And my luck is in

deu determinada hora e eu queria estar na minha cama, a bem da verdade. já tinha bebido demais, comido pastéis que não queria comer e estava cansada. mas daí a laila disse que pagava a minha entrada, que pagava meu taxi de volta, que pagava meus bons drinks e eu não consegui dizer não.

entramos na dduck às 2 da manhã de quarta pra quinta, bem na hora que geral ia embora. o segurança disse que a casa fecharia em uma hora e uma laila insistente pra dançar respondeu “dá tempo”.

entramos.

ainda bem.

porque todo mundo deveria passar pela situação de dançar praticamente sozinha na pista de dança, só você e uma das suas melhores amigas, com o dj tocando  uma série de músicas boas  e você só parar porque acenderam a luz e desligaram a música.

me senti em um musical, dançando espalhafatosamente, como se não houvesse ninguém ao redor (e quase não havia), me sentindo em um filme que o dj tocava pra mim.  realizei um sonho que nem sabia que tinha, mas tudo naquela hora teve jeito de concretização.

hoje de manhã senti a ressaca, os shots tomados (porque alguém toma dois shots em uma hora só e pra ir dormir depois?) e uma alegria tremenda por tudo.

agora vem n´mim rock in rio, que eu tô feliz.

obrigada, setembro.

A gente dobra e finge que nunca existiu

Detesto atenção não pedida. E detesto brincar com os sentimentos alheios. Então não tem muita graça sms que eu não quero, email que eu não quero e todas essas coisas. Porque minha reação ao afeto alheio que não é recíproco é correr para as montanhas e evitar a pessoa, o máximo possível. Só que é vida, né. Fica meio difícil evitar gente do seu dia à dia. Talvez eu invente um namorado imaginário, que eu vou ter só para pessoas x.  Teve uma vez que eu fui encontrar um garoto e levei o meu pai só pra ele não poder chegar em mim. Um namorado imaginário ao invés dos olhos do meu pai seria menos cruel, não é? NÃO É?

Eu já disse que a alta de psicóloga não resultou em nenhum aumento de maturidade?

Como um beijinho de passarinho

Setembro passou ridiculamente rápido, vocês perceberam? Porque foi outro dia mesmo que eu li meu horóscopo na Bárbara Abramo e lá tava escrito que esse ia ser o mês mais horroroso do mês. A boa notícia para mim é que não foi não. Olhando esses 27 dias de setembro, eu até diria que foi o melhor do ano. O M-E-L-H-O-R. Assim sendo, fica comprovado por a+b que a astrologia e o meu futuro parecem um tanto quanto desassociados. Mas me explica então porque eu tô louca pra sair a Susan Miller e a Barbara Abramo de outubro e torcendo pra elas falarem “FELICIDADE”? É mais fácil ir vivendo a vida e ver onde vai dar, mas não, menina quer que o horóscopo avise o dia e a hora que o cavalo branco do príncipe vai chegar pra estar maquiada na hora e usando a roupa que favorece mais.

Já que esse blog todo já afirma, há anos, que eu sou esquisita mesmo, vou aqui dividir com vocês que faz uns meses que eu tô fazendo alinhamento de chakras. A coisa espiritual/mística minha não é tão simples e linear assim, porque eu fico numas de “acredito ou tô jogando meu dinheiro fora”? Mas eis que na primeira sessão de todas ouvi que tudo que eu estava vivendo naquele momento era preparação pra nova fase que começava em setembro. A-d-i-v-i-n-h-a se fiquei ansiosa com setembro? Se ficava me perguntando mas que meleca que ia acontecer em setembro? Mas é óbvio. A real é que setembro tava passando e eu já tava desencanando de setembro. Mas olhando setembro assim, com meus olhos de outubro, mudou tudo, não mudou?  A partir de outubro vai ser de fato tudo diferente. Parabéns ai, espiritualidade. Mandou melhor que a astrologia.

Em junho eu fiz uma entrevista na qual a moça me contou de um projeto bacana (tudo a ver com o que eu mais queria nessa vida) que a empresa tava desenvolvendo. Ela ficou de entrar em contato depois, dizendo que eu tinha tudo a ver. Depois ficou de mandar meu currículo pra gerente do projeto. E de repente já era agosto e nada. Ai foi setembro. Ontem lançaram o site do projeto tal, já em curso. Ainda bem que eu encontrei um emprego na mesma área outro dia, porque senão era mais um motivo de bitter heart. Pior é que eu quero tentar integrar meu trabalho, lindo trabalho, com o projeto. E vou olhar pra gp que não me quis com olhos de “OLHA SÓ COMO EU SOU COMPETENTE, U BIATCH”.

