Went right back to bed

Vai chegar um dia que eu vou vir aqui e dizer que estou completa e inteiramente feliz. Vai ser ilusório, claro, por que felicidade é passageira… sempre. Assim como a tristeza. Sentir é a coisa, que dentro de mim, mais muda. E isso é um consolo e tanto.

A verdade é que de triste, não tenho nada. Eu digo “tô na fossa, tá vendo?”, “tô na crise, ok?”, “estou triste, tudo bem?”… mas ninguém me ouve. Talvez tristeza realmente seja mais opção do que condição. Na hora que for condição mesmo, me ferrei. Porque até ela escolhida assim, sem ninguém notar ou dar importância, dói um cadin.

Former glories and all the stories

O que é importante pra mim? O Atlético… e isso não se discute. É parte definidora de personalidade, de indentificação além do pessoal, é de coração mesmo. Pelo Atlético, deixo de sair, só pra ouvir toda agoniada o jogo pelo rádio. Seja aqui, fosse na Argentina ou nos Estados Unidos. Sempre fiz isso, sempre vou fazer. O Atlético tem prioridade sobre uma porção de coisas.

 Eu acho que fui Atlético a vida toda, simplesmente por que alguma coisa de muito grande eu tinha que herdar do meu pai. Compro brigas terriveis por causa de futebol. É importante assim. Eu me lembro de ter uns poucos anos e fazer cartazes comemorando um título do Galo, pra que meu pai visse quando chegasse em casa. Lembro de fazer o escudo e puxar do CAM um CAMPEÃO, me achando assim meio genial pela percepção de que o próprio escudo anunciava o destino. Comecei ir a campo muito cedo, hora levada pelo meu pai e outras levada por tio e avô.

A hora do futebol se tornou sagrada pra mim, assim como para o meu pai. Entendo regras, entendo lances, entendo tudo. Não vou dizer que sou expert, mas entendo mais que muito marmanjo. Os últimos resultados da rodada estão na ponta da minha língua e posso discutir com quem quiser as últimas contratações do meu alvi-negro. Busco com a mesma empolgação textos sobre o que sinto e textos sobre o Atlético. Sei lá, se amor existe, deve parecer com isso. Pelo Galo é uma coisa meio devoção, mesmo irritada depois de uma derrota, encontro o perdão em questão de minutos. Até debaixo de chuva, inclusive com as piores humilhações. Tem aquela do “o Galo não tá merecendo muito esforço não”, mas sendo o amor de verdade, nem ligo.

Sempre fui a menina que fica no intervalo discutindo a última rodada com os colegas de sala, que surpreende um ou outro garoto com o que eu sei sobre o que acontece dentro e fora das quatro linhas. Não é nem que eu goste tanto de futebol. É que eu amo o Galo. Assim como amo o meu pai. E levo isso pra frente, levo isso pra sempre. Ouso dizer que gosto mais de Cássia Eller, ou de qualquer outro artista, só por ser atleticana e que acho um sujeito mais bonito só pela camisa listrada. Parece ridículo, talvez seja. Mas que é importante e faz diferença em quem eu sou, faz.

Ah meu coração… Que nem vermelho é mais ! Nem branco, nem preto. Bate assim, █ ██ █ , listrado ! E bate tanto… Eu tenho uma arquibancada dentro de mim, tenho um estádio, um hino, alguns refrões tolos e lindos…

Ah… Quando as buzinas tocam, quando os meninos gritam, quando as bandeiras sacodem …Eu sinto tanto orgulho dos que rasgaram a carteira de torcedor, e no outro dia voltaram roucos de tanto cantar o hino preto e branco como se pedissem desculpa pela heresia . Eu me encanto, e não me canso de encantar, por toda essa gente preta e branca, que dorme na fila, que grita, e chora, e canta, e luta, e acredita !!! Já vi atleticano com as mãos juntas e os olhos fechados dizendo “ave Atlético cheio de graça”… Já ouvi promessa, mandinga, novena, simpatia. Só nunca vi atleticano calar. Porque esse povo tem eletricidade, raça, expressão. Tem garra! E por mais que eu faça, por mais que eu diga, ninguém nunca vai entender o bater preto e branco do meu coração!”

Live and get live on music

Querida pessoa que veio até aqui buscando no google uma letra de música, me desculpe pela decepção. Sim, eu sei, eu uso  trechos como títulos de alguns posts. E  algumas frases ou versos, e muitas vezes, a própria música, não tem nada a ver com o escrito. Bom, se eu usei a música é porque gosto dela. =)

Fica a dica que se você quer letra de música, busque no:

http://letras.terra.com.br/
http://www.lyrics.com/

Mamãe passou açúcar em nós

Eu e a minha irmã somos tão diferentes em tantas coisas que, nas coisas que somos iguais, nos agarramos. Igualmente, achamos minha mãe louca. Igualmente, adoramos filmes e livros retardados. Igualmente, amamos todo e qualquer bicho de estimação.

