ZzzzZzzz

 

ps: não, isso não virou um blog de imagens. mas é que ultimamente, elas tão falando mais do que eu.

Anúncios

thumbs up and rock and roll

Esse é um post sobre como eu aprendi a andar de bicicleta. Portanto,  se você é do tipo irritante de pessoa que pensa que alguém aprender a andar de bicicleta aos 26 anos de idade é algo muito loser ou quiçá banal demais para merecer um post, pule.  Prefiro que leiam apenas os que forem congratular mentalmente meus méritos e me achar incrível.

Aham. Tô num dos extremos da bipolaridade (que eu não tenho, ao menos nunca foi diagnosticada).  Mas essa coisa de falar que vai fazer tal,  ir lá e conseguir, porra. Julio César bem sabia, com o seu épico “veni, vidi, vici”. É o fim de um tabu de toda uma vida, eu sei simplesmente SEI andar de bicicleta, bitches.

Todas as tardes que a Jenn saia de bicicleta e eu não ia porque, né, não sabia andar e ficava ouvindo música enquanto fazia um dia lindo em DC. Ou que aquele-que-não-pode-ser-mencionado (meu Voldemort pessoal) ia me zoar com “vamos de bicicleta pra praia, ou não, né, já que você não sabe”… acabaram. Eu sou foda, ding ding ding. Eu posso andar de bicicleta. Subida, descida, na terra, na estrada, sou foda (só caí uma vez e foi na grama! rá! nem me machuquei).

Ok. Minha mãe comprou uma bicicleta pra eu aprender a andar de bicicleta e esse mostra o tanto que ela tá me levando à sério em 2011. Uma bicicleta para mim. Com uma cestinha. Ela é rosa e branca. Não, eu não tenho 6 anos. É 26 mesmo. Fui lá, pus short, tênis e meia e fui andar. O namorado da minha mãe desconfortavelmente tentou segurar o banco pra me dar equilíbrio, mas como eu tenho 26, e não 6, e o selim é pequeno e minha bunda, grande, a coisa em si não deu certo. E não, minha bicicleta não tem rodinhas. Então fui eu por eu mesma. O que me enche mais ainda de méritos. Ok, sou foda. E não vai pensando “já era a hora”, eu podia optar passar a vida inteira não sabendo. Mas não.

Enquanto eu tentava, inicialmente, achar um equilíbrio inexistente no meu ser, perguntei pra minha mãe que tipo de mãe deixa suas filhas passarem da infância sem saber andar de bicicleta. Minha mãe me responde que tentou. Que chegou a contratar PROFESSOR PARTICULAR pra eu aprender. E eu não aprendi.

Percebam aqui que ou eu era muito burra ou o professor muito ruim, porque eu aprendi a andar de bicicleta, dessa vez, em dois dias. E ela ainda pagou o cara. Ela disse que antes eu era teimosa e não tinha determinação. Acho que agora eu sigo teimosa, mas determinada

Bom, minhas batatas da perna estão malhadas. Não no sentido de mais exercitadas (sendo que se você pensar bem, estão). Mas rapaz, cada pedalada na perna que eu me dei que, ó, deixo qualquer vaquinha malhada com inveja dos meus roxos. Como eu não sabia andar de bicicleta e demorei umas duas horas pra aprender a freiar (talvez eu seja burra, de fato), eu o fazia ficando em pé. E ai, moleque, era pedal na perna. Tá roxo. Tá roxo do tipo, amanhã vou virar pro meu instrutor de kickboxing e pedir pra fazer os exercícios todos de perna no ar, sem chutar saco ou protetor… :p

Enfim. Eu sei andar de bicicleta. Beijos.

(sim, o menino do vídeo tem 6 anos).

Sol com baixo em si.