Sou um charme com tanto rancor no coração, não sou?

Ai, esse 2011 não tá de brincadeira não.

Desmontando sentimentos

Conforme o previsto, recebi alta da terapia. Ficou combinado que se algum dia eu precisasse de um help, era ligar e marcar, mas enquanto os mares estão menos turbulentos, c´est finni.

Depois de uns 3, 4 meses indo no consultório só uma vez por mês, eu sabia que a notícia de que agora eu tenho o emprego que eu queria ter seria decisivo para que houvesse a crença que eu poderia andar sozinha. E acho que posso.

Na real mesmo, não tava sentindo aquela urgência absurda de ser escutada e compreendida. Já entendi os meus fantasmas, já lido com eles. Nesse um ano e oito meses de terapia eu aprendi muito. Aprendi a me aceitar sem que isso signifique simplesmente abraçar todas as coisas que eu não gosto, mas ter força para mudar o que não me satisfaz. Aprendi que não vou mudar as pessoas, e se uma relação não está boa, quem tem que mudar sou eu. Aprendi que não tenho que viver pra agradar o mundo inteiro e que quem estabelece o limite entre uma pessoa estar na minha vida e conseguir me machucar sou eu. Aprendi.

Mas daí eu chego em casa e brigo com a minha mãe.

Porque maturidade não se aprende com a terapia. Não mesmo.

Viva com vida

Eu pergunto, consciente da minha inabilidade histórica, que raios eu faço agora. E todo mundo me responde “deixa acontecer”. Deixar acontecer é quase como pedir para eu ir no supermercado, comprar uma caixa de bombons e comer sozinha, de uma vez só. Deixar acontecer é me deixar ansiosa, se a frase anterior não explicitou isso com clareza. O lance, aparentemente, é ir vivendo a vida e vendo onde as coisas vão dar. Ainda ouvi o disparate de que, já que eu tenho o “feeling”, deve mesmo ser verdade. E que eu devia confiar em mim.

Não parece existir nenhuma fórmula mágica pro universo te dar de presente o que você quer.  Não vou ousar agora ser dessas que de repente negam a máxima de “tudo vai ficar bem”. Porque né, às vezes fica. Um dia você tá desesperada porque não sabe o que vai fazer da sua vida. No outro descobre o que quer, mas não sabe como chegar. Ai um dia você tem em mãos um emprego exatamente no que você tinha decido, meses atrás, que era o que você queria ser.  É verdade, pessoas. Aconteceu comigo. Ontem!

Tudo encaixou nessa área profissional, do nada. O que no final de janeiro parecia um chute no estômago, avisando que essa coisa de dar um jeito na minha vida não ia ser fácil, virou o início de tudo. De repente comecei a procurar respostas. E a encontra-las. Daí veio a busca insana pelo networking.  E a TT me dando ele de presente. Porque tipo, duas das principais coisas que me levaram pro agora foram indicadas por ela. Os contatos nasceram de lugares que ela me apontou. Quem diria que alguém que eu conheci em um orelhão no Rio Grande do Sul aos 17 anos ia ajudar a definir minha carreira? :) (agora todos mentalmente batem palmas para TT e reconhecem sua enorme habilidade de ser uma amiga foda ding din ding din ding din ♪)

Tá vendo? O universo é amigo. Paro aqui de duvidar ele. O caminho aparece quando você tá vivendo a vida, já dizia o Jonh Lennon com palavras mais bonitas.

Então vou tentar ir nessa. De deixar acontecer. Mas morrendo um pouquinho por dentro enquanto isso. Porque faz parte de mim sofrer com a espera de tudo que sonho.

 

To let the situation change

Sabe feliz? Assim, feliz de verdade, de sorrir de orelha a orelha, sozinha, só de lembrar de tudo? Sabe quando você tem vontade de mandar mensagem pra todo mundo, ligar pra todo mundo, gritar pro mundo todo “SIM SIM SIM, ESSE AMOR É TÃO PROFUNDO”?

Então.

É tipo ficar meio dