Aquilo tudo que eu decorei

De BH a SP são 586 km. Eu já fiz essa viagem uma pequena porção de vezes desde que voltei pra cá. São 586 km de esperanças, expectativas, nervosísmo. Essa na verdade é a primeira vez que vou de ônibus. Sempre estava fazendo o esquema  de ir de avião pra voltar de ônibus, mas vai ficando caro, a confiança vai diminuindo, a vontade de fazer o investimento também… Enfim, vou hoje a noite, de novo. Sábado conto como foi.

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Dia 5 tem show do Camelo em BH. Taí uma grana que eu não reclamei de gastar. Nem vi o show e já estou em clima de “já gostei”. Eu amo Los Hermanos. Amo. Sei cada música de cor, sei quem está cantando cada canção só de ouvir os primeiros acordes. Gosto tanto que tenho dificuldade de eleger favoritas, e ao invés disso posso te dizer umas 3 ou 4 que eu não gosto… muito.

Já fui em uma porção de shows deles. Fui em show deles em Buenos Aires, porque o amor é tão recíproco que eles foram atrás de mim quando eu morava lá na Argentina. ;) Pra pagar o amor de volta, fui vê-los em Ouro Preto e no Rio também, sendo que o último foi o fatídico show de despedida. O último show.

Eu fiz amigos por causa dos Los Hermanos. Fiz amores, na verdade. Gente que não vai sair da minha vida jamais, never more. E pensar que minha irmã tinha esse cd na época de Anna Julia, ouvia sem parar e eu de trouxinha fazia cara feia e dizia “eca, que som comercial”. Pois é. But I was wrong. Eles não são comerciais, e cada CD foi me provando isso e eu fui me apaixonando até dos sons menos sonoros.

A banda não acabou, ok ok? Foi um recesso por tempo indeterminado. E daí que o Bruno virou bloggeiro e trabalha na TV, toca com a Adriana Calcanhoto e teve um filho? E o que que tem de mais o Barba ter entrado em bandas e mais bandas tocando muitas vezes um som pesado que nada tem a ver com LH? E qual é o problema do Amarante ter excursionado sem parar e lançado um CD delícia com a Orquestra Imperial e agora ter lançado o Little Joy com o mocinho do The Strokes? O que interfere o Camelo ter lançado um CD leve e doce chamado “Sou” e ter feito participações até com Sandy & Junior?

AMOR É ASSIM. Cego. =/

Vou lá dia 5 ver parte do meu amor. E cantar todas as músicas que já ouvi tantas as vezes que até decorei. E vezes suficientes pra minha irmã ter enjoado do som saindo do meu quarto.

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Mano. E de quebra foi gol do Galo agora. GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL.

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Try Not to Think About It

Hoje eu tive um sonho bonito, mas que é tão irreal, em todos os seus detalhes, tão inverossímel, por todas as suas nuances, que foi mais uma brincadeira do meu inconsciente comigo, como se me falasse “vamos ver os efeitos disso no seu dia”.

Meu inconsciente é muito engraçadinho, vive me dando uns tombinhos, assustos já superados reaparecem em sonhos e umas lembranças muito bizarras que vivem ressurgindo. Mas daí chega a minha vez de falar com meu inconsciente palhacinho pra ele tirar o cavalinho dele da chuva, porque minha vontade é só esquecer o tal do sonho e focar no dia de amanhã.

Be proud of me.

É tudo que eu não sei contar

Transferi todos os posts do meu blog velho, não o de 2003 a 2007, mas o que comecei nos EUA, pra cá. Depois decido se transfiro minhas infantilidades pra essas bandas.

Tive um trabalhão de buscar nos arquivos qualquer menção ao nome onde trabalhava antes e tira-las, porque eu falo muito mal, cito nomes e me exponho, e isso tá longe de ser profissional.  Óbvio que pra bom entendedor, meia palavra basta, mas ao menos não aparece no google. Ainda não sei como tirar as tags que usam as três letrinhas, mas estou convencida que posso… tento amanhã.

Tem  também umas fotos horrendas, que eu me pergunto, PORQUE CÉUS, EU DECIDI POR AQUILO NA INTERNET?, mas enfim, c’est la vie.

Vou deletar o superbacana com endereço de superquintao e guardar essas nomes com carinhos pra repetir depois. Sempre me apego às minhas palavras. Egocentrismo deve ser mesmo genético.

I will try not to run from all my sorrow

São quase uma e meia da manhã e o sono não vem. Minha mãe está certa, meus horários estão desregrados. Ainda digo mais, meus horários estão bagunçados e meus dias perdidos entre entrevistas e provas, sem nada mais pra completar o vazio de vinte quatro horas por dia em sete dias das semana.

 Entre um sorriso aqui e um suspiro ali, não ando produtiva, nem mesmo nos meus planos.

