sussuros

faz um tempo que ando tendo insônia. por algum motivo bizarro, toda noite, é pôr a cabeça no travesseiro que a cabeça começa a funcionar, sem dar nem espaço para o sono. se é de dia, durmo na hora. é como se a noite viesse só pra me perturbar e mil coisas me incomodarem.

preciso de horários decentes.

e não de escrever posts às 3:20 da manhã.

the things you can´t forget

Fui nos arquivos do blog procurando um post específico, que eu ju-ra-va que tinha escrito. O objetivo aqui era me auto-citar e avaliar esse 2010 nada brinks. Mas não. Não publiquei. Só pensei. Eu pensei, ano passado, que a melhor coisa do meu 2009 tinha sido a Laila. Uma única pessoa, externa, alheia, não eu. Uma única coisa boa, que é essa amiga.

 Agora, me impondo olhos diferentes e vendo o mundo em papel celofane rosa, eu diria que eu tava só sendo dramática (as always, na TT?). Em 2009 eu fiz uma pá de coisa nunca d´antes vividas. E isso é ganho. E daíiii que aquele idiotinha partiu meu coração em 300 milipedaços e que eu só fui terminar de me recuperar nesse, também dramático, 2010? Ao menos emoções eu vivi. :p

Em 2010 eu me ganhei. Com ajuda profissional, que o caso é sério, eu recuperei um pouco da estabilidade emocional que eu mesma tinha cuidado em destruir.

 Talvez não se veja, ainda, a olhos vistos a recuperação. Mas te garanto que quando eu tiver emagrecido 10 quilos, em um –tomara- feliz 2011, todo mundo vai acreditar em mim.

Meus ganhos de 2010 são todos subjetivos. Aprendi isso, aquilo, não sei quanto e não sei onde. Fui forte aqui, lá e acolá. Saio mais forte. Prevejo menos choros. Prevejo mais força. Isso é bom, não é? Foi um ano transição.

Tipo, concluo isso sem nem pensar em consultar a astrologia. Pura análise empírica dos fatos. 2006 começou horroroso, bottom of the world, crise das crises, una porqueria total, pra eu me achar, aos poucos, ao longo do ano. Comecei me achando em Curitiba, passei pro Brasília e terminei o processo em Buenos Aires, no intercâmbio.

O intercâmbio foi transição. Porque lá eu aprendi que podia ser minha. Que a dor que se sente em casa não precisa ser seu fardo. Que eu posso ser quem eu quiser. Daí veio o apogeu. Formatura. Emprego legal nos EUA. Ok. Não foi tudo bonito. Mas olhando assim de longe, parece, não parece?

 Dois anos bonitos, ricos, de sucesso e com perspectiva de futuro. Ai eu vim embora querendo ser MAIS FELIZ. E não rolou. Ai veio uma crise. Longa. De fracasso e perspectiva de fracasso. E teve um ápice. Um dia específico, importante pra tanta gente, mas essencial para mim. O dia que a irmã de uma amiga faleceu e meu choro desesperado no carro, horas antes de eu saber dos fatos, pareceu pura birra de criança. E daí veio a providência. E o processo de reconstrução.

2011 vai ser trabalhoso. Mas vamos lá.

ps: esse blog é um querido diário chato e tedioso. é quase uma memória sentimental minha.

em big bang theory outro dia e o sheldon disse “but we have to think ahead, the alternative would be to think backwards.. and that’s just remembering”.

cansei dessas de ficar remembering. ‘bora think ahead?!

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2 – acho que em 2011 eu deveria me ocupar

talvez meu grande problema em 2010 tenha sido eu ter me dado tempo pra sentir. talvez sufocado eu não teria nem espaço pra ficar nesse looping de mimimi eterno. então vamos para coisa concretas. são coisas que eu posso fazer independente do super-plano master (que eu não sei qual é ainda, mas objetiva uma carreira-de-fato) que farei para minha vida. eu pretendo, em 2011:

– fazer um curso de línguas. possivelmente espanhol, pra tirar certificado e sair pro ai me achando bonita por ser espano-hablante com um DELE.

– fazer ginástica. além da parte saudável e necessária, é uma obrigação. porque eu, espertona como sou, fiz uma promessa desesperada de que, caso o atlético não caisse pra série b (sim, futebol é importante-assim na minha vida), eu emagreceria 10 quilos. não, não prometi fazer regime. prometi concretização. e agora tenho que pagar pra poder recorrer à ajuda divina mais vezes (sim, minha cabeça funciona nesses termos).

– estabelecer um curfew pra mim mesma. sim, eu preciso dormir e acordar mais cedo. porque acho que com uma rotina mais fechadinha, me obrigo a fazer mais coisas. sem falar que madrugadas são harsh times for dreamers and desperate people.

por enquanto é isso.

acho.

ps: o 3 veio antes do 2 por motivos já explicados no post abaixo.

3 – acho que em 2011 eu deveria andar por ai com rolos de papel celofane

er, não tem número 2 porque essa gravura que eu quis colocar vem com um três, daí quis manter a linearidade do post. :p

a coisa é tentar ser um pouco mais positiva. eu tenho toda essa vibe mundialmente conhecida de ser uma drama-queen de primeiríssima ordem, o que eu, sinceramente, acho que é genético. embora isso faça parte de mim, a coisa tá num grau que está atrapalhando a  minha vida.

os tombos amorosos e profissionais que eu andei tendo ao longo da vida acabaram me deixando uma pessoa pouco crente… em mim mesma. e aí eu faço dezenas de planos, mas eles duram meia hora porque surge na minha cabeça um monstrinho que DESTRÓI tudo. entrei nessa tendência naquelas, antes se frutrar sem nem ter tentado do que a frustração de não ter conseguido se esforçando.

é, amigos. 2010 foi um ano em que eu MAL tentei, por simples medo de falhar. e quando tentava, o medo era tão forte que eu me tornava transparente e só se via ele.

e isso é triste.

então é tentar ver a vida cor-de-rosa, dizer pra mim mesma que sou sim capaz e correr atrás do prejuízo. nem que com isso eu tenha que ficar andando por ai com um filtro pra melhorar minha visão do mundo.

alice e o futebol

‘I fell in love with football as I was later to fall in love with women: suddenly, inexplicably, uncritically, giving no thought to the pain or disruption it would bring with it’

nicky hornby explica.  é mudar women por men e a citação ao passado e ao futuro. é tudo presente.

~~~~~~~ quando sua amiga lê uma frase dessas e pensa em você, é pra sorrir ou chorar? ~~~~~~~