You know I’m here waiting for it.

entre uma aula de macroeconomia e outra de direito constitucional, eu tenho fingido que tenho 13 anos. não que eu não tenha, já que eu tenho 13 anos ad eternum, ao menos no que consta a minha maneira de lidar com o sexo oposto.

mas bem, eu literalmente estou vivendo uma vida de sétima série. sempre me sento com a minha amiga, presto atenção nas aulas e suspiro por dois garotinhos que nem fazem idéia do meu nome. sei o de um deles, já que em um super ato stalker meu dei um jeito de olhar na lista de chamada depois dele assinar. resultado, procurei no universo, descobri metade da vida do garoto (tenham medo de quem vos fala, vlw? talentos stalker mil)… e ele tem namorada. mas achar bonitinho dessa maneira HIPER platônica nem tira pedaço, né?

do outro, só sei que ele assina na segunda folha da lista. é, é. eu disse que tinha 13 anos.

um deles sempre se senta relativamente perto de mim e me pede os horários da aula (awwwwn ♥). e o outro se senta mais longe, mas no primeiro dia de aulas eu dei pra ele uma folha de caderno e ontem, três semanas depois, ele disse que quando eu quiser uma folha de volta, ele me dá (óunnnn ♥ ).

sérião, acho que é amor, heim?

– ao que me consta, até meninas de 13 conseguem ser menos retardadas. mas ao menos meus dias tem tendido ao divertido.

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Anything new at all?

Odeio homens. Sério mesmo, odeio a espécie. Odeio o gênero. Odeio o indivíduo. Odeio o coletivo.

Quando estou apaixonada sofro. E quando não estou? T-A-M-B-É-M! Indivíduo por quem eu não tenho nem um décimo de suspiro consegue me botar louca com a conversinha.

Diz que chegou em mim (aka me persegiu a noite inteira) porque estava bêbado. E ainda disse pros outros que não chegou não. E pediu pra eu confirmar a história por causa de uma terceira.

NÃO QUER, NÃO FAZ, CARALEO.
GOSTA DE ALGUÉM? NÃO ENCHE O SACO DE OUTRAS, MERDA.

Se eu pudesse escolher, não me apaixonava nunca mais. Não caia em nenhum papo, nunca mais. Não aceitaria mais nenhuma desculpinha.

Mas bem já se sabe que eu apaixonada sou uma anta. Pois é, é.
Dou dois tempos pra eu ficar de suspiros por um mané qualquer. Mas por enquanto, minha vontade é de exterminar o gênero.

Do you ever sit and wonder?

Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é nem totalmente nosso, nem totalmente não-nosso, para não sermos obrigados a esperá-lo como se estivesse por vir com toda a certeza, nem nos desesperarmos como se não estivesse por vir jamais. Consideremos também que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os naturais, há uns que são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros, para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz: em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo. Uma vez que tenhamos atingido esse estado, toda a tempestade da alma se aplaca, e o ser vivo não tendo que ir em busca de algo que lhe falta, nem procurar outra coisa a não ser o bem da alma e do corpo, estará satisfeito. De fato, só sentimos necessidade do prazer quando sofremos pela sua ausência; ao contrário, quando não sofremos, essa necessidade não se faz sentir. É por essa razão que afirmamos que o prazer é o início e o fim de uma vida feliz. Com efeito, nós o identificamos como o bem primeiro e inerente ao ser humano, em razão dele praticamos toda escolha e toda recusa, e a ele chegamos escolhendo todo bem de acordo com a distinção entre prazer e dor. Embora o prazer seja nosso bem primeiro e inato, nem por isso escolhemos qualquer prazer: há ocasiões em que evitamos muitos prazeres, quando deles nos advêm efeitos o mais das vezes desagradáveis; ao passo que consideramos muitos sofrimentos preferíveis aos prazeres, se um prazer maior advier depois de suportarmos essas dores por muito tempo. Portanto, todo prazer constitui um bem por sua própria natureza; não obstante isso, nem todos são escolhidos; do mesmo modo, toda dor é um mal, mas nem todas devem ser sempre evitadas. Convém, portanto, avaliar todos os prazeres e sofrimentos de acordo com o critério dos benefícios e dos danos. Há ocasiões em que utilizamos um bem como se fosse um mal e, ao contrário, um mal como se fosse um bem. Consideramos ainda a auto-suficiência um grande bem; não que devamos nos satisfazer com pouco, mas para nos contentarmos esse pouco caso não tenhamos o muito, honestamente convencidos de que desfrutam melhor a abundância os que menos dependem dela; tudo o que é natural é fácil de conseguir; difícil é tudo o que é inútil.

Epicuro, em “Carta Sobre a Felicidade”

via um dos blogs com nome dos mais legais, o da dani arrais, don’t touch my moleskine