viajo no tempo e no espaço

ou volto porque preciso, viajo porque te amo.

Tem poucas coisas que eu goste mais do que os atos de sair e voltar pra casa. Adoro viajar. Adoro. Adoro voltar de viagem. Adoro. Malas (fazer e desfazer) são os ônus do prazer máximo de sair da realidade e de voltar pro aconchego do que é tão seu.

Queria uma vida de idas e vindas. Sempre quis. Mesmo agora, quando não é ainda ideal, tento fazer idas e vindas. Viajo sempre que posso, mesmo que pra perto. Viajo pra matar saudades, viajo pra matar vontade, viajo pra matar um pouco dessa necessidade de ter o mundo todo sem perder o que é meu.

Eu tenho sentimentos contraditórios quanto a ir embora de BH. Tem vez que é o que eu mais quero nessa vida, que não vejo meu futuro entre a Contorno e a Serra do Curral. E tem vez que quero fincar meus pés nessa terra e gritar um “daqui eu não saio, daqui ninguém me tira”. Já me explicaram que a segunda opção é a tal da auto-sabotagem, meu esporte favorito, enquanto a primeira é a tal da liberdade, meu objetivo maior.

Então sabe, quero ir embora.
Mas só pra poder voltar. Porque te amo.

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Ontem no trabalho voluntário um dos caras disse “a gente não dá o que não tem”, no sentido que para poder oferecer ao mundo algo, a gente tem que possuir isso. Achei tão bonito e triste. Mas fiquei feliz que agora eu acho que tenho, então posso oferecer. :~

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