Momento brega romântico da tarde – se segura ai pra não enjoar

 Vou fazer uma análise pessoal da minha atual música favorita, que… HAHAHAHHA, é do Roberto Carlos (pqp, je sais, mas ela é fófis mor)

 

 

 

Olha você tem todas as coisas

Que um dia eu sonhei pra mim

A cabeça cheia de problemas

Não me importo

Eu gosto mesmo assim

 

(eu sempre gosto de gente complicada e

completamente inacessível, a minha mãe

explica isso pelo meu medo de me entregar.

Assim, se explica a minha atração por pessoas

 complicadas, religosas ouu gays)

 

Tem os olhos cheios de esperança

De uma cor que mais ninguém possuí

Me traz meu passado e lembranças

Coisas que eu quis ser e não fui

 

(acho que essa é a parte mais bonita,

 porque por mais que eu adore sorrisos

 e veja como a parte mais importante,

são os olhos e a maneira que me olham

que faz a coisa toda ser mais “awwwwwn”)

 

Olha você vive tão distante

Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor, agora é prá valer

 

(viver distante é pode ser tão geográfico

tanto aquilo do inacessível. E a inscontância caí

em mim feito uma luva, eu sempre me apaixono

loucamente como se fosse a última e a primeira vez)


Olha, vem comigo aonde eu for
Seja minha amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor

 

(vem comigo aonde eu for é tão bonito,

eu mudo e mudarei de cidade tão constantemente.

 Essa música é tão bonitaaaaa)

 

 

 

 

eu sei, eu sei. too much.

E tudo pra chegar em um dedão machucado.

Depois de 7 meses trabalhando, meu contrato acabou. Isso era janeiro desse ano. Ai eu mandei um longo email para minhas 3 chefes dizendo que a-d-o-r-a-r-i-a ficar (não vou dizer que me arrependo, mas digamos que os 7 meses seguintes não foram essa felicidade). Elas me responderam exatamente 3 dias antes de eu voltar pro Brasil.

Eu disse que não. Tipo, elas tiveram uns 20 dias pra me responder e só me oferecem quando eu estou quase voltando pra casa? Quando entreguei os pontos e comprei uma passagem-cara-passagem? Disse que só ficava se pudesse ir pra casa, ficar 3 semanas e… que eles me pagassem a passagem de volta pra cá.

O susto foi quando eles toparam. Fui, voltei e aqui estou. Bom, não tão simples, porque na volta pra cá meu avião quebrou em São Paulo e o vôo foi atrasado… 24 horas. Fora que eu fiquei um dia em uma suite 5 estrelas no meio de SP, a United me deu de presente, como compensação, um bônus de 100 dólares *que só podia ser usado em território estado-unidense. Ok, ok.

Aguardei com carinho o dia que eu pudesse usar esse bônus. Ele chegou. Eu tenho um trajeto LA – San Francisco que cabe exatamente no meu bônus. Yey. Só que… a porra do bônus gera uma burocracia da porra (é muita porra pra uma frase só). (aham, e os meus modos? não sei).

Eu liguei pra United e me disseram que eu podia fazer a reserva e mandar por correio o bônus, que ai eles me mandaram a passagem. Perfeito, né? Mais ou menos.  O atendente era indiano e fala um inglês incompreensível. E em um determinado momento o seguinte diálogo ocorreu:

– O estado em que você reside?

– Disctrict of Columbia

– E a cidade?

– (primeiro e paro e penso: tem outra cidade em DC? NÃAAO, MAS ANYWAY) Washington.

– Ok, então cidade de Columbia no estado de Washington.

É, não gostei muito dessa opção. Me pareceu que eu ia perder o bônus porque eles mandariam a passagem pro outro lado do país. A segunda alternativa era ir ao aeroporto e entregar o ticket. Considerando que ir ao Regan é fácil e se chega do metrô, me pareceu mais agradável do que conversar com um indiano BURRO.

Chegando lá eu tive as manhas completas e absolutas de tropeçar na escada rolante e quase perder meu dedão do pé esquerdo. Ok, leve exagero. Mas sangrou muito e agora cada passo dói. E é por isso, e pelo temor de andar as 10 quadras que separam o metrô do meu trabalho, que eu fiquei em casa hoje.

