tanto tô que só pode ser estar

tô aqui com sono, cansada, com uma leve dor de cabeça, entre bocejos e por algum motivo, insone.

e nem é de se falar que tenho coisa demais dentro de mim, porque tô lidando com tudo, tô fazendo tudo, tô vivendo tudo, do jeito que tinha que ser.

sabe aquela coisa, o meu melhor? eis-lo aqui. no dia a dia, nesse 2011.

sou eu fazendo essa dieta, sou eu fazendo exercício, sou eu fazendo trabalho voluntário, sou eu cuidando da minha carreira, sou eu trabalhando na minha relação com a minha família, sou eu cuidando do mundo ao mesmo tempo em que cuido de mim.

a única coisa que me angustia é a sensação eterna que eu deveria ter vivido esse 2011 em 2009. que tudo que hoje é fato e plano, tinha que estar ali, em 2009. só que lá eu não tava pronta, né. não sabia das dores, dos desamores. e nem tudo é perda, teve ganho nesses dois anos ~vazios~. ganhei um pai que tinha perdido, ganhei amigos que não tinha antes, recuperei o que tava quebrado – quebrei mais no caminho, mas de alguma maneira a cura aconteceu tudo-junto.

obviamente, não tô pronta. não tô pronta pra vida vir cá me pegar e eu falar PODE VIR QUENTE QUE EU ESTOU FERVENDO! mas tô no caminho. fixo. certeiro. confiante. adiante.

e mesmo assim não consigo dormir. talvez me falte mais sexo na vida, sinceramente. duvido muito que gente bem comida passe tanto tempo refletindo sobre tudo.

:p

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as cartas que eu não enviei

Um tempo atrás ai eu comecei um desafio de escrever 30 cartas em 30 dias. Nunca terminei. Fiz um blog pra isso e algumas cartas foram sinceras, doidas, doídas e com destinatário real. Nas últimas que escrevi, estava forçando a barra. Não estava achando para quem escrever. Daí parei.

Mas haviam algumas cartas futuras que eu sabia exatamente o que escrever. Eu quase torci pra não beijar mais ninguém antes de escrever para a “última pessoa que você beijou”, porque eu tinha mil coisas a serem ditas.

Tinha carta ali que eu queria até passar pro papel e entregar pra pessoa. Mas sabe, aprendi que intervenção na vida de quem não pede não está certo. Uma carta cheia de sinceridades mais atrapalha do que acrescenta. O mundo inteiro só deveria enviar cartas de amor. E nenhuma das escritas por mim foi de amor.

Essas 30 cartas, que foram 17, são todas cartas não enviadas, obviamente. Eu ia pôr o link aqui, mas vai saber quem lê e lá é mais ~secreto~. Vai que chega no destinatário.

Vou recomeçar o projeto. Carta 18, hoje. Faltam 12.

2011 é o ano.

E mantra.

Tipo, até ser e eu terminar tudo que me dispus a fazer.

Necessariamente

Eu não necessariamente acredito em nada. E não necessariamente, não acredito. Eu sei que quando eu tô com medo de algo, à noite, eu rezo. E quando eu estou muito feliz também faço isso. E quando eu tô em jogos de futebol, eu rezo muito. Muito mesmo.

Eu sei que eu entro em toda nova igreja que vejo e faço três pedidos. Eu sei que levo promessa feita em igreja à sério. Eu gosto de estar dentro de igrejas, gosto do silêncio. Eu acho missa chatas. Eu torço pra acabar logo.

Eu quero acreditar em vida após a morte, simplesmente porque me conforta mais que o nada. Eu sei que tenho medo de espíritos, portanto, eu diria que acredito. Eu rezo pra nunca ver nenhum.

Eu já fui em taróloga. Já fui até numa macumbeira que ~via~ as coisas em dia de lua cheia entre um gole de pinga e outro. Minhas amigas jogam tarot pra mim.

Eu gosto do meu signo.  É o melhor que tem. E eu não necessariamente acredito em horóscopo. Principalmente no que vem de jornal.

Ontem eu tomei uma decisão. Daquelas que eu perguntei pra todo mundo o que eles achavam, mas já tava tomada. Ai hoje eu fui ler meu horóscopo enquanto lia jornal. Eu raramente leio o horóscopo no jornal.

Conforto a quem precisa, segurança nas decisões e um encanto misterioso que atrai gente de todo tipo. Capriche na elegância, mostre seu lado cosmopolita, idealista e bondoso, pois será bem recebido. Vida em comunidade, participação social.

Daí foi meio que resposta. Tipo, foi o que eu queria ouvir dos astros sobre a tal decisão. Fui procurar outras fontes. Porque eu não necessariamente quero trabalhar e postergar pra fazer coisas inúteis é uma arte.

