Medidas e grrr (minha chefe voltou de férias)

Hora de DC: 10:10 da manhã. Temperatura: 27°C.

 

Claro que uma pessoa daqui seria incapaz de compreender tais medidas. Aliás, qualquer medida que usamos no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo.

 

Quilos, centimetros, quilômetros, nada disso os grigos conhecem. É tudo am e pm, e aparentemente um conceito de 24 horas é demasiado complexo para certas mentes. Devo dizer que uma certz vez, uma amiga já deixou de ir em uma festa porque no email eu escrevi 20:50 e isso era demasiado difícil para que fosse compreendido por ela. Ainda ouvi reclamações que não deveria escrever horário de exército. EXÉRCITO? WTF?

 

Fahrenheits, libras, polegadas e milhas. Ou, Fahrenheit, pounds, inches e miles.  Tudo demasiado complexos para que A MINHA cabecinha latino-americana compreenda. Estabeleci, para mim mesma, algumas correspondências, tipo, dobra, tira trinta e divide por não sei quanto, dá duas voltas e olha pro céu… o que não me dá as converções necessariamente corretas mas me fornecem uma “noção de como seriam as coisas caso os EUA adotassem um sistema de medidas uniforme com o resto do mundo”.

 

Por isso, sem surpresa agora pouco, quando chegou um email anunciando o nascimento da netinha da big boss e uma colega gritou: e quanto é isso em americano?

 

Americanos malditos, usam medidas diferentes!  

 

 

Nota contra a minha chefe: (as always) reclama de algo que não gosta no escritório, olha pra mim e fala: liga pra não-sei-quem, que eu não conheço, e reclama. Assim, queridaaaãaaa, reclama você! Tipo, eu não consigo entender porque ela me manda fazer coisas que ela poderia fazer e tem tempo para fazer. Eu compreendo, por exemplo, porque ela me incube de uma função, tipo, ter contato com o povo que faz manutenção do xerox (aham, problemas com o xerox, eu ligo e peço help). Mas isso, esse caso específico, quem fez tudo foi ela. Porque EU tenho que ligar e reclamar? >.<

Eu DECIDIDAMENTE preciso ir embora daqui.

 

* esse post foi também pro outro blog, afinal de contas, medidas e chefes são coisas que totalmente se pode falar com mães-e-tios! :)

Medidas e grrrr (minha chefe voltou de férias)

Hora de DC: 10:10 da manhã. Temperatura: 27°C.

Claro q ue uma pessoa local seria incapaz de compreender tais medidas. Alias, qualquer medida que usamos no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo.

Quilos, centimetros, quilômetros, nada disso os grigos conhecem. É tudo am e pm, e aparentemente um conceito de 24 horas é muito complexo para certas mentes. Devo dizer que uma das minhas amigas já deixou de fazer coisas porque no email eu escrevi 20:50 e isso era demasiado difícil para que fosse compreendido. Ainda ouvi reclamações que não deveria escrever horário de exército. EXÉRCITO? WTF?

Fahrenheits, libras, polegadas e milhas. Ou, Fahrenheit, pounds, inches e miles. Tudo demasiado complexos para que A MINHA cabecinha latino-americana compreenda. Estabeleci, para mim mesma, algumas correspondências, tipo dobra o valor, tira trinta e divide por dois, que não são necessariamente corretas mas me dão uma “noção de como seriam as coisas caso estivessemos em um lugar normal.”

Por isso, sem surpresa agora pouco, quando chegou um email anunciando o nascimento da netinha da big boss e uma colegua gritou: e quanto é isso em americano?

Americanos malditos, usam medidas diferentes!

Nota contra a minha chefe: (as always) reclama de algo que não gosta no escritório, olha pra mim e fala: chama não-sei-quem, que eu não conheço, e reclama. Reclama você! Tipo, eu não consigo entender porque ela me manda fazer coisas que ela poderia fazer e tem tempo de fazer. Eu compreendo, por exemplo, me incubir de uma função, tipo, ter contato com o povo que faz manutenção do xerox. Mas isso, esse caso específico, quem fez tudo foi ela. Porque EU tenho que ligar e reclamar? >.<
Eu DECIDIDAMENTE preciso ir embora daqui.

