sobre como mais uma vez minha bolsa foi roubada

e de como eu, de novo, salvei o mundo, sozinha. =]

um final de semana não pode ser perfeito. isso é premissa, o resto é conseqüência. tudo tava dando muito certo, sendo muito bom, muito livre e ao mesmo tempo comprometido. sábado e domingo perfeitos? balela. eu já devia ter desconfiado, devia ter confiado nas palavras do mestre “tristeza não tem fim, felicidade sim”.

tava lá voltando de mais uma festa em homenagem ao rei quando dois meliantes abordaram a mim e ao meu semi-irmão. um em cada, perceba. não teve muito como me defender. o babaca que veio em mim, que era maior – obviamente, porque corvadia reina o mundo- , me jogou no chão, levou minha bolsa nova linda e vermelhinha – e meu celular, 10 reais, minha carteira de motorista, meu cartão de banco e uma caixinha de balas diet cheinha, juntos. lamento maior pela bolsa, que era muito lindinha e presente da minha irmã. ok, tudo vai fazer falta. filhos da puta.

e eu ainda por cima tive que bancar a sensata, já que meu semi-irmão, sendo o roceiro que é, nunca havia sido assaltado e ficou meio embasbacado. tive que manter a compostura, sorrir com cara de “rere, não foi nada, ele só disse que ia enfiar uma bala na minha cara” e chamar o ladrão de babaca porque ele preferiu me jogar no chão ao invés de, civilizadamente, me deixar pegar minha cnh e o chip do meu celular (O QUE CUSTA, SENHOR LADRÃO, ME DEVOLVER O QUE VAI SER BLOQUEADO E/OU NÃO VAI LHE TER UTILIDADE?!).

machucados no braço a parte, já cuidei de tudo. sozinha. segunda via (na verdade, provavelmente quinta) da cnh – por caros R$52,35, BO impresso e assinado, cartão novo pedido (de 10 à 15 pra entregar um cartão de débito? VAI À MERDA, BANCO!) e bloqueio do celular feito. tudo por mim. hoje descolo um celular novo. um bem fodido pra neguinho que me roubar da próxima vez se arrepender bastante e não conseguir comprar nem meia pedra que crack com ele.

tudo muito rápido pra ficar logo no passado e eu poder contar pras pessoas só que “ih, troquei de celular, me dá seu número?”, sem ter que contar minha epopéia não-tão-heróica de chegar em casa de viatura depois de correr as ruas da cidade procurando os dois assaltantes (não encontrados).

ok, ainda não consegui fazer isso. eu fico contando do assalto pra geral. fila do banco, no elevador, na polícia civil, no trabalho voluntário… essa mania eterna de dividir a vida com quem nem se interessa (vide esse blog).

mas enfim.

Como foi bom eu ter aparecido
Nessa minha vida já um tanto sofrida
Já não sabia mais o que fazer
Pra eu gostar de mim, me aceitar assim
Eu que queria tanto ter alguém
Agora eu sei sem mim eu não sou ninguém
Longe de mim nada mais faz sentido
Pra toda vida eu quero estar comigo

um pouco de ultraje para eu ser babaca e reconhecer meu real valor. :P

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