E depois desse lindo dia à-tôa, eu não me peguei um só segundo pensando o que estava passando por lá. E é por isso que eu digo que: é, acho que não sentir saudades. :)

Te apresento ao fim

No dia 27 de agosto eu deixo DC. Vai ser o fim de (mais) um ano e três meses vivendo fora de casa. Mas com tanto tempo, com tanta rotina, por mais que eu nem morra de amores, tem tanta coisa de mim que vai ficar aqui e tanta coisa daqui que vai ficar em mim que nem dá pra começar a contar. Vou sentir falta de algumas coisas? Sim. De pessoas? Com certeza! Mas já deu.

Ontem eu conheci um argentino (gatinho, uiuiui) e comecei a matracar sobre Buenos Aires. O fato é que eu me apaixonei por Buenos Aires de uma maneira arrebatadora que, dois anos depois, ainda está aqui. Não creio que eu vá me sentir assim por Washington. É mais ou menos assim: aquele cara que você conheceu em uma viagem, ficou apaixooonada, foi tudo perfeito e aí vocês se despediram e nunca mais se viram, mas ainda dá uma saudadezinha toda vez que se pega pensando. É Buenos Aires. Washington é o cara que você conheceu porque tava na sua frente, se envolveu porque rolou um clima, começou a namorar porque era natural, brigou, desgostou, desgastou e agora você, apesar do tudo de bom que teve, só quer mesmo é acabar com a porra toda e sair por ai, livre.

Em um mês eu vou pra Califórnia.

Cuidado, recalque.

Estou contandoos dias para eu dar fim a minha saga. Essa semana foi reveladora de muitas maneiras e a principal foi perceber que muitos dos estagiários do nosso departamento percebem a insanidade crescente daqui. É um ambiente tão estressado e competitivo pra um tema que não deveria gerar estresse e nem competitividade. Eu fico me perguntando se certas pessoas são como são porque são argentinas ou se simplesmente, o ego desse ser é realmente enorme assim.

Antes de eu ir pro Chile, uma semana antes, acho, teve um dia punk no escritrório. A gente teve pela manhã uma reunião final sobre o evento e ficou muita coisa pendente pra fazer. E pra fazer tipo, dentro das 24 horas. E de quebra a gente convocou uma reunião com os especialistas que estavamos levando, só pra dar uma explicada na logística. Além disso, o escritório do secretário geral ligou pedindo a pasta do evento, que estava SO FAR AWAY de estar pronta, o que me fez conduzir 3 atividades caóticas em meia hora. Umas três da tarde, sendo a reunião as quatro, a argentina arrogante em questão, me liga  e pede pra eu ir lá em cima, no escritório dela.

Deixa eu explicar, antes de continuar, rapidinho quem ela é: ela é assistente da chefe do departamento. It means: assistente. Secretária. Manda porra nenhuma. Tipo, poooorra nenhuma. Ok, esclarecido?

Então. Eu fui lá. Chegando ai estão na salinha dela (é tipo, uma ante sala antes do escritório da chefe, porque, guess what, ela é a secretária), estão lá a Maggie, que faz a manutenção do website e a estagiária da argentina (sim, hahahaha, a secretária tem uma estagiária. Nada como mão de obra grátis, pobres estagiários.).

No que eu entro, a Victo (argentina) solta o esporro. Que eu sou ineficiente, incompetente e não estou fazendo o meu trabalho bem.

Assim, na frente da Maggie e da estagiária.

Q

É. E eu “do que você tá falando?”. Do website. É. Segundo ela eu não estava enviando a Maggie  toda a informação que deveria e o website estava, ó céus, desatualizado. Ai eu falei pra Victo “aqui, colega, pode ser depois? Agora eu tô ocupada.”

Resposta? Não. “O website é muito mais importante do que a reunião, do que o secretário geral ou do que qualquer prioridade que você possa ter”.

Q

Vaaaaai te fuuuuudeeeerrrrrr. E pra piorar, quando acabou, ela disse pras meninas: podem ir embora, garotas, já terminei com você. Ah, filha da puta. Dando demonstração de autoridade (ou de excesso de) pra cima de mim?

Ah, isso tudo é só pra introduzir a personagem e contar que ontem ela chamou o Mauricio, um dos caras que trabalha comigo e que é meu amigo, prum canto e perguntou se eu ia embora. Ela disse que escutou por aí que eu ia, que eles já tinham decidido não renovar meu contrato e que iam contratar o meu estagiário.

