Imagination isn´t kind on us tonight

Quando Sex in The City ainda passava e meia dúzia de meninas pagavam pau pro Big, eu estava do outro lado me recusando a fazê-lo, porque né, o Big é igual-que-nem-muito-parecido-mesmo com o meu pai.  Por mais que não me doa reconhecer que meu pai tem lá ~seu charme~, porran, paixão platônica por personagem fictício que é cara dele é a lá Édipo demais pra mim.

Daí tem o namorado novo da minha mãe, que é bonitão. Barba, olhos azuis. Daquele tipo que qualquer um acha gato.

Cara, queria saber de onde minha mãe tirou tanta competência pra arrumar homem gato e porque é que essa merda não é genética.

 

ass: Alice, numa fase que só fala de homem.

until the end

“eu não te namoraria porque você é muito high maintenance”, cravou uma amiga na fila da farmácia. não que eu esteja pedindo amigas em namoro, a conversa era contextualizada na idiotice do “se eu fosse homem, eu te pegaria”. que raios significa ser “high maintenance”? no caso, carente. eu disse que compensava com outras coisas, tipo carregando água na peneira pra pessoa, cuidando, apoiando, fazendo da pessoa ~uma pessoa melhor~ (sou clichê?). cheguei a conclusão que eu mesma não me namoraria.

 

mãe, todo mundo já tem.

 

TODAS AS ALICES ENCALHADAS PARA TODO E TODO SEMPRE.

 

ps: isso que em uma conversa prévia ela e mais uma amiga disseram que não me imaginam solteira para sempre. MASCOMOÉQUEÉ? super posso ser solteira pra sempre. tenho mãe, gato, cachorro e amigo pra me suprir. não?

merda.

 

e eu me achando toda independente.

I got better things to do

Tudo nesse blog tende a um loserismo tão enorme que quem me manda email ~se identificando~ é porque tá sofrendo também. A identificação vem na tristeza, não na alegria.

E confesso, sofri. [/drama queen]

Mas daí, ontem uma amiga minha veio dar notícias do meu Voldemort pessoal. Não senti dor, gente. Não senti dor. Nem raiva. ERICK, EU NÃO SENTI DOR (quando deixa de ser medo, o nome pode ser citado). Senti dó. Que pena de você que não conseguiu ser uma vírgula melhor depois de tudo.

Tô bem.

We need to talk

Sabe o que eu odeio mais sobre homens? É que eles podem te fazer o centro do mundo deles sem que de fato você o seja. Suponhamos que ele more longe e você vá para a cidade dele. Ele vai te buscar no aeroporto, vai passar todos os dias do seu lado, vai fazer tudo que você quiser, vai fazer você se sentir incrível. E nem por isso você vai ser o centro do mundo dele. Nem por isso é recíproco. Porque homens dão toda a atenção do mundo sem que realmente estejam dando.

Ok, talvez seja injusto isso que eu estou dizendo. Provavelmente existem mulheres que o fazem também. Que te iludem. Que te usam. Que te respondam as sms, que te vejam quando você querem vê-las e na verdade, elas nunca foram suas. Nunca quiseram ser. Era um passatempo, era divertido. Mas não era DE VERDADE.

Aconteceu comigo. Mais de uma vez. Eu nunca fui a que iludiu, não só porque iludir, quem? (risos, auto-estima, kd)  mas porque eu paro antes de pensar em brincar com os sentimentos alheios. Curto muito gente que não brinca com os sentimentos alheios. NÃO BRINQUEM COM OS SENTIMENTOS ALHEIOS!

E essa sou eu surtando e nem é por causa de mim. Tô tão sem vida que hoje tirei um post pra tomar dores alheias e implorar: SEJAM VERDADEIROS, SEUS FILHOS DA PUTA.

De qualquer maneira, mesmo que não, sempre nos sobra a vodka. E ai, tá tudo bem.
Ou quase sempre.

