Saudades frágeis

No meu último dia de trabalho, lá nos Estados Unidos, coloquei uma flor amarela na cabeça e ia andando pelas ruas de Washington sem tristeza e melancolia alguma. Cheia de coragem, com certeza absoluta das minhas decisões, sorria naquele verão americano. Acho que toda a minha felicidade era visível nos meus olhos. Não achava que ia sentir saudades.

Mas sinto. Não do trabalho, não do que deixei. Nem mesmo do que me esperava naquela noite. Sinto saudades daquele caminho, daquelas 30 minutos que andamos entre risadas e caretas, desde a F até Dupont Circle. Das certezas que tinha, do tanto que me sentia bonita, das coisas que planejava que acontecessem aquela noite. De pensar comigo mesma “se ele não for, vou ficar feliz mesmo assim”. De saber que tanta gente que eu tinha acomulado naquele tempo ali, estava ali pra me ver. Que era o fim, mas um fim bonito.

Sem certeza de nada, só de mim mesma.

preciso de mais dias com flor amarela - e sim, a Jenn é demoniaca.
preciso de mais dias com flor amarela - e sim, a Jenn é demoniaca.

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