Essa quantidade de posts, praticamente um por dia, vem de uma verborragia momentânea dessas inexplicáveis. Acho que do muito acontecendo e da tentativa de controle sobre o andamento dos acontecimentos mundiais (sim, controlo o mundo inteiro .  Incêndio na Califórnia, sorry, me). Eu venho não adiando as coisas, lidando com o mundo inteiro de uma vez só e com a mão cheia de coisas a fazer a pé.  Adio, desde sempre (e repito essa frase uma quantidade ilimitada de vezes), só o que me incomoda. Tem nada me incomodando? Não paro. É o tal do comportamento inercial.  Meu medo é só eu dar de cara com uma parede e não conseguir frear antes. Outch. Antecipo roxos.

É tempo de self-promises. Tipo ficar uma semana sem postar aqui. Ou fazer tudo que eu prometi que ia fazer hoje. Ou simplesmente, pelo amor de Deus, Alice, não furar a dieta hoje pensando ~mas que mal UM bombom pode fazer?~.

Entonces, hasta la vista, baby.

Unite tonight

de presente, vale.

Do nada veio o amor. Essa coisa gigante, inexplicável, obsessiva.

Isso até o cara numa barraquinha de antiguidades em Porto Alegre, ao eu comprar minha terceira coruja do dia, disse que tinha uma cliente que tinha mais de mil corujinhas de coleção e que com o tempo ela foi se parecendo com uma coruja. Socorro. Quem quer parecer com uma coruja, por mais lindas e simpáticas sejam?!

Eu tinha decidido (ok, a decisão tá mantida) da tatuagem de coruja, mas e agora, José? Tem broche de coruja. Tem a Babi (a coruja que denomina o carro inexistente que eu divido com a minha irmã – mas que um dia se torna a realidade, viu? OK). Tem colar. Tem um caderno com capa de corujas que eu paguei uma pequena grande fortuna porque eu não sei me controlar.Tem uma penca de coruja nessa minha vida. Preciso de uma coruja no tornozelo?

(Agora o coro de ex-universitários brada: SIIIIIIM).

Decidi que estou terminantemente proibida de comprar coisas de corujas. Guardar e reblogar desenhos ou fotos de corujas é por mero apreço e também pra escolher minha companheira de vida. Mas, ah, presente vale. :p Tipo esse da Tata, sua linda.

Se me vir olhando pra qualquer coisa de coruja por ai, me dê um tapa na mão e me puxe. Ai compre ele escondido pra mim e me dê de presente. Fica tudo muito bom, tudo muito bem desse jeito. :p

Olha

Um dia aquele ser que não deve ser nomeado (todo bom Harry Potter tem seu Voldermont, que faz a cicatriz doer quando está perto) disse que sempre mantinha uma lista de três coisas sobre as pessoas que as fazia individuais e únicas. No meu caso, a primeira coisa era não comer caroços de maracujá, sempre os separando em sucos, doces ou batidas. O segundo fato único estava em que eu sempre pesquisava assuntos sobre os quais não achava a resposta em conversas e dias depois vinha com a informação, ali, do nada. A terceira coisa única é que toda vez que ele me olhava diretamente nos olhos, eu fazia uma careta.

E isso se tornou verdade (ou refletiu o que era fato). Eu não sabia encarar. Até que um dia numa entrevista de trabalho com feedback, me disseram que eu desviava muito o olhar, o que passava insegurança e incerteza. Como pro entrevistador eu não podia pôr a língua pra fora, fugia da troca de olhares, do olho-no-olho, olhando pra cima pra buscar informação, olhando pra baixo pra tentar achar socorro. E a moça lá deixou bem claro “Alice, ISSO NÃO É BOM”.

A terceira verdade sobre mim era, na ralidade, um defeito. E daí eu fui pra Porto Alegre e avisei pra Bazinha que eu ia ficar encarando para treinar. Mais que isso, eu fiz amizade com um cara nos vôos (tinha uma conexão em SP e nós sentamos um do lado do outro nos dois trajetos) e avisei que ia encarar também porque era ~algo a ser superado~. Deu efeito, o sujeito decorou meu nome e até no facebook me adicionou, viramos super melhores amigos de infância.

