Without me listening to you

acho, de verdade, que eu não sou uma pessoa que leva conselhos alheios a sério. meio que posso dizer que tudo na minha vida foi feito, até aqui, por mim. óbvio que existem influências alheias, mas a minha abertura para o externo era meramente reflexo do que eu esperava conseguir. em nenhum momento eu posso falar “olha, fiz isso porque escutei fulano”. não posso exatamente culpar ninguém.

é quase engraçado isso, porque eu sou a rainha das confidências. eu, às vezes, sou elevada por alguém a não-nobre posição de conselheira oficial. e me gabo por ai do tanto que meus conselhos são bons.

pois de repente eu fui escutar. e um conselho ecoava o outro. lembrei de uma conversa que tive com uma amiga em 2006… 2006, quando a vida era tão diferente. ela me mandou fazer as mesmas coisas que me disseram pra fazer ontem. e me dissram duas vezes. duas pessoas que são próximas de mim e não se conhecem. todo mundo vê e só eu que não ouço.

ouvidos a postos. te juro.

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