Tipo assim. Eu moro fora do país. Tudo bem que faz 3 meses que eu decidi pedir demissão (coisa que eu não fiz, resolvi esperar o fim do contrato para receber toda a grana) e que tem 2 que eu comprei a passagem de volta pro Brasil-sil-sil. Mas tipo, se você não vai renovar meu contrato, não deveriam me avisar com uns 15 dias, pelo menos de atencedência, pra eu me organizar e… ahmmm… deixar o país? E mais, você, profissional (se supõe) e empregadora (ou assistente da), ao invés de fazer fofoca e intringuinha, não deveria vir falar comigo e perguntar qualé-que-era?

É por isso que segunda feira eu vou falar com a chefe assim: “em 15 dias meu contrato expira e eu vou voltar pro Brasil. Você pode me dar uma carta de recomendação?”

Mas vou estar pensando: vai se fuder, bando de filho da puta. E manda a sua assessora maldita ir tomar no cu.

Grata.

Não me calo

Resolvi escrever um post porque ver a minha cara toda vez que eu abro o blog não é uma coisa que me atraia muito. O post da foto é certamente um a ser deletado em um futuro próximo.

 

Claro que fazer um novo post, não por inspiração, mas por vontade de não ver minha própria cara, é uma coisa esquisita.  Não que isso seja problema,  já que eu domino a arte da prolixidade e da verborragia.

 

Falando de falar demais, eu recentemente descobri que o meu estagiário é casado e tem um filho. Nada demais, certo? Cada um tem a sua vida. Mas acontece que ele trabalha comigo há dois meses e só essa semana que eu fui descobrir isso. Me parece quase ridículo pensar que tanta gente sabe tanta coisa pequena e mínima que passa na minha vida e eu não sei coisas essenciais e gigantes da vida alheia. O problema, obviamente, está em mim, que tenho uma mania de over-share minhas situações e sentimentos.

 

Talvez fosse melhor para mim e para o mundo que eu seja mais reservada e discreta, quiçá até sedendo ao ser mais misteriosa, que vamos combinar, é muito mais charmoso. Eu tenho uma mania infantil de falar de mim mesma sem parar e deixar todo mundo saber que raios eu estou pensando ou sentindo. E isso é ruim. Certo?

 

Ninguém quer saber quantas vezes eu saí quando estava no Chile, como anda o meu crush mal sucedido e o quanto eu odeio a minha chefe, quer? Ahm?

 

Estou claramente confusa.

 

Mas não é questão dos outros quererem e sim a questão da minha disposição de me mostrar, dividir e não omitir. Eu sou uma pessoa sincera e transparente e a última coisa que serei é cheia de segredos. Eu não escondo nada nem da minha mãe, que é a pessoa a quem eu mais devo respeito, imagina só o que eu sinto em relação a alguém que eu conheci há 2 meses e trabalha comigo todo dia.

 

Ah tá, vamos combinar. O problema é dele. Onde já se viu ser casado e ter filho e durante dois meses não proferir uma única palavra sobre o assunto?   

E a vida?

Ontem eu passei metade do meu dia preenchendo inscrições em programas de trainee. Se eu contar para a minha mãe que eu fiz isso, ela nem vai ficar feliz. A minha mãe acha que eu deveria voltar pra casa, sentar a bunda na cadeira e estudar para um mestrado. Mas de novo, conforme já disse aqui… qual programa de mestrado? Na minha lógica twisted, eu poderia fazer um mestrado que se encaixasse com o meu futuro emprego. Não seria muito mais fácil? No primeiro dia eu vou lá no meu chefe e digo “oi, eu quero ser uma empregada melhor. Me diz o que estudar e eu estudo, só para poder ser mais útil”. Não seria ideal? :)

 

Me preocupa um pouco que as provas de mestrado sejam em novembro, que algumas exijam projetos e que as incrições sejam em agosto. Ou seja, antes mesmo de chegar no Brasil, já perdi a chance e outra é só ano que vem. Eu não sei bem quanto tempo vou ficar à toa… e por mais que isso seja algo que atualmente eu espere e aguarde, tenho certeza que em uns poucos dias me cansarei. Então essa coisa de programas de trainee, um processo longo e lento, parece quase ideal. E de quebra você começa a trabalhar só em janeiro de 2009. Uhu, seis meses de liberdade! O único detalhe é eu ser selecionada, Eu tenho um certo medo dessas dinâmicas de grupo. Você tem que provar liderança em 30 minutos. E será mesmo que eu sou uma líder nata?

 

Em um dos formulários pediam para por 3 das suas mais importantes carecterísticas no ambiente de trabalho. Pensei, pensei e tasquei: amigável, responsável e flexível. Eu queria ter posto proativa, porque sei que é uma coisa que todo mundo quer, mas nem sei se sou mesmo proativa, heim? Enfim. Torçam por mim.

