In my life I’ve loved them all…

Acordei muito cedo pra quem foi dormir muito tarde, um hábito nada saudável que eu conservo das madrugadas viradas e nada vazias.
Coloquei pra tocar Beautiful Girls, do Sean Kingston, e a balada me aquece o coração inteiro. Ela é, definitivamente, trilha sonora do verão de 2007. Meu segundo verão de 2007. Eu fui tão feliz de junho a setembro daquele ano, sem nem perceber e mal falar sobre. Me lembro de ouvir essa música, e Rehab, da Amy Whinehouse, tantas vezes que quase enjooei. Era no escritório, era no Front Page. Sensação de felicidade igual essas duas me dão tocadas em seqüência, é quase irreal.

Quando é que eu vou ser feliz assim de novo? E quando uma música nova vai embalar minha felicidade e me fazer ter certeza que aquele momento será acessível em qualquer parte do momento e do espaço?

You maybe are one million miles away…

Hoje eu acordei e decidi ficar na cama porque não tinha nada mais interessante para fazer fora dela. Minha vida atingiu índices catástroficos de tédio. Já que eu não vou arranjar um emprego, preciso econtrar hobbies, além da internet.
Com urgência!

Vou quebrar a promessa de não escrever mais do Brian aqui. É, do Brian.
Ontem aconteceu uma coisa sem sentido e ele apareceu do nada fazendo e dizendo coisas que eu sempre quis que acontecessem. Bizarramente, eu não gostei disso. Com toda sinceridade, eu não consigo entender como, depois de três meses, ele surge, entediado durante um feriado, com palavras bonitinhas e saudades, e ainda me fica girando em torno delas por longas horas.  Não é assim que acontece na minha vida. Comigo, se o sentimento não é alimentado, ele vai acabando aos pouquinhos até que um dia eu acordo e ele não está mais lá. Nesse ponto, mais de três meses de Brasil, o Brian quase que não está mais lá. Estou mais tempo aqui do que estive com ele.
Nós somos só uma lembrança engraçada que dá saudades bem às vezes, ou uma piada boba que eu faço comigo mesma – ou ouço. Queria mesmo entender as ações dele, mas não vou me dar ao trabalho de tentar descobrir. Eu não vou perguntar pra ele porque ele demorou tanto para dizer que sentia saudades ou onde foi que ele bateu a cabeça pra vir me perguntar se eu não queria ir pra Costa Rica com ele (!). As meninas dizem que ele é o Mr. Big da minha vida. Mas eu não sou a Carrie e não quero esperar por ele para todo sempre. Já não estava esperando.

Decidida, pedi que ele me mandasse um postal da Costa Rica, e olhe lá.
E pra uma coisa bonitinha que ele disse, falando que pensava em mim toda vez que pensava no Brasil, e dizendo que pensava no Brasil muito, eu fiz um nem te ligo. Porque sinceramente, faz muito tempo que ele não manda mais no meu coração. Tenho a impressão que ele não vai sair da minha vida jamais, e vai ficar muito além de uma memória. Vai ser aquele gringo eu às vezes vai vir me dar um mole e talvez, em entre safras de relações (nossas) ele reapareça. Mas ele sempre vai ser pra mim um grande babaca que já me teve completamente nas mão e não soube dizer se me queria ou se preferisse que eu fosse embora.

I wanna talk to you

Ei, me escuta a ficar calada? E fica você também? Porque não preciso falar das minhas dores, medos e decepções. Sentir eles é mais que suficiente. Não preciso da sua solidariedade, nem da sua pena, nem de nada disso. Preciso de empatia. Fica em silêncio, por favor? Respeita a minha tristeza? O meu não sorriso. Porque ninguém é feliz o tempo todo, principalmente quando o tempo todo te faz ter vontade de chorar.
Vai passar antes de eu perceber.
A vida segue.
Mas espera eu dizer que seguiu antes de me incentivar a seguir.

But the good looking boys don’t look at me – eu uso óculos

óculosFui ao oftamologista hoje e meu grau praticamente não se modifica desde 2005. Ai pela primeira vez desde faz muito tempo o Dr. Márcio me disse que provavelmente eu poderia fazer a correção de miopia. A primeira vez que eu fui nesse oftamologista eu tinha 10 anos, e tinha 0.25 de miopia em um olho e 0.75 no outro. Treze anos depois, meu grau aumentou exponencialmente e eu sou agora quase cega (exagero, eu sei), com 4,0 e 4,5.