Futuro

Amanhã é o ultimo dia de junho. Sexta já é o dia da independência. Dia 10 eu vou pro Chile, a trabalho, e volto dia 19. Dia 14 de agosto é meu ultimo dia de contrato. Dia 16 eu vou pra NY, fico até o 21, dia 24 o Bruninho vem pra DC. Dia 27 eu vou pra LA, fico lá até o dia 5 e sigo pra San Francisco. Eu tenho a minha vida planejada assim, em detalhes, até o dia 10 de setembro, quando meu avião aterrisar em Confins. Depois daí, páginas em branco.

Eu não estou (ainda) nada aflita em relação a isso. Talvez por estar em paz por ter tomado a decisão de voltar, talvez porque tenho uma vontadezinha danada de ficar sem fazer nada e ser livre, ou talvez porque já tive medo desse depois tantas vezes que já me acostumei.

Ainda não avisei às minhas chefes que não vou renovar meu contrato. Nem sei se elas desconfiam. Na verdade, nem sei se eles renovariam. No dia que eu decidi MESMO que ia, eu tinha um plano de dar um puta discurso de que eu ia embora porque não tinha condições de trabalhar sob falta de confiança, respeito e excesso de autoritarismo, em um ambiente em que as minhas idéias não são valorizadas e que os ideais de quem me coordenada são completamente diferentess dos meus.

Hoje já desisti desse plano e tô mais querendo ir deixando uma porta aberta mesmo, estabelecendo bons contatos, levando cartas de recomendação e dizendo que vou sair porque quero fazer um mestrado e estar perto dos meus.

De qualquer maneira, eu tenho MESMO que fazer um mestrado, mas não sei de que, aonde e nem quando. Eu vou chegar bem apertada para as provas do final do ano, mas estou evitando me preocupar com isso porque nem sei se quero fazer esse mestrado imediatamente, e nada adiante eu ficar aflita daqui. Eu pensei também em me inscrever em uma série de processos de trainee, porque trabalhar no setor privado deve ser *muuuuito* melhor, mas tãopouco defini se quero isso.

Na verdade, só sei que nada sei. Mas já vá me desejando boas viagens, porque serão muitas. :)

Caio Fernando Abreu disse…

“Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para Botucatu quanto para Java, Budapeste ou Maputo — nada interessa. Viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”, feito Pessoa. Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio. “
e eu assino embaixo.

Washington, DC

Hoje, caminhando desde do Eastern Market até o National Mall, eu percebi o que eu mais vou sentir saudades de DC. O estar em DC. Ver o Capitólio, os prédios onde os congressistas trabalham, os museus, o Washington Monument, a Casa Branca… até mesmo a o belo prédio onde eu trabalho.

É engraçado como uma séries de coisas que você jamais sonhou se tornam cotidiano e deixam de te impressionar, de ser cool e passam a ser somente… normais. 

O negócio é que DC não me pegou de jeito. Eu não me apaixonei por essa praga de cidade. Quando eu tava em Buenos Aires, tudo era, aiiii, Buenos Aires. <3 Eu gostava da cidade, das pessoas, do estilo, do caos, da comida. Eu AMAVA estar em Buenos Aires, tinha meus bairros, saídas, lugares preferidos.

DC é uma cidade burocrática, parece que todo mundo tá de passagem. Tipo, quem realmente é de DC? Tem gente que cresceu ao redor, em Maryland e Virgínia, mas em DC. oO

Em Washington você tem bairros brancos e bairros negros. Nem é que haja segregação. É que a mistura não ocorre. Eles falam diferente um dos outros, se vestem diferente um dos outros e se comportam diferente um dos outros. A cidade tem quatro quadrantes: NE,NW,SW,SE, e só um deles é considerado realmente seguro. A cidade não se parece em nada com ela mesma, o que pra mim é muito esquisto. Adams Morgan, Gerogetown, Dupont Circle, Foggy Bottom, K Street, U Street, the National Mall, Metrocenter, Eastern Market, Columbia Hights e tantos outros lugares que naaada tem a ver um com o outro e que simplesmente… não me consquistaram.