Pelo menos a vodka tem a decência de te fazer esquecer todo comportamento ridículo que você teve devido a ela. Homens não.

Vodka >>>>>>>> Homens.

OK. Ela também não é perfeita!

Get a grip on yourself!

Eu tava ansiosa. Estava de um jeito em que não me via desde hace mucho. Não tinha surtos de ansiedade mais, não tinha insônia, nem surtos de ~preciso comer, socorro~, nem vontade de chorar, nem leve desespero de ~SOCORRO~. Mas ai voltaram. Com tudo. Com tudo.

A culpa é minha que achei que era foda e cortei o antiosiolitico da minha vida. Talvez a culpa seja da vida, que resolveu me premiar em julho com: 1)falta de dinheiro; 2)fatura do cartão atrasada; 3)fome; 4) falta de emoção na vida; 5) minha mãe voltar de férias; 6) esperar por agosto.

ESPERAR POR AGOSTO, SOCORRO.
Essa vida de espera não foi feita pra mim não.

Só que daí ontem foi dia 18 e eu tinha sessão com a minha
♥terapeuta♥. Falei, falei, falei. Durante uma hora. Sem parar. Ai termina sessão e eu sinto a ansiedade dissipando. Daí ela olha pro calendário e me diz: NOS VEMOS DIA 22?

DIA 22 DE AGOSTO!

Ansiedade volta da sala dela ao elevador. Do décimo-primeiro andar ao lobby, já tá nas alturas. Adivinha se eu comi chocolate ontem?

(agosto, chega logo, caramba. E COM BOAS NOTÍCIAS, POR FAVOR).

É trocar poeminho por amozinho

Meu Deus, que vontade me deu de escrever um poeminho.
Olha, agora mesmo vai passando um!
Pst pst pst
Vem cá para que eu te enfie
Na fileira de meus outros poemas
Vem cá para que eu te entube
Nos comprimidos de minhas obras completas
Vem cá para que eu te empoete
Para que eu te enrime
Para que eu te enlire
Para que eu te empégase
Para que eu te enverse
Para que eu te emprose…
Vem cá…
Vaca!
Escafedeu-se.

(Mário Quintana – “Traduzido de Raymond Queneau”)

Oh my dear universe,

Atualmente, tenho que assumir, estou com um pouco de medo do universo. Ele, que vinha sendo tão amigo em 2011, agora tá me deixando um tanto quanto confusa, quanto ansiosa, me deixando mais Alice e menos equilíbrio. Porran. Cadê minha harmonia?

Pra começar, fui apresentada pras tais de memórias equivocadas. E descobri que tudo que eu tenho dentro de mim é isso. M-E-M-Ó-R-I-A E-Q-U-I-V-O-C-A-D-A. Olha ai na direita do blog, um arquivo inteiro de memórias sentimentais, emocionais, profissionais, sexuais e o caraleo a quatro, equivocadas. Dessas que deixam cicatriz, impõe limite e te bloqueiam. TUDO ERRADO, CARO BLERGH. TUDO ERRADO (chamar blog de blergh equivale a chamar internet de internerd).

Ai me falaram pra transmutar tudo isso em pura luz. E que depois disso, fica o vazio. Até onde eu sei sabia, antes equivocada do que vazia. Mas parece que não. Então tá, tô tentando trabalhar com esse vazio todo… sem ficar ansiosa. O que me parece que só vai me gerar mais memórias equivocadas. Porran, universo amigo. Assim cê me quebra as pernas.

Depois disso, mandaram eu controlar minhas finanças. É mapa astral, guia espiritual, tarot de amiga, de internerd e até mesmo o horóscopo da Bárbara Abramo e o da Susan Miller. Deixaram claro que era pra eu controlar os gastos.

E o que faço eu? Passo na rua, vejo a loja cara que eu NUUUUUNCA entrei, vejo uma blusa LINDA que tem meu nome escrito all over it, entro, experimento, a blusa é p, tá com desconto (de míseros 129 reais por 80, uma barganha! :p)… e eu compro. TÁ ALI A ALICE ALI DESCUMPRINDO ORDEM DO UNIVERSO.