Nesta fase você pode esperar por algumas mudanças em contratos e acordos comerciais. As amizades passam por um momento de reavaliações e descobertas, que podem não ser muito agradáveis. Seja racional.

Ih. Nem curti esse. Acho que tá falando do início da semana, heim. Isso já aconteceu.  Vou em outro.

Oportunidades de contatos e de aprendizados que estimulam acreditar mais em si. Momento de se expandir em novos horizontes e de buscar outras referências para a sua vida. Os rumos individuais e coletivos estão sendo redesenhados. Mudanças necessárias, aquariano.

Ai sim.

Decidi relevar o do meio e acreditar nos outros dois.

Sábado,  das 16 às 19 horas.

Ploc ploc ploc (são fogos de artifício, não pipoca)

Tinha planejado que eu só me pesaria no médico pra não fica a louca da balança. Mas ai veio o carnaval e aquela sensação “será que eu fodi com o meu regime?”. E depois veio a semana de desespero correndo atrás. E veio um final de semana em que eu me permiti comer uma fatia de bolo – que eu troquei pelo jantar – e um brigadeiro – que eu troquei pelo café-da-manhã (festa de criança é demais pra um regime, não tem como!).

E eis o desespero de fazer horas de esteira sem fim.

Então, fui lá na farmácia e pesei.

 

 

Se a balança da farmácia estiver bem regulada e concordar com a do médico, eu emagreci mais QUATRO FUCKING QUILOS!  O que significa que eu já emagreci 11 quilos!

Então já cumpri minha promessa futebolística – sou retards apaixonada pelo Atlético ou o quê? (prometi que se o o Galo não caísse ano passado, eu emagreceria 10 quilos) – e o resto é por mim mesma.

 

TODAS COMEMORA.

no reason to stay is a good reason to go

“Você é muito permissiva nos seus relacionamentos, por que você deixa as pessoas te tratarem assim?”, ela me perguntou depois de um ano de terapia. E eu fico meio embasbacada, porque como eu AINDA sou assim? Antes eu tinha uma necessidade meio surreal de que as pessoas gostassem de mim, me aceitassem, vissem minhas qualidades. Mas eu parei com isso, eu juro.

Parei porque cada dia percebo mais que preciso menos de gente que um dia eu considerei essencial. Parei que percebi que, se tem gente que não se esforça para me entender, porque eu tenho que dar um órgão vital do meu corpo pra conseguir aceitar o outro?

E sabe, cada vez que permiti essa auto-tortura por alguém, foi para posteriormente ficar com um “trouxa” escrito na texta, em todas as nuances. Nenhuma dessas relações em que eu fui permissiva valeram a pena, pelo menos o exemplo comprovou até agora. Puro empírismo.

Decreto aqui o fim da permissividade.

You’ve got to see the dream through the windows

 

acho que crescer é aprender a lidar com a expectativas que você tem em relação às pessoas. e aprender que de umas você pode esperar x, de outras y e separar de quem não vale a pena de quem vale muito a pena.

acho também que todas as pessoas têm um defeito gigantesco e insuportável. aquele que te dói só de pensar em passar um dia lado-a-lado. mas acho também que a amizade e o amor cobrem esse defeito e fazem ele virar um “defeitinho”, e ai você só aceita que “fulano é assim”.

acho ainda, na verdade, que ninguém “é assim”. que a resposta “mas eu sou assim” é a mais conformada, egoísta e mimada do planeta. defeito todo mundo tem, mas ninguém nasceu com eles. se você os criou com o tempo, é plenamente capaz de modificá-los. mas daí depende só de vontade própria e  auto-análise (ou ajuda psiquiátrica mesmo no caso).

acho, por último, que no mundo fica sozinho quem quer. que as pessoas que optam por magoar as outras, ou não entender os problemas, ou só ver a si mesmas e só os defeitões alheios, ficam sós. o lance é saber discernir em quais pessoas você vai colocar suas expectativas positivas e aceitar os defeitos, porque eles vão aceitar os seus e botar na roda da vida enquanto as expectativas positivas forem correspondidas. os que te decepcionarem, é separar o joio do trigo. sem dó. gente que te faz mal só vai te fazer… mal.

quanto à você mesmo, é ter consciência da sua imperfeição e trabalhar nela. o “ser assim” leva à infelicidade e a magoar quem mais gosta de você. então, na real, vamos todos largar essa merda de vida mimada e trabalhar nos nossos defeitos, mesmo quem quem nos ame nos aceite como somos, como todo bom Mr. Darcy faria.

ps: hoje  acordei meio senhora da razão. :p