I said I won´t do.

tentei fazer um outro blog, super achando que o simples fato de falar em outro lugar me tiraria dos fantasmas e aliviaria tudo quanto é dor escrita aqui. que mentira. eu sempre me esqueço do outro e ficam ali posts esparsos. a grande lição é que ignorar o antes não funciona no agora, porque foi o antes que te trouxe aqui.

então, fiquem ai com meus 3 anos de vida escrita nesse blog fazendo um drama danado. juntei ai atrás os posts do outro blog que, ironia, se chamava “every single mistake”. ai ai, essa vida de errar.

e só pro post ficar bonitinho, duas músicas amorzinho que eu fico escutando desde ontem, sem parar, só porque são lindinhas e me deixam mais feliz.

Me escreva uma carta sem remetente
Só o necessário e se está contente
Tente lembrar quais eram os planos
Se nada mudou com o passar dos anos
E me pergunte o que será do nosso amor?

You didn’t soothe my worried looks

Uma vez uma amiga me disse que eu tinha duas opções, ou eu amava do jeito que era, doído, ou saia fora. Eu sai fora. Ela ainda ama, cheia de dor, sem ter por completo. Vai ver o que eu tinha não era amor. Ou era. Eu nunca senti nada forte assim, então vai ver que é por isso que ainda dói. Era doído porque era amor não reciproco. Esses doem tendendo ao infinito. Mas daí a racionalidade venceu. Eu tive meu closure. Você falou as palavras certas, embora eu até acredite que sozinho você se arrepende, pra me afastar para sempre. Pra sempre. Porque eu segui o conselho dela e sai fora. Mas daí eu me vejo, em um momento de deslize, em um masoquismo viciado, seu nome ali. E eu clico nele. Burra, burra. E além da raiva que eu tenho de ver uma outra menina, ali, com aquele presente que você também me deu – qual é o problema das pessoas que ficam repetindo situações? Elas deveriam ser únicas!!! – eu procuro ali nos seus amigos um certo nome. E tava lá. O seu você. Aquela pessoa que era amor, mas era doído e você podia sair fora ou aceitar como era, sem ser seu, mas perto o bastante para parecer seu. Você sempre deixa ela voltar, seu imbecil.

E é por isso que eu sei que vai ficar tudo bem. Porque eu sou mais forte que você. E mais forte que a minha amiga. Vai ficar tudo bem porque eu sai fora e não vou voltar.

– e eu ainda falo disso porque não tenho outro amor (não sei nem mais se posso sentir de novo amor) –

And then you take that love you made and stick into some

pra não falar que eu só sinto dor, queria contar também que sinto amor… e muito. que mesmo que me falta confiança, em mim e nos outros, pra sei lá, um amor romântico, não me faltam outros tipos de paixão.

e eu ando por ai me apaixonando por sons, cores, fotos, gentes, risos, situações, verdades (e mentiras). e me reapaixonando, reafirmando um amor real. porque por mais que muito me machuque, muito me cuida. e ai eu sou plenamente feliz rodeada de gente que não e julga, mas vê da forma mais bonita. sendo eu.

aja e haja.

eu sempre me envolvo politicamente com as coisas. fora as coisas que eu ignoro porque assim quis, raramente opto por ser neutra, ou não ter uma opinião formada, ou não me informar. daí me apego às minhas opiniões como se fossem verdades definitivas (tendo a ter verdades definitivas quando não estou perdida) e prego pra quem eu bem entender. forço amigos que não discutiriam certos temas a se expressarem e tento, bem claramente, a convencê-los do tanto e quanto estou certa.

quem é o resto do mundo pra discordar de mim?

é por isso que eu vou votar na marina no primeiro turno, no serra, caso haja segundo turno e pra governador, no anastasia.

é  impressionante a diferença de significado que um h traz.

direita ou esquerda?

eu funciono na inércia. não que isso seja bom, não é. mas se tá tudo muito bom, tudo muito bem, a inércia só me leva pro bom. um dia algo da muito errado, algo externo, não eu. porque eu não sou muito de pertubar o ritmo do universo. e ai eu me perco. daí eu me acho. ou não.

desde a última vez que fiquei perdida, ainda tô me procurando.

(a minha resposta é parada. sem que isso me leve pra lugar algum)