And all you have to do is wake up and walk out

Que eu reclamo muito, isso não é segredo pra ninguém. A Carmosina Helena, que trabalha aqui em casa, sempre diz “é que a minha vida sem reclamar perde o sentido”. Ou seja, o exercício de reclamar é um apreço à vida. Ou algo assim. Eu faço por esporte mesmo e ainda me justifico com um safado “se eu não reconhecer o ruim, como vou perceber quando está bom?”.

Mas nem sempre é assim. E nem sempre quem está ao redor tem saco pras mil reclamções. Muito chorosa que sou, faz um ano exato e eu chegava em casa, lá em Washington, cheia de mimimis eternos: “tá frio, tá calor, minha chefe é uma vaca, meu trabalho me frustra, eu não entendo o Brian” e por aí ia, infinitamente. Então a Jenn, cheia da sua auto-reconhecida sabedoria e sapiência eterna, que é um dom que as pessoas que se acham sabidonas demais tem, me interrompia, sem dó, e dizia “SIMPLY GET OVER IT”.

E não tinha “mas é que” ou “but” que vencesse o “get over it”. “Get over it” virou lema. “Get over it” TINHA QUE VIRAR LEMA.

Eu internalizei a frase de tal maneira que faz uns dias e a Jenn tava toda reclamona da vida e eu mesma mandei um “get over” pra ela. Porque sofrer é normal, estar na merda também, reclamar é esporte… mas se afundar nisso é erro. E-R-R-O.

Tá ruim? Get over it! Supera, nega. Sofrimento em torno de sofrimento não traz bem pra ninguém não.

Por mais que falar seja bem mais fácil que fazer, você tem duas opções: ou a fossa ou a superação. E sinceramente, você vai MESMO escolher a fossa?

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