the things you can´t forget

Fui nos arquivos do blog procurando um post específico, que eu ju-ra-va que tinha escrito. O objetivo aqui era me auto-citar e avaliar esse 2010 nada brinks. Mas não. Não publiquei. Só pensei. Eu pensei, ano passado, que a melhor coisa do meu 2009 tinha sido a Laila. Uma única pessoa, externa, alheia, não eu. Uma única coisa boa, que é essa amiga.

 Agora, me impondo olhos diferentes e vendo o mundo em papel celofane rosa, eu diria que eu tava só sendo dramática (as always, na TT?). Em 2009 eu fiz uma pá de coisa nunca d´antes vividas. E isso é ganho. E daíiii que aquele idiotinha partiu meu coração em 300 milipedaços e que eu só fui terminar de me recuperar nesse, também dramático, 2010? Ao menos emoções eu vivi. :p

Em 2010 eu me ganhei. Com ajuda profissional, que o caso é sério, eu recuperei um pouco da estabilidade emocional que eu mesma tinha cuidado em destruir.

 Talvez não se veja, ainda, a olhos vistos a recuperação. Mas te garanto que quando eu tiver emagrecido 10 quilos, em um –tomara- feliz 2011, todo mundo vai acreditar em mim.

Meus ganhos de 2010 são todos subjetivos. Aprendi isso, aquilo, não sei quanto e não sei onde. Fui forte aqui, lá e acolá. Saio mais forte. Prevejo menos choros. Prevejo mais força. Isso é bom, não é? Foi um ano transição.

Tipo, concluo isso sem nem pensar em consultar a astrologia. Pura análise empírica dos fatos. 2006 começou horroroso, bottom of the world, crise das crises, una porqueria total, pra eu me achar, aos poucos, ao longo do ano. Comecei me achando em Curitiba, passei pro Brasília e terminei o processo em Buenos Aires, no intercâmbio.

O intercâmbio foi transição. Porque lá eu aprendi que podia ser minha. Que a dor que se sente em casa não precisa ser seu fardo. Que eu posso ser quem eu quiser. Daí veio o apogeu. Formatura. Emprego legal nos EUA. Ok. Não foi tudo bonito. Mas olhando assim de longe, parece, não parece?

 Dois anos bonitos, ricos, de sucesso e com perspectiva de futuro. Ai eu vim embora querendo ser MAIS FELIZ. E não rolou. Ai veio uma crise. Longa. De fracasso e perspectiva de fracasso. E teve um ápice. Um dia específico, importante pra tanta gente, mas essencial para mim. O dia que a irmã de uma amiga faleceu e meu choro desesperado no carro, horas antes de eu saber dos fatos, pareceu pura birra de criança. E daí veio a providência. E o processo de reconstrução.

2011 vai ser trabalhoso. Mas vamos lá.

ps: esse blog é um querido diário chato e tedioso. é quase uma memória sentimental minha.

em big bang theory outro dia e o sheldon disse “but we have to think ahead, the alternative would be to think backwards.. and that’s just remembering”.

cansei dessas de ficar remembering. ‘bora think ahead?!

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