A útima bolacha do pacote!

De alguma maneira eu ainda estou viajando. Eu estou tudo menos focada no meu trabalho, mas acho que isso é normal depois de passar 11 dias foras e pensar “ahaaam, assim é a vida fora desse escritório”. No Chile aconteceu um fenômeno muito engraçado que foi um aumento gigaaaante na minha auto estima. Obviamente, comigo sendo eu, qualquer coisa pode acontecer e destruir isso tudo. Assim, em um milessímo de segundo.

 Eu tentei ontem explicar para as minhas amigas esse estranho fenômeno de se sentir bem, mas elas não pegaram os efeitos que a América do Sul pode ter na auto estima de uma menina.

Vou explicar. Aqui, só dois tipos de pessoas me cantam na rua. Latinos nojentos e negros tarados. Sem preconceito nenhum. Latinos gatinhos e negões gostosos nem se aproximam. Por que? Porque não faz parte da cultura. Então os caras que me cantam são completamente nasty e eu não me sinto nem um pouco envaidecida. Há também os stalkers. E esses me deixam com medo. Ou seja, não, obrigada.

Eu ainda sofro com essa diferença cultural de “como flertar”.  Sério mesmo.  Dating styles breaks my freaking heart. E eu me mato com essa mania gringa de conversar e dançar por horas, pegar telefone, hooooras no telefone e sair com um estranho, que você nem pegou ainda, e nem necessariamente vai pegar, se comportando de maneira falsa para tentar um objetivo maior (get laid, in this case).  Não estou dizendo que a mania brasileira de pegar por pegar, sem ver cara e sem nem imaginar o nome, é melhor. Mas que simplesmente eu não estou acostumada com esse lenga lenga. ME-MATA.

Acontece que no Chile é mais parecido com o Brasil. Ou seja, se caras falam com você, há uma graaaande possibilidade que eles flertem com você. E se flertam, é porque eles querem te pegar. E se eles querem ficar com você, isso pode ser hoje a noite. E isso ME ENCANTA, ME FASCINA, ME GUSTA MUCHISIMO.

Porque de lenga lenga, já basta eu.

Ai eu voltei do Chile toda serelepe larirara, me achando a ultima-bolacha-do-pacote, a cocada-preta-da-Bahia, a rainha-da-festa-da-pipoca e por enquanto o efeito se mantem. Yey yey.

Informarei a vocês quando o efeito passar. 5, 4, 3, 2… shhhhhhhhhh.

E no Chile…

 

Ok, na ultima uma hora estive aqui, no meu escritorio, tentando me readaptar a ele. Um mala usou a minha estação de trabalho enquanto eu estava fora e agora está tudo diferente… a cadeira está alta demais, a tela, muito baixa e eu não tenho vontade nenhuma de fazer nada do que eu tenho que fazer.

 

Enfim, Santiago.

Eu já tinha ido ao Chile, aos 13 anos, com a minha família. Vou dizer siceramente que não lembro de quase nada. Sei lá, pessoas, somente gastem dinheiro com viagens depois dos 15 anos dos seus filhos. Sério, eu não lembrava um nada de Santiago. Mas agora eu fiz todo o programa turístico básico. E FEZ FRIO. Mas tudo bem, de alguma forma o frio me parece melhor que o calor infernal que faz aqui em DC. Mas voltemos a Santiago.

 

Adorei a cidade. Adorei os chilenos, adorei o sotaque. Me diverti bastante. Me cachai? (em chileno). O evento em si foi tudo bem. Teve muito erros, mas o importante é que no final eles não impediram que houvesse uma boa avaliação geral do evento. Eu tentei passar o máximo de tempo possível longe da minha chefe, mas ainda assim trabalhando. Funcionou bem. Espero que ela tenha achado que funcionou bem. Quer dizer, não que importe muito. Meu contrato aqui só vai até 14 de agosto. Depois disso, bye bye.

 

De novo, quanto a Santiago, a cidade tem um je ne sais qua fenomenal que meio me lembra  BH. Talvez seja o ar de América do Sul. Mano, descobri que amo a América do Sul. Adoro as pessoas. Juro. Ugh, not USA. Not again. Again. Voltei. Ao menos my dear roommies me receberam de braços abertos e me fazem lembrar que nem todos os gringos são sem coração.

 

Enfim, de volta para o final da temporada. Season finale. Uiuiui.