Sair em DC é procurar o melhor Happy Hour. Você pode sair ali, por Dupont, e pegar um povo mais liberal. Se for pra Metrocenter, o povo é mais velho, advogados e executivos.

Pra sair a noite, o que você quer? O tradicional bar white neck ou o tunts tunts hip hop cheio de negros? Eu, na verdade, acabo limitada a um reduto latino, por trabalhar onde trabalho e ser de onde eu sou. Quer dançar salsa em DC? Eu te digo onde. Não que eu realmente aprecie o estilo, mas… é o que eu tenho.

DC é uma das cidades mais violentas dos EUA. Mais de metade da população é negra. 1 em casda 20 adultos tem HIV. É a unica cidade do país com tratamento gratuíto de AIDS. Tem o pior sistema público de educação do país. Metade dos museus, e sendo esses os melhores, são de graça. No verão, 1/4 da população são estagiários de verão.

O verão é muito quente e úmido demais, apenas umas 3 semanas do outono são agradáveis, no inverno faz frio demais mas raramente neva e quando neva, a cidade pára de funcionar.  A primavera é metade gelada, metade quente demais, sobrando umas 3 semanas de bom clima, com a mais bonita coisa de DC, o Cherry Blossom. Isso dá à cidade 6 semanas, e não mais que isso, de clima agradável (em uma avaliação pessoal).

 

Enfim, after all that, o que eu tenho a dizer é: meu lugar não é aqui. E é essa uma das razões para eu querer ir embora. Não me vejo amando DC nem em 3 anos, nem em 3 meses.

Sobre a (não) consquista

Nunca tive muito dom de conquista. Sinceramente.

Eu sou daquelas que sempre está apaixonada – o que nem é mais verdade, já que as minhas paixonites estão escassas nesses tempos difíceis – mas raramente, quase muito nunca, pega quem quer. Triste, but true.

Esse joguinho de conquista claaaaramente não é meu. Primeiro que eu não sei flertar. Não sei dar mole. Qualquer palavra minha em direção ao crush, na minha cabecinha sequelada, já seria um me jogar. Mas eu sei, e a vida me ensinou, que as coisas não são bem assim. Meninos não entendem indiretas sutís e nunca percebem o interesse de menininhas apaixonadinhas e certinhas feito eu.

Então, eu não consquisto. Sempre é ele. O que é ridículo, porque aposto que pegar alguém que você tinha  um platônico deve ser A sensação boa. O problema é que assim, pegando quem eu não queria e não pegando quem eu queria, eu acabo dando mais valor emocional ao platônico, que oeeeeeee, tá tudo errado!Tipo, meus “amores sinceros” são não correspondidos e os com algum sinal de reciprocidade são meros casos, quase lapsos, passageiros e sem valor.

Talvez para mudar isso eu deveria ter um papel mais ativo, aham, na conquista. Quer dizer, ao menos tentar agir além do meu flerte banal de joguinho de palavras, que infelizmente, apesar de ser muito esperto e ter momentos a la Gilmore Girls, raramente eles percebem (burros).

Vou te dizer que somente uma unica vez eu me senti segura nesses joguinhos e fui lá e me declarei. Eu mandava mensagem, ele respondia, eram horas e horas no msn, atenção constante mesmo a distância (sim, era a distância). Em um determinado momento ele passou a me mandar mensagem de madrugada. Pra mim, mensagem de madrugada ou é interesse fooooorte ou é seu melhor amigo. Pra ele, também. Rá. Me “declarei” e escutei um “somos só bons amigos”.

 Outch.

 Acho que a pior parte mesmo foi quando ele disse que a coisa em que a gente mais combinava era o humor pastelão. PASTELÃO. Quem tem humor pastelão? PALHAÇO? Palhaça é a mãe. Ofendida fiquei, ofendida estou e ofendida estarei. E a amizade acabou.

Mas nesse caso, não tem amizade nenhuma mesmo. HOHOHO. Tipo, eu conheci o gringo em uma terça feira há quase 3 semanas atrás. Contando os dias direitinhos, 17 dias. DEZESSETE DIAS É NADA. Não somos amigos. Manda mensagem pra quem você conhece há 17 dias é paquera, não é? Diz que sim?

