I’m just a shout away from you

um lembrete pra mim e pra você
um lembrete pra mim e pra você

Acordei com uma angústia tão grande que não acho que eu vá dormir tão cedo. Não sei de onde veio, só sei que me venceu. De umas bizarrices que são só minhas, veio falando em inglês até eu esbarrar na palavra fossa. Estranhamente não me veio nada de blues, de depression ou de mim sinônimos que eu sei, mas não lembrei. Fossa essa do meu pensamento que não é minha. Ah, não é.

Também não mora só fora de mim essa sensação ruim. Tem algo daqui. Da minha fraqueza, dos meus medos com o amanhã. Do fato da minha vida ser toda tão aberta e indefinida e de, na verdade, eu estar sendo julgada e avaliada o tempo todo. Quando é que eu vou ter certeza que sou boa o suficiente pra qualquer coisa?

Eu posso estar confusa, posso estar tentando tatear um caminho. Posso estar extremamente perdida. Mas há um sei lá o que de orgulho que não me deixa chorar por tais razões. Não mais. Fico meio que imaginando maneiras de dar um closure em tudo o que não é controlável por mim. Você não é controlável por mim. Aliás, recentemente, você tem estado extremamente fora de controle.

Queria  conseguir falar que acabou e realmente acabar, estar realmente pronta pra move on. A maior parte dessas coisas só acontece, na verdade, na minha imaginação. A próxima vez que nos falarmos eu vou te escutar e talvez eu vou até te deixar me puxar de volta.  A verdade é que eu tenho uma vontade extrema de te ajudar, como se isso de alguma maneira fosse me ajudar.

Não vai. A fossa é sua. SÓ SUA. Eu tinha que ter aprendido isso já. Eu não salvo ninguém, preciso parar com essa síndrome de super-heróina. Não salvei ela, só me salvei quando sai. Ela não me via, você não me vê. Ela precisava de mim, você precisa de mim. É um paralelo tão grande e tão ridículo, por que são de intensidades não comparáveis.

Preciso eu fugir de você? Só me salvo de uma parte da minha falta de sono se eu fizer algo que tenho para mim mesma que não quero fazer? Dá vontade de ir ai, te dar uns chutes, chutes mesmo e dizer: ME ENXERGA, PORRA. Ai, talvez, eu não precise de closure nenhum. Não precise de fugir de você pra não entrar em uma crise pessoal enquanto você se afunda na sua. Talvez eu possa te ajudar. Mas, me enxerga, porra.

Mesmo assim vou ficar com as minhas dores. Desamores são só parte dela.

Todo mundo é meio quebrado. Mas por que eu tenho que ser parte da sua?

Eu já briguei e desbriguei com você, sozinha, muitas vezes de ontem pra hoje. Mas eu sempre acordo gostando de você. O que eu faço comigo mesma?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s