Igualmente, decidimos há anos atrás que o tobogã da Contorno é o nosso lugar e que uma música ruim ruim, velha velha, na voz dos Engenheiros do Hawai, que diz “um vagabundo como eu… e acharei, acharei, achareeeeeei”, é a nossa música. E que a combinação desses dois, mais um carro a 60km por hora é o símbolo da nossa irmandade. Quando sentimos saudades uma da outra, tipo quando ela morou na Espanha por 11 meses, ou meus 6 meses na Argentina, ou os meus um ano e 3 meses nos Estados Unidos… bem, quando sentimentos saudades, falamos disso.

Não discutimos nosso pai. Não queremos saber o que uma ou outra acha do amor. Mal a conheço, atualmente. Mal me conhece, recentemente. Às vezes encontramos o consolo nos olhos da outra. Às vezes ela entra no meu quarto só pra ficar comigo. Às vezes eu vou ao dela só pra ficar com ela.

Somos tão diferentes e somos parecidas também. Ela cresceu sobre o meu molde. Estudou o que eu estudei, se interessou pelo o que eu fiz. Escutava minhas músicas, me via ser antes dela ser. Nunca quis ser eu, mas eu estava ali, pra guiar.

O mesmo cabelo, os mesmos olhos. Ela é mais bonita, mais inteligente, mais esperta. É mais egoísta, mais dura, mais real.

Mas é minha. Minha irmã. E eu, por mais que às vezes sinta raiva das nossas diferenças e da minha total falta de comunicação com ela, adoro dividir com ela. Um filme. Um livro. Um riso. Uma descida do tobogã da Contorno. E isso é mais que suficiente.

Tem coisas que nunca vão me faltar na vida. Irmã, é uma delas.

soy alguién que tiene humildes pretensiones

Eu devo confessar que eu estou chata. Um saco. Pelo menos dentro da minha cabeça, pelo menos para mim mesma, um porre! Dá uma olhada nesse blog, avalia ele desde o meu aniversário? Uma zona.

Talvez ao vivo eu não esteja tão tediosa ou amargante. Faz parte das minhas promessas pensar menos nisso tudo e então eu evito falar. Só venho aqui gritar quando não dá mais mesmo. Ou seja, não tá dando mesmo muitas vezes.

Cara, só passaram nove dias. E parece que eu estou em um inferno tão grande há tanto tempo. E parece que a definição tá tão longe. Nove dias são nada. NADA. NADA. NADA.

Hoje eu vi o gringo online no msn e me percebi completamente imune a presença ou ausência dele. Talvez vez ou outra eu tenha curiosidade do que ele está fazendo, por onde ela anda, essas coisas todas, mas nada que me dê calafrios ou me faça contar o dias. 

Tudo passa. É a lição que eu tento repetir para mim mesma. Fica mais difícil passar quando tem data marcada pra passar. Mas passa. 

A grande pergunta é: quando é que eu vou aprender a querer estar com quem quer estar comigo? =/

Thinking ‘bout my life and how to make it right now

quem de dentro de si não saiOlha bem pra essa gravura. Não sou eu, não sou? Eu olhei pra ela e senti uma identificação real. Vou pôr uns sapatos vermelhos e sair voando por ai.  Ou fugindo de mim, ou dos meus pensamentos. Ou ao encontro de algo melhor, um sonho, sei lá o quê.

Nunca sonhei que voava, não sei o porquê. Voar parece ser bem mais legal que todos os outros meios de transporte. Será que eu tenho coragem de uma asa-delta ou só em pensamento me basta? Me leva pra longe? Bem longe?

no makeup

Eu tenho um livro interessante pra ler, como tantos outros livros igualmente, ou mais, fascinantes existem dentro desse mesmo quarto. Livros e histórias que eu venho ignorando, nos últimos tempos, perdida em mim mesma.

Antes era em mim, depois me perdi em outros e horas e horas e mais horas foram dedicadas à outras coisas se não os livros. Meus dias  não eram das palavras, não de histórias outras que entrertem, ensinam, distraem.

 O foco todo era mim e no que me interessava.

Mas agora me dispersei. O que me interessava, não presta. Ainda assim, eu não sou descartável.  E  meu bom livro, aberto ao meu lado, marca apenas a página 57. E nas últimas duas horas estive perdida… no mesmo.

Minha história não é a mais interessante, a mais fascinante, a mais feliz ou a mais triste. Mas momentaneamente, ainda é a que mais me interessa. Quão tediosa pode ser uma pessoa que agora está focada apenas em si mesma?

“Chove e eu penso: haverá coisa mais viúva
que a saudade possuir olhos de chuva
e eu coração de girassol?”
Cassiano Ricardo

Versinho favorito pra me lembrar quem eu sou e de onde eu vim.

Se acha, Alice.