E só me reencontrar

Duma Alice lendo o “Pequeno Príncipe”:

“Depois, refletiu ainda ‘Eu me julgava rico por ter uma flor única, e possuo apenas uma rosa comum. Uma rosa e três vulcões que não passam do meu joelho, estando um, talvez, extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito poderoso…’

E, deitado na relva, ele chorou.”

“Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim único no mundo…”

“Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

– Ah! Eu vou chorar.
– A culpa é tua – disse o principezinho – Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
– Quis – disse a raposa.
– Mas tu vais chorar! – disse ele.
– Vou – disse a raposa.
– Então não terás ganho nada!
– Terei, sim – disse a raposa – por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
– Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás pra me dizer adeus, e eu te presentarei um segredo.”

“- Adeus – disse a raposa – Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

“- Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

 

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