esnobismo do post é porque fui reclamar sobre isso com um amigo e ele me chamou de esnobe. Eu acho que é mais para chamar de coitada. O fato é que eu tenho percebido mais e mais que coisas que para mim são corriqueiras soam como extremamente esnobe para as outras pessoas simplesmente pq eu vejo embaixadores, recebo ligações da Santa Sé e escrevo para Ministros.
Mas a verdade é que: quem faz odontologia mexe com dente. Com direito, com lei. E com RI…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s