Revelando então os sete mil amores

Eu tenho uma família tão bonita, que até dói falar dela. É uma dessas coisas espetaculares, apesar de tudo, que se mantem junta, apesar de tudo. Já teve briga, teve morte, teve perda, teve casamento. Já teve tanta coisa e no final, ainda somos nós.  São os mesmos gritos, durante o amigo oculto, de “o cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais”, ou um “marmelada”, “beijinho” e coisa ridículas assim que só fazem sentido quando todas essas pessoas estão juntas. Eu ainda sou a prima mais velha que pega as crianças no colo e meu primo e eu ainda brigamos e discutimos pelos mesmos assuntos retardados. Minha mãe e meus tios ainda bebem, a minha tia ainda olha torto para tudo e a outra ainda quer saber de todas as fofocas.

A sobremesa de abacaxi ainda tem gosto de infância e foi feita para mim porque eu pedi. O natal nunca foi tão bom, principalmente porque o último foi passado fora de casa.

Adoro o conhecido! Adoro as mesmas músicas, as mesmas piadas, as mesmas pessoas. Sou então, infinitamente, eu.

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