O universo já tá até me punindo. Minha fatura de cartão de crédito não chegou ATÉ HOJE, só pra me deixar ansiosa e LOCA LOCA LOCA, sem ter controle dos meus gastos. FUDEU, GAEL.

Vou nem citar as furadas na dieta e o fato de ontem eu ter faltado o kicboxing pra ficar conversando com as amigas enquanto eu comia… socorro, mussarela sticks fingindo ser cool e descolada.

Então venho até aqui propor um tratado de paz com o universo.

EIS-LO:

QUERIDO UNIVERSO AMIGO,

PROMETO, PERANTE ESSE LOSER BLOG LOSER, QUE HOJE VOU FAZER ACADEMIA, AMANHÃ VOU NO KICKBOXING E NA SEXTA VOU NA ACADEMIA E… NO SÁBADO, VOU NA ACADEMIA, PRA COMPENSAR A TERÇA GORDA.

PROMETO, AINDA, NÃO GASTAR DINHEIRO EM HIPÓTESE ALGUMA COM NADA E COISA NENHUMA ALÉM DO ESSENCIAL, SENDO QUE ISSO SIGNIFICA ABRIR MÃO DE IR NO SHOW SEU LINDO DO LETUCE AMANHÃ.

PROMETO, FINALMENTE, ACABAR COM AS SAÍDAS DA DIETA E DIMINUIR MAIS E MAIS NÚMERO DE CALÇA, ATINGINDO O OBJETIVO FINAL DE SER ~A MAIS BONITA DA FESTA~.

QUANTO ÀS MEMÓRIAS EQUIVOCADAS, UNIVERSO AMIGO, NÃO SEI O QUE FAZER A RESPEITO. ESVAZIA-ME AI, A SEU BEL PRAZER, E DEIXA EU ANDAR PRA FRENTE QUE ATRÁS VEM GENTE.

GRATA, SINTO MUITO, EU TE PERDÔO E EU TE AMO,

DA ENERGETICAMENTE CONFUSA,

ALICE

Nothing gets me off so completely

O elevador da Maria Tereza me lembra o desconhecido.  Primeiro, que por ele ser tão antigo, dá aquele senso de familiaridade. Mas por ele ser tão único, você sabe que nunca esteve lá, na verdade. E não importa quantas vezes você já andou no elevador, ele sempre parece diferente – ou mais assustador. Também, tem  que se você tiver companhia, você nem repara o tanto de tempo que  leva do térreo ao décimo-quinto andar. Passa desapercebido. Depois que, quando chega, seja embaixo, sempre em cima, ele sempre dá um tranco, pra adicionar um pouco de emoção.

Ainda tem que, sozinho, você repara o tanto que ele parece cenário de filme de terror. E o tanto que pode ser mortificador ficar parado entre andares, num limbo meio que eterno, e dá um alívio ao per ceber que você tem plena consciência que o elevador (a vida) vai, vagarosamente, passando. Só que o negócio de dentro de elevador, que mostra em que andar está,  tá quebrado. Demora pra você adquirir familiaridade com a coisa e perceber que de andar em andar aparece um número vermelho no concreto te contando quão perto (ou longe) você está do objetivo. Até lá você está perdido.

O elevador da TT pode ser claustrofóbico. Ou não.  Se você reparar bem, é dos elevadores menos fechados que tem. Ou dos mais. No fundo não passa de uma caixa de madeira que sobe e baixa e não te parece um artefato tecnológico.

Atualmente eu me sinto consciente dos números entre andares e preparada pros trancos. Mas até quando?

De qualquer maneira,  eu pensei nisso tudo do térreo ao décimo-quinto andar com a mão abarrotada de coisas e antes de sair do elevador e gritar “Feliz aniversário!”. Mentira. Nem lembro o que eu disse. Mas de qualquer maneira, feliz aniversário, TT. :)