Trying to make your heart fit like a glove…

Depois de ter terminado a saída do final de semana passado em prantos, ela se prometeu que não ia fazer mais isso por causa dele. E embora ele estivesse lá nesse sábado, ela agiu como se não estivesse, foi a mais bonita da festa e ficou com um seu lindo escolhido a dedo entre tantos os que a queriam. Quando eu perguntei onde ele estava, ela respondeu “tá por ai, entre tantos que me querem”. Mas ai hoje ela estava muito triste, porque ontem significou o fim de verdade. E fins doem quando a pessoa terminada é alguém que você gostou tanto.

Todo domingo ela fica triste com o celular avisando de um evento que ela, espertamente e sabendo que não quer fazer, nunca lembra de apagar, dando o endereço de um certo apartamento que ela nem sabe se jamais vai voltar. Ele tá viajando, mas mesmo se estivesse aqui, ele está cada vez mais longe. E ela gosta tanto dele, tão mais do que gosta dos outros que mandam mensagens e ligam e querem vê-la. Isso é tão injusto.

E depois ela liga e repete e fala fala fala tentando entender o que é muito claro, que os homens fazem nenhum sentido, assim como as mulheres e ninguém vai entender nada, muito menos eu por meio do telefone. Ela quer uma resposta, porque ele estava apaixonado por ela quando ela não estava e agora que ela o quer tanto, ele deixa tão claro que não, que é só casual. Como acabar com isso?

E o telefone toca mais uma vez pra dizer que estava triste porque almoçou com o ex e ele sempre diz umas coisas tão frias sobre ela. Todos os exes dela sempre dizem coisas tão feias. Eu nem sei bem o que ele disse mas nessa altura do campeonato, porque  eu já estava tão cansada da vida amorosa trágica dessas pessoas todas e que eu já estava questionando se eu queria realmente jogar esse jogo.

E ai eu ficava lembrando das pessoas me dizendo pra eu gostar de quem gosta de mim, mas aquele que me procura não me interessa e os que se aproximam de mim também não me interessam. Além do mais, todo mundo apaixonado sofre tanto e eu agora nem sei mais. Tô pensando demais, não estou? É falta de emoção na vida.

trilha: ingrid, pra variar. é que o mundo fica um pouco melhor com a música certa. e essa fecha com o post. (vou tentar tirar os títulos das músicas que pôr aqui. ai quem cair no blog procurando exatamente o trecho do título, ao menos tem o link com a música).

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‘Til we fall asleep tonight

eu acordei e tinha uma sms dizendo “você é linda”. Sabe o tanto que eu queria uma sms assim de verdade? :~

No caso não que não seja de verdade. Mas é sem intenção real. É só um agradinho de um seu lindinho.

Essa sou eu dizendo que estou pronta pra me apaixonar de novo. Me mandem sms me chamando de linda. Mesmo que só você ache.

Até vou brincar de pôr trilha musical, seus lindos. Clica play ai e finge que tá amando!

He ought not. He does not.

Acabei de ler Persuasão, da Jane Austen. Esses romances ingleses do séc. XIX sempre me arrebatam de uma maneira tão doce que eu fico meio apaixonada, boba-alegre, por dias e nem é comigo.

Acho que o mais bonito nos livros da Austen é que todo mundo tem falhas, todo mundo tem orgulho, todo mundo tem preconceito, todo mundo é sensível, todo mundo tira conclusões precipitadas e leva tudo pro pessoal… todo mundo é imperfeito, assim como as pessoas realmente o são. E ainda assim no final se supera tudo pra ficar um amor tão bonito, tão sublime.

A última linha do penúltimo capítulo de Persuasão diz tudo, “tenho de suportar a idéia de ser mais feliz do que mereço”. Ai meu coração.

Não posso nem negar que meus ideais românticos foram formados por romances assim. E a conclusão é só uma… JANE AUSTEN, VOCÊ ESTRAGOU TUDO!

No fue mi culpa esta vez,

Eu tava lá fazendo nada quando o telefone toca. É do banco. Eles querem conferir uns dados de um cadastro pra fazer os documentos. Ok, ok. No que a atendente fala meu sobrenome, dou pela falta de um. São 4, mas um faz falta, ok. Digo que ta faltando. E ela atenciosamente diz, com aquela voz de operadora de telemarketing paulistana “a senhora poderia estar verificando seu CPF e RG para ter certeza que esse sobrenome consta mesmo no seu nome?”.

TIPO Q

Minha filha, eu posso não saber onde está o meu nariz, mas o meu nome eu sei sim, ok?

Depois a gente trata mal essas atendentes e elas não sabem por quê.

Ah constar, aqui em casa ficou sem telefone fixo por um mês. Liguei pra operadora infinita vezes, realizei inúmeros testes, anotei protocolos n vezes… por um mês… e nada. Bastou um e-mail pra ANATEL e no dia seguinte o carinha pra consertar o telefone ta aqui. É, BRASIL. BONITO.

….

Bonito foi como eu não consegui o último emprego na minha área em que eu me candidatei. Me chamaram pra entrevista e ela nunca aconteceu, porque resolveram contratar a primeira pessoa entrevistada porque estavam com preguiça P-R-E-G-U-I-Ç-A de dar continuidade ao processo de seleção.

É, vou morrer dando aula de línguas nesse Brasil.

Mas tai as coisas, né. Sou fluente em 3 línguas, sei todos meus sobrenomes (sei sim, dona do banco), a operadora de telefone me tenta fazer de trouxa e a vida vai seguindo, normalmente, felizmente ou infelizmente.

Sera que vela como eu?

Se eu estou convicta que tenho que gostar mais de mim antes de gostar de alguém, vez ou outra eu ainda tenho vontade de ter alguém. Mas ai eu vou lá e penso nas amigas que são absurdamente incapazes de ficarem sozinhas, que terminam um namoro com o amor-da-vida-delas e uma hora depois, ou um dia depois, ou um mês depois, estão ai, com outros. Porque tiveram 5 minutos muito tristes e ligaram pro cara que diria sim, sem ligar muito se gostava muito desse cara, ou ficaram com o primeiro que se dispôs, porque ficar juntinho é tão bom.

Não tenho vontade nenhuma de ser assim, de ter medo de mim. Porque por mais medo que eu me dê, a vida e meus traumas me ensinaram que pessoa nenhuma pode me suprir.

Ai elas vão passando de namorado em namorado e eu vou ficando aqui, toda esperta, já há um ano quase, toda intocada. Toda espertona. Porque eu não passo de namorado em namorado, aliás, eu não passo de namorado nenhum. Eu vou ficando sozinha e comigo. Nem sempre bem, mas sempre independente.

E no final de contas, isso é o mais importante pra mim, não é?

Essa sou eu tendo razão ou eu tentando me convencer. Já nem sei, heim.