Posso estar só

Minhas histórias são simples, meus problemas, banais. Meus defeitos tendem a normalidade, meus traumas, a repetição do de sempre. Minhas crises tem de individual só a dramaticidade que eu confiro a elas, já que sou uma reclamona. Na verdade tenho sorte, muita sorte. Sorte-azar, assim que chama. Tudo de pequeno que pode dar errado dá, incomoda, irrita. Mas no final, olhando por fora, deu tudo certo.

Nada me diferencia como especial. Nada me faz única e espetacular. Não que ser sensacional em certos padrões seja necessariamente positivo. Minhas histórias, traumas e problemas dentro do banal na verdade me aliviam, se eu já sou meio atormentada crescendo em uma ilha dourada, imagina se meus dramas fossem reais?

Ai você me conta suas coisas esperando não sei o que. Não é uma troca, porque ali você não quer me ver. Você quer se ver.

Só que você me fez me ver. Sem nem saber. Ai eu volto naquele versinho de sempre, daquela bandinha de sempre, o que fica como quase personal moto, ou no caso, mais conclusão de experiências banais:

Os dias que eu me vejo só
são dias que eu me encontro mais
e mesmo assim eu sei tão bem: existe alguém pra me libertar.

One thought on “Posso estar só

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