A partir daí, tomei que meu problema na vida até aqui era esse. Como é que eu ia estabelecer qualquer relação interpessoal de qualquer gênero se eu não consiguia olhar fixamente nos olhos das pessoas? A minha psicóloga logo sugeriu um truquezinho, que é olhar no meio da sobrancelha da pessoa. Ela nunca saberia que eu não estou olhando pros olhos. Fica ai a dica pros cansados da intensidade do olhar alheio: sobrancelhas.

Comecei a praticar. Olha bem pros olhos do interlocutor. Olha fixo. Olha fundo. Foca. Olha. Sem careta. Sem desvio. Sem fuga. Só olha. Até ficar confortável. Até acostumar. Até ser normal. Até ser eu.

Daí numa tarde, em uma mesa de lanche, olham pra mim e começam a discutir sobre a intensidade do meu olhar. Que ele era profundo, bonito e fixo. Que passava firmeza. Porra, SOU UMA ÓTIMA ALUNA OU O Q. Mal aquelas pessoas sabem que é tudo treino. Que eu sou uma fraude.

Ok, contei pra elas que eu não era assim, mas que agora eu sou, né. Me tornei com a prática. Mudei meu terceiro fato. VOCÊ QUE NÃO PODE MAIS SER CITADO, você agora desconhece minhas pequenas verdades. Não sou mais aquela. Sensação de poder quanto a isso: NÍVEL MÁXIMO.

Fiquei me sentindo um pouco meu pai, que tem um olhar meio 43 (na verdade, um olhar míope), que todo mundo acha intenso. E ele sabe disso, saca? Bem leonino. Me pediram pra tirar os óculos. E falaram que meus olhos são mais bonitos ainda. Tipo, pessoas ao meu redor, me elogiando, de graça. Sem nem querer me comer (espero) ou construir minha auto-estima (tipo, amigas que elogiam sem parar: PAREM). É um mundo muito bom, muito justo, muito bonito. Pessoas do nada elogiando meus olhos: curto.

Agora eu posso tudo, tá me entendendo? Posso te olhar nos olhos a noite inteira e ficar achando que vou te passar a profundidade necessária. Vou tratar de aprender a passar direito delineador só pra poder bancar a gatinha mistério via olhar com a maquiagem mais bem feita. Ok, talvez minha auto-estima quanto ao meu olhar esteja exacerbada. É só um par de olhos castanhos escuros que não dão nem pra ver a pupila de tão escuros. Talvez por isso sejam profundos. E são pequenos, talvez por isso sejam… er, foda-se. Engraçado é que eu nunca tive olhos como ponto forte. Geral diz que homem prefere mulher com olhão. E bocão. Eis eu aqui com a menor boca do mundo e com olhos pequenos. Então tá.

Mas é que você não conhece o meu olhar.

(RÁ. Isso até eu sair de casa e descobrir de novo que, não, meu olhar não seduz ninguém. As pessoas do trabalho só tiveram um surto efusivo de histeria e resolveram falar dos meus olhos – Alice, baixando a própria bola logo após de subir, desde 1985).

ps: Olha é minha música favorita do Roberto Carlos e minha ultimate love song. óun. Ah. Escrevi o post ouvindo minha própria minha mixlist (sou foda DING DING DING). Recomendo.

Old Alice strikes backs.

Tinha uma época retards que eu chegava no estágio de manhã e a primeira coisa que eu fazia era responder ao email da Joana, que por conseqüência, a ação direta ao chegar do cursinho a noite era me responder. A gente ficava nesse looping eterno de ~consulta terapêutica~, se achando senhoras da razão, tal qual éramos-somos, via email.

Ambas com menos de vinte ou vinte e pouco anos, era falar sobre amor, desamor, pais, sonhos, futuro. Ok, 80% daqueles emails eram sobre homem. Sim, basicamente eu era tão retardada aos 20 quanto o sou hoje. Ou menos, mas coisa pouca se nota. De Jojô pra Lili e de Lili pra Jojô, todas as paixões eram possíveis. Os caras SEMPRE morriam de amor pela gente, e essa era a definição à distância, porque falando sério, como é que eles não iam morrer de amor pela gente se a gente era TÃO LEGAIS.