Minha relação como meus óculos sempre mudou muito. Quando comecei a usar, aos 11 anos, sabe-se lá porque decidi que era muito cool, assim como as minhas amigas. Usava só em sala de aula porque era tão pouquinho. Aos 13 eu meio que comecei a ter algum senso de auto estima (ou falta de) e passei a odiar óculos. Mas ai eu já era meio cegueta, e nem usava lente. Andava pelas ruas quase cega e nem paquerava os mocinhos nas festas, porque a minha incapacidade de enxergar não permitia trocas de olhares a distância. Talvez esteja ai a explicação para eu, ainda hoje, mandar malzão na arte de “flertar”. =P

Aos 14 anos meus pais me deram lentes, mas eu me convenci que era incapaz de por aquilo nos meus olhos porque eles eram muito pequenos e meus cilhos muito longos. Vivi convencida que isso era uma verdade até pouco tempo atrás, aos 20, quando as lentes ficaram minhas amigas.

No ensino médio só quem era da minha sala sabia que eu usava óculos, eu era super acostumada em reconhecer as pessoas através de vultos. Podia passar o dia inteiro sem por os óculos e vivia os perdendo, então nessa época eu fiz o velhinho da ótica muito feliz. Acho que meu inglês melhorou deu ir ao cinema sem óculos e ter que entender o filme sem legenda mesmo. =P

Já na faculdade aceitei o fato de ser uma quatro olhos e comprei uns óculos mais bonitinhos, que são o mesmo que uso agora. Eu às vezes até me convenço que fico bonitinha com eles, mas não posso negar que quando um cara dá em cima de mim e eu estou de óculos fico achando que ele tem problema (aliás, isso acontece mesmo quando eu estou sem óculos =P).

Uso lentes as vezes, podia até usar todo dia, mas nem. Uma vez lá nos EUA deu um pau grande nos meus olhos por causa das lentes, mas eu prometi tomar cuidado depois. Mas mesmo usando óculos todos dias, tendo óculos escuros com grau, usando lentes, eu estou completamente convencida que serei mais feliz SEM, ainda que tudo isso me confira alguma personalidade.

Ai o Dr. Márcio me deu um abraço como se me dissesse adeus. Talvez eu nem possa fazer a cirurgia. Mas pode ser que meus dias de óculos estejam contados.

And I made believe it was me

Instruções para se apaixonar

Encha o peito com mais de trezentos suspiros,
quando estiver bem levinho,
solte as amarras
e flutue.

Rita Apoena

 

Yolk’s e a Menina Invisível


Ilustração: Jovan de Melo

Eu não tenho cabelos vermelhos e o meu vestido não é amarelo. Eu sou só uma menina invisível, deitada na grama invisível que a moça que não sabia desenhar, não desenhou. Aquele é o menino que eu não lhe falei. Ele sempre está preso num único instante; o instante em que o moço que sabia desenhar, o desenhou.

O balão que subia as nuvens, com várias crianças chamando, teve de desviar o caminho, pois não fazia parte desse desenho. O avião que trazia uma faixa, com linda declaração de amor, teve de mudar a rota, pois neste céu azul é que não foi desenhado. O pombo-correio que veio voando de fora da imagem, bateu o bico na borda e caiu. Por isso, o menino está sempre só.

Se as crianças do balão não conseguiram. Se o avião também não conseguiu. Se nem o pombo-correio teve sucesso, como é que eu, uma menina invisível, feita de palavras, poderia chegar até ele? Foi o que passei dias e dias pensando. Então, numa de minhas viagens, ouvi dizer que uma imagem valia mais do que mil palavras. Não tive dúvidas. Abri a oficina invisível, acendi as luzes transparentes e comecei a construir este imenso abraço de palavras. De mil e duas palavras. Para, um dia, entregar a ele.

Rita Apoena
 

 

Perdendo ou ganhando

Respira. Fique tranqüila. E daí que todo o seu futuro tá nas suas mãos?
Grandes coisas são feitas todos os dias.

Inspira, expira. Foque em outras coisas, tipo as notícias do dia:

Sobe para 43 o número de mortos por causa das chuvas em SC; quatro municípios estão isolados.

