It seems to me that maybe it pretty much always means no.

ontem eu falava com uma amiga apontando defeitos na maneira como ela leva a vida sentimental dela. é toda errada, toda errada.

obviamente, eu não estou dizendo que a maneira como eu faço as coisas é melhor do que a de ninguém. não é. eu tenho uma mania patológica de me apegar aos platonismos eternos, idealizados e irreais… enquanto desprezo, do maior estilo “peloamordeDeus, me deixa em paz” qualquer oportunidade real que me apareça.

é que esses garotos reais, sabe? eles não gostam das músicas certas, não falam as coisas que me interessam e eles querem muito daquilo e pouco do que eu acho importante enquanto eu queria um médio dos dois. e tem mais, eles não querem ser meus amigos não, sabe? meninos reais não querem ser meus amigos. eles só querem dar uns beijinhos, fazer umas coisinhas mais, trocar umas sms e ter umas conversas retardadas que sinceramente, eu não tenho vontade de fazer parte.

ai essa coisa da realidade vai me dando uma preguiça, enquanto o platonismo me satisfaz, em tese,  tão bem. daí vem minha mãe e diz que eu tenho que dar uma chance pro real, que se eu não fizer isso, nunca mais vou poder dizer que quero um namorado e ela não vai mais responder “que é justo”. mas daí eu penso nos namorados das minhas amigas e nenhum deles é tão bacana e eu me pergunto se elas também resolveram dar chances à caras reais que tendem a encher o saco quando são grudentos e que tendem a encher o saco quando desaparecem… e eu fico em um dilema bem grande. porque veja bem, se eu responder a sms, ele vai me responder rápido e vai perguntar se pode me ver. e de verdade, eu nem quero muito ver ele.

uma outra amiga disse que tem dois tipos de pessoas, as que namoram e as que não namoram. as que namoram não esperam por estar apaixonadas para se envolver e são mais flexíveis com o outrem, dando chances e esperando o que de bom aquela pessoa lhes reserva. enquanto as que não-namoram (eu sou claramente esse tipo, né? precisa nem dizer), esperam por uma paixão fulminante, que te deixe sem ar, sem dormir, sem pensar em mais nada, que te cegue da chatice alheia e te faça aceitar tudo, pelo amor. essa pessoa é chata, porque enquanto não aparece a mistura do real-com-platônico, todo mundo é um porre.

Eu sou chata e todo mundo é um porre. A maneira como eu levo a minha vida sentimental é errada. Toda errada.

*mas tá faltando vontade pra fazer diferente*

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