Ai eu fui pra Brasília ver um desses amores. Ele foi me buscar no aeroporto com a Joana. Dia após dias ele me buscava na casa da Joana e a gente fazia algo ~legal~. A Joana me cedia todos os dias, apesar da vontade real dela fosse me trancar no apartamento e me ter só pra ela (aham, a gente é ciumenta, talvez isso nos una). E eu voltava pra casa e ela “e ai? e aí? se casaram? tiveram 4 filhos? tão de mudança pra Rússia?”. Mas não, Jojô, apesar das mensagens diárias, dos emails intermináveis, das horas a fio na webcam e dele buscar no aeroporto e me ver todo dia, nada passava. E eu e ela ficávamos lá, desesperadas, tentando entender essa vontade dele me ver todo dia sem que NADA acontecesse. No último dia eu mandei a Joana ir comigo pra ela ver, com os próprios olhos, que não era loserisse e nem falta de iniciativa minha, não existia clima nenhum. Jojô ficou revoltz. Tomou minhas dores. Trocamos hate-messages sobre o tal garoto. Ainda mais que quando ele percebeu que eu, sabe-se lá porque, tinha cultivado, apesar da distância, todo esse amor, disse que no final a gente só era amigos. Sérião.

Eu devia ter aprendido ai a nunca mais ser amiga de homem nenhum. Mas sabe, talvez a repetição reforce o erro. Aprendi. Não sou sua amiga, tô te querendo. Dica aí. (Aprendi porra nenhuma, perceba-se).

Anos depois recebi uma visita no meu sofá de Washington que, numa conversa casual depois de um dia inteiro andando mandou um “mas você sabia que x saiu do armário?”. Er, não sabia né. Mas fingi que sim pra não bancar a chocada tanto tempo depois.

Ahá, Jojô, ele era gay. Não tinha nada de errado comigo.

E ai até hoje a Jojô e eu nos falamos (menos, é verdade), apesar das distâncias várias (entre países, porque somos finas), e sabe no final das contas? O tempo passa, passa, passa. Eu mudo, mudo, mudo. Joana também. Forma na faculdade, saí de casa, termina namoro número quinhentos, passa no mestrado e vai pra Portugal, quando no clichê eterno se apaixona e mora junto com um cara chamado… Nuno. Enfim, o tempo passa e no fim das contas, juntas, ainda somos Lili e Jojô. Mas de boa, esperamos que mais competentes. E com um radar gay melhor. Porque haja coração.

a girl just like me

detesto: dentistas.
gosto: da minha dentista.

explico: vou na mesma dentista desde os sete anos. mãos de fada. eu durmo naquela cadeira e nem me preocupo. outros dentistas parecem assassinos que querem fazer você sofrer, esses cirurgiões-dentistas que fazem procedimentos complicados que doem e te dão anestesias e sua cabeça dói de tensão.

– minha mãe me perguntou se eu não me sinto meio retardada pela maneira como a minha dentista me trata (me dar espelho pra assistir ao tratamento, me explicar a radiografia aos detalhes, me chamar de Lili, xuxu e lindinha. logo se vê que carinho e pedagogia foram fortes na minha educação – NOT).

detesto: passas. e berinjela.
gosto: passas com berinjela que a minha tia faz.

explico: contrassenso puro. que culpa tenho eu se fica bom junto e o tempero é ótimo?

detesto: gente random que vem falar comigo em gtalks, msn, facebook…
gosto: de falar com quem eu bem entender.

explico: eu escolho, tá entendo? EU-ESCOLHO.

detesto: mensagens de madrugada.
gosto: mensagens da pessoa ~certa~ de madruga.

explico: toda atenção do mundo só deve ser direcionada a mim se desejada. senão, passo. grata.

contradições. c´est moi.
mas no fim eu faço sentido. juro que faço.

(tão bonita a fonte que aparece quando você escreve os posts. será que dá pra por ela no blog?!)

– se tudo que eu postar hoje não fizer sentido, vamos culpar os medicamentos, ok?-