Acho que sempre soube que era um risco me acomodar, mas planejo combater isso… quando eu tiver mais vontade. Tomara que eu arranje um emprego antes de eu depender disso.

Eu preciso ir no meu msn e orkut, e até mesmo no facebook, e ir apagando dessa minha vida virtual gente desnecessária com quem eu não falo e não falarei. Mas enquanto eu penso apagar toda essa gente da minha vida, a vidinha de carne e osso aqui está vazia vazia.

 As vezes eu me assusto que de sábado a quinta eu só tenha interagido como umas poucas pessoas. Ao menos essas idas constantes a outras cidades me  obriga a interagir do mundo e sair do meu casulo. Tomara que eu saia logo de vez e vire uma borboleta bonita. Senão bonita, ao menos feliz, que saia voando por ai e interagindo.

Agora que as eleições acabaram as visitas ao meu blog oriundas de “leonardo quintão jeca” se reduzirão, ainda bem. Acabei de uma forma estranha me apegando ao meu quase primo e torcendo, e até mesmo votando, para a sua vitória. O que começou com uma rejeição ao agora futuro prefeito de BH acabou virando uma simpatia a um demagogo que, pra ganhar, na minha opinião, só faltou uma direção de campanha mais eficiente.

Sinceramente não gostarei de ser governada pelo Lacerda. Além da pouca simpatia que nutro por  ele, não sei bem porque meu santo não bate com o dele desde o primeiro segundo em que pisei nessa BH. Um cara que baseou a sua campnaha de primeiro turno no prestígio de padrinhos e a campanha do segundo em desmoralizar o adversário, definitivamente não ganhou meu voto. Tomara que eu mude de cidade, já que de Lacerda pra Lamerda é uma letrinha só.

Não estou nem dizendo que o Quintão fosse o melhor. Provável que não. Queria bastante encontrar um político mineiro em quem eu pudesse confiar. No Rio tem o Gabeira, em SP, o Suplicy. E aqui ficamos entre um poste e um “ator”. E a maioria ainda votou, e advogou, pelo poste que na campanha teve participação do totalmente envolvido no mensalão Duda Mendonça e muito dinheiro gasto.

Em futuros problemas da administração, que certamente existirão, vou despejar parte do meu coração cheio de mágoa aos colegas e amigos que encheram meus emails de mensagens pró-Lacerda. Esse é prefeito não é meu. E a responsabilidade dos próximos quatro anos é de todos, menos minha.

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Um video bonito de um show que eu, felizmente, fui. Just because I’m losing doesn’t mean I’m lost.

Os meus vinte anos

Terça-feira, Junho 22, 2004

Primeiramente talvez seja necessário que vocês saibam exatamente com quem estão falando. Eu sou uma mocinha muito complicada, sabe? Até entrar na faculdade achava que compensava todos os meus defeitos com uma certa dose de cultura e inteligência… Comprovei na faculdade que eu não era tão assim e que isso não era especial, e sim minha obrigação;
Faço Relações Internacionais, que é um curso muito legal e sério, só é uma pena que eu não tenha idéia do que vou fazer com ele depois. Então eu comecei o a faculdade ciente de todos os meus defeitos e não compensando eles de forma nenhuma. Sim, eu sou uma pessoa de baixa auto-estima, sempre fui e sempre… ai ai, vou ser.

O que eu não gosto de mim mesma?Pode ser tudo? Eu tenho um amigo mais que fofo – o João – que uma vez usou uma metáfora louca que me explica muito bem “você é um bolinho de arroz que está sempre centrado em sua própria barriga. E a todo tempo você vê que é só um bolinho de arroz e fica se lamentando por isso. Mas na verdadem você nem se dá conta do que as outras pessoas vêem. Você tem todo um recheio nas suas costas, mas você ignora isso por que só tem olhos pra sua barriga”, Interpretações maldosas ignoradas, é assim mesmo que eu sou: um bolinho de arroz reclamão incapaz de ver as coisas boas que tenho.

Então eu sou um bolinho de arroz.

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poxa. eu sou um bolinho de arroz. =/

“Aonde você for eu vou”

eu tenho um blog antigo até que tenho bastante vontade de deletar, mas nunca faço porque sempre me apego aos posts antigos. leio o que já achei da vida com tanto carinho que não consigo me desfazer.

mexendo nos históricos, achei em um canto, em um layout antigo que eu fiz para mim mesma, em um ataque de “finge que sei html”, uns trechos bonitinhos, todos vindos de citações e ligações a “alice no país das maravilhas”, num ode danado que sempre tive ao meu próprio nome (endereço deste blog que o diga).

Lá, livros são dados de presente e os relógios conservam antigos ponteiros de marcar não-tempo. Lá, o jardim é para ser visto, Alice nunca chora e o Gato inventa jogos de fazer feliz.