Quer dizer, paquera minha. Porque ele nunca me mandou mensagem. Nem eu mandei.

Vou mandar agora assim que postar esse texto. Wish me luck!

Usando interna das minhas amigas, FUDEU GAEEEELLLL!

 

Do close pro fim.

Não é que eu não tenha avisado que sou verborrágica no início. Eu sei que sou assim. E acho até engraçado eu falando assim, out and loud, sobre qualquer coisas que passe na minha cabeça.

Na real, esse blog será um graaaande alívio para  Jenn, minha roommate. Pense que todas essas palavras sobre o gringo <3 teriam como alvo os ouvidos dela. Querido blog, muito provávelmente a Jennifer super te agradece!

Bom, querido e estimado público imaginário, eu devo avisar-lhes que me vou dessa terra no dia 9 de setembro de 2008. Sim, senhores. Nesse dia eu, Alice (no last name porque eu não quero, em hipótese alguma, que esse blog seja encontrado por futuros empregadores/stalkers) estarei embarcando, em São Francisco, Califóoornia, em um vôo para a minha amada, adorada e saudosa Belo Horizonte. :)

De alguma forma acho que é muito significativo que essa data e a data original da minha primeira passagem sejam tão próximas (quer dizer, fora a leve diferença de um ano entre as datas).

Pois é. Eu fiquei aqui um ano mais do que incialmente planejei. Era pra eu chegar em BH dia 7 de setembro de 2007. Acho engraçado que no dia 7 de setembro eu conheci o Justin. Ou seja, foi bem o fim de um ciclo para começar outro.

Agora que eu tô em um momento “do closê pro fim”, eu vejo o tanto de coisa que eu passei. Foi um ano. E agora são menos de 3 meses. Faz um ano, eu nem poderia sonhar em estar onde estou agora. De boa, apesar dos pesares, apesar da chefe louca, do apartamento com ratos, de me sentir sozinha, de tudo… valeu a pena.

Tava pensando que em dias, tirando os 21 no Brasil e adicionando 70 de Junho até setembro, são 414 dia em território estado-unidense. De boa? Mais que o necessário, valeu?

We are just breakable girls and boys

Para ler escutando:

Pronto? Já deixou o vídeo passando ai? Então tá.

Minha vida mudou mais ou menos em meados de janeiro de 2006. Claramente tudo se divide em antes daquele dia e depois daquele dia. É como se uma Alice completamente diferente tivessa saído daquilo ali. Pra quem não sabe, e você provavelmente não sabe, foi o dia que meu pai saiu de casa.

Depois disso eu mudei. Primeiro, eu sofri. Segundo, eu cresci. Terceiro, eu amadureci. E a grande lição foi uma que eu estava procurando desde meus 15 anos, quando tinha sessões com uma psicóloga (que era mãe de um colega de colégio MAIOR gatinho). Eu aprendi que ninguém, além de mim mesma, se importa comigo. Nem família, nem amigos, nem quem mais me ama, nem quem mais me odeia. Sou eu sozinha no mundo.

Uma vez eu disse isso para minha mãe e ela disse que eu estava sendo cruel. Mas sinceramente, depois de passar 15 dias sendo completamente invisível e não ver ninguém levando os meus sentimentos em consideração, aprendi isso. E depois, vivi melhor.

Em um determinado ponto, engolindo as minhas dores e medos, tendo que me dobrar em duas para ser mãe de quem era minha mãe, veio a constatação: se isso não me destruiu, nada mais me destrói. Descobri na fraqueza a minha maior força, no meu pior momento, a guinada na minha vida.  Depois disso, viajei. Vivi. Fui pra longe. Estou longe. Fiquei só, arranjei companhia, me aceite melhor.

E hoje eu estou aqui. E eu sei que eu completamente breakable. Eu sou frágil. Eu ainda tenho medo. Eu ainda sou insegura.

Mas vez e outra me arrisco, e quebrando, me dá 15 dias que me reponho e me reconstruo.

E é isso que eu sei da vida, aos meus 23 anos e quase 5 meses.