Olha ai como meus problemas e desafios são pequenos, fica a dica pra mim.

Hollywood faz advertências ante ameaça de greve de atores.

Pensa só que crise mundial isso traria? Minha vida é muito pequena perto desse possível desastre.

Muricy descarta vingança contra Fluminense na possível festa

Ai, o SPFC nem tava brigando pelo título faz um mês e agora tá ai, sendo hexa. Tudo é possível. E pelo menos eu não sou o Flu, tipo, nem tou perigando cair (acho).

Dívida externa sobe para US$ 214 bi e BC vende US$ 4,6 bi das reservas em outubro

Sou um ser responsável e sem dívidas. Um modelo de gestão financeira. =)

Coldplay lança EP com seis músicas inéditas

E se tudo der errado, pelo menos música nova para a fossa eu vou ter.

Se você não concordar não posso me desculpar

Às vezes eu me pego relendo os fins ou closures, como em um vício não combatido de tentar entender porque é que tantas vezes não deu certo. Como se eu fosse a personagem de um livro, ali, em um tempo já quase distante, me assusto muitas vezes com as minhas reações, me choco com as minhas decisões e acabo me inspirando nos meus própios erros. Agora eu acho é muito bom que eu não guarde mais essas coisas, que tenha apagado aquele email, que me prometa nunca mais voltar naquele histórico, que não salve mais a conversa. Repassar sempre é ruim, o relido e repensado sempre gera interpretações erradas e mágoas desnecessárias, seja com o outro ou consigo mesmo. Não quero voltar pro passado não. Estou bem onde estou, com as dores que tenho, com as histórias que eu tenho, com os traumas que criei e suposições que já fiz.

Nem tô cobrando final feliz. Mas bem que queria uma vida de mais coisas ditas e menos escritas.

Still I don´t regret a single day

Agora eu eu virei várias páginas, sem vontade de olhar pra trás (talvez só umas furtivas espiadas geradas só pelo apego), é hora de olhar pra frente e enfrentar essa quantidade imensa e assustadora de páginas em brancos e linhas vazias. A vida fica um pouco ampla quando você pensa que tudo pode ser diferente dependendo da próxima decisão que você tomar.

Por hora decidi que vou me preparar muito, mas muito, pra quarta. Vou estudar muito para que, caso eu não passe, seja realmente uma questão do tal do perfil, e não porque existe qualquer pessoa melhor do que eu. A partir de amanhã eu vou estar 100% focada no meu objetivo de preencher da forma mais bonita e completa as minhas páginas vazias, sem medo dos erros de ortografia que vão surgir e nem da minha caligrafia feia e torta. Eu pretendo agarrar com unhas e dentes cada oportunidade e definir o mais logo possível onde e o que eu estarei fazendo em janeiro.

 
Eu também declaro que eu estou completamente pronta pra me apaixonar de novo, seja pelo babaca que for, porque babaquices são divertidas. E que eu só desejo que ele não seja crente e que possua uma rara capacidade de dizer que sente saudades (e quem sabe até, sentir). Preciso de alguém que sinta e me diga, pra eu também não ter medo de sentir e dizer.

E por último, e não menos importante, eu afirmo que quero ser feliz para sempre, mesmo sabendo desde já que o pra sempre não existe e também que voltei a ser a princesa independente do meu conto de fadas meio bobo. Porque eu ainda acredito em príncipes, mesmo eles sendo imperfeitos e errados.

I am a pretty impossible lady to be with

Ontem em uma loja, enquanto minha mãe escolhi qual papai noel seria trazido pra casa – pra fazer companhia com os outros 10 que ela já tem – disse que queria muito um neto. Assim mesmo. Olhou pra mim e perguntou: quando é que eu vou ter um neto?

Whoa. Tipo, eu não tenho nem namorado, meu futuro é super indefinido, eu tenho 23 anos e minha mãe querendo NETO? Minha mãe, super moderninha, que deu pra gente uma educação excelente e me ensinou a ser autônoma e independente quer que eu… tenha filhos LOGO? Minha mãe tá meio nova pra ser vó, minha irmã tem só 19 anos e eu não sei onde vou estar amanhã.

Acho que não, heim?

[mas se for menina, vai se chamar Helena ;)]