“Somos todos loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca”, disse o Gato. “E como é que você sabe que eu sou louca?”, perguntou Alice. “Você deve ser”, disse o Gato, “senão não teria vindo para cá.”

“Quem é você?”, perguntou a Lagarta. Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: “Eu? Eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento… pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.

.:: Someday I will wish upon a star wake up where the clouds are far behind Where troubles melts like lemon drops high above the chimney top It is there you will find me ::.

eu era fofinha aos 18 anos, né?

Eu não tenho nada, nada

Então eu cheguei na penúltima fase de um programa de trainee, entre os 16 últimos concorrendo por duas vagas… e não passei. Mas antes mesmo do resultado vir, eu já sabia. Eu comecei a saber assim que o moço lá foi explicando as vagas e eu não tinha interesse nenhuma em executá-las. Na minha apresentação eu me deixei mostrar-me insegura, o que nessas coisas falam muito mal de você. E pra piorar tinha uma mocinha de RI também, com exatamente o mesmo perfil que o meu, mas que tinha experiência na área de atuação.

Por mais que eu já esperasse que não, na hora que eu ouvi o não, meio que doeu. Eramos só 5 meninas e eu fui a única que não fui pras entrevistas finais. Auto estima falha nessas horas… mas acabei tendo uma terapia super eficiente na volta para casa. Meu ônibus foi parado pela polícia rodoviária e eles checaram cada bolsa de mão e bagagem, e enquanto nós estavamos lá pensando “que raios, que perda de uma hora”… quando acharam uma mala cheia de cocaina. Assim, pasta de cocaina mesmo, na mala toda, uns 10 quilos. A moça foi presa, o motorista teve que assinar um BO e nos atrasamos uma hora. Coisas corriqueiras da vida. Ou não.

E ai eu comecei a conversar com o moço do meu lado e ele acabou me dando conselhos excelentes, que me fizeram enxergar o não de uma maneira tão positiva que estou impressionada comigo mesma. Não tenho nada, mas minha vida está aberta.

Medo.

Se eu pudesse me lembrar como se dança

Ontem a noite fiquei até tarde buscando um poema bonito que me falasse de esperança. Não achei nenhum muito especificamente sobre o assunto, que assim, me agradasse. Por algum motivo muito estúpido eu sempre acho os poemas de amor mais bonitos, porque deve ser que o amor dos poetas é mais bonito mesmo, já que o meu nem é.

Eu queria um poema que pedisse calma e paciência e falasse calmamente que a esperança tarda, mas vem. E quando vem é a última que morre. O problema é que todo mundo morre, até a esperança e… tá, wrong way.

Enfim, recorri a um velho conhecido meu, que não tem esperança no nome e nem nas palavras mas explica bem porque querer faz bem. :)

Das utopias
Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!
Mário Quintana

E a esperança…

Seja o meu céu…

Eu devo confessar que finalmente minha cabeça tem andado mais aqui do que lá. As novidades do hemisfério norte do planeta não só tem me interessado menos como também me afetado menos. Eu posso até dizer que dei uma reduzida no meu stalker way of be. Sério mesmo. Se orgulhem de mim, malandragem.

E a resposta pra isso é batata. Dica forte pra quem quer esquecer de um romance impossível… Sempre é na certa, na mosca… enfia outro na sua cabeça, querida. Mesmo que seja um nada. Mesmo que você esteja enganando a si mesma. Mesmo que no fundo eu (ou no caso, você) saiba, JAMAIS (pronuncia em francês pra ressaltar) rolaria nada. Que na hora h, você e ele ali, não rolaria. Você não quer isso. Eu não quero isso!

Não importa. Meu cérebro idiota + meu coração burro da porra são facilmente enganados por qualquer truque eu resolva pregar neles.

Agora é só aguardar que um crush de verdade desponte por ai. Mais que isso, rezar para que. Porque do jeito que eu sou burrinha, antinha demais da conta, tá fácil fácil de eu voltar atrás ou investir nesse outro. Mas daí já seria muita mancada.

Please, next!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

[me explica, porque essa obsessão em sentir????]

agora nem sei mais o que querer

as vezes eu tenho dias tão vazios que não sei como faço para eles passarem. outros são preenchidos por alguma alegria fulgaz ou uma ponta de esperança que dão combustível a idéias e planos, enquanto alguns são tão tristes, por pormenores, que eu torço pro dia seguinte chegar.

hoje foi um dia esquisito, que está passando arrastado e eu não sei como ele vai passar. eu estou alegre mas estou triste, com alegria fulgaz e esperança, algumas ideías e planos, mas pormenores me fazem torcer pelo amanhã. esse dia 3 em 1 não é mais completo que um dia vazio.

tenho só uma espera que sufoca.