Aliceecila

Percebam (hahaha, oi público imaginário), que o blog tem como endereço aliceecila.   Além de ser obviamente o contrário do meu próprio nome, em um egocentrismo ridículo * que justifica a criação de um blog* , aliceecila parace muito com Alicecília, que é o nome da minha irmã escrito junto com o meu.

  

Mano, a minha irmã. A pessoa que mais me conhece no mundo inteiro, a que eu amo com maior força, a que, apesar de tão diferente, é tão parecida. Bom, ela , atualmente, não se fode pra mim. Quando ela morava na Espanha eu passava hoooooooooooras com ela no msn. Quando eu morava na Argentina, hooooooooooooras no telefone todos os domingos. E agora, que eu estou a mais tempo longe de casa, ela pouco se fode.

 P-O-U-C-O…S-E…F-O-D-E.

 

Me dói.

Me magoa. Tudo isso um pouquinho-bem-grande. São  milhares de quilômetros de distância e dias sem se ver. Sabe não te dar a minima? Nunca ligar? Nem mandar email? Nem sequer um scrap? Entonces.

 

E vou falar, heim? Eu sei porque isso. Eu sei de quem é a culpa. É minha. Porque eu apresentei para ela o mongoloide (que pra ser sincera, nem é mongoloide, mas eu decidi odiar ele pelos motivos aqui expostos) que ela namora. E infelizmente a minha irmã é o tipo de pessoa que quando namora, vive pelo namoro. Quer dizer, aparentemente é, porque esse é o primeiro namrado.

 

Anyway, MANO, EU QUE APRESENTEI ELES. E agora eles namoram (suspiro), e já tem um ano e meio. E as coisas nem melhoraram com ele vivendo lá em BH. Ou seja, Alicecília nem existe mais. Agora é Alice aqui, longe longe, e Cecília lá. Com o maldito.

Tears. :~~~~~~~~~~

O pior é saber que, caso ela soubesse o tanto que isso me magoa, me mandaria a merda.

C’est la vie. And it sucks.

é o início (e nem é do fim)

Deu uma vontade de fazer um blog meu, o que de alguma forma até para mim soa ridículo já que eu sou a feliz proprietária de 3 blogs. O problema é que um é compartilhado com as minhas amigas (e com o tempo foi adquirindo um caráter loser e de desabafo forte), o segundo é velho e abandonado (justamente por ser antigo, eu o abandonei, porque é cheio de lembranças de 2004/05/06-e-eu-tinha-um-blog) e o terceiro, bem, o terceiro é um caso a parte.

 

O terceiro blog nasceu para ser meu blog enquanto eu morava fora. Para eu poder contar, chorar, rir e lembrar depois. Meu morar fora era para ser 3 meses. Agora já tem um ano. O problema dele é que virou uma carta-a-minha-mãe-e-ao-meu-tio, meus fiés leitores. Vou confessar que meus amigos mesmos nunca foram muito de entrar e chegar o que eu escrevia, e depois foi ficando só pra mãe-e-tio mesmo. O problema nem é o público família, porque vou confessar que os dois são muito cools e completamente meus fãs. O trem é que eu não posso escrever o que eu quero. Não posso ficar triste que minha mãe morre de preocupação. Não posso sentir saudades que eles choram do outro lado. Não posso falar de bebida, de caras, de pegadas, de carências, de cagadas, de saco cheio, ou seja, de porra nenhuma, porque tem a mãe e o tio lendo. E isso fode. F-O-D-E. Tipo, a minha vida não é só trabalho e os problemas do meu apartamento (tema básico do outro blog)… mas eu não quero falar das minhas platonices e pegações com o meu tio e a minha mãe, porra!

 

Bem, cá estou eu no dia 27 de junho de 2008, sentada no meu cúblico, as duas da tarde, completando mais um dia praticamente sem trabalhar, devido a ausência de supervisão, uhu (porque a minha chefe está de férias. Só até segunda, infelizmente), pensando em que raios eu faço da minha vida e escrevendo a frase mais longa da história.

 

Exageros a parte, assim sou eu.

E vem um post logo em seguida sobre o nome do blog.

Ah sim, em início de blog eu sempre sou verborrágica.

E de boa, A-D-O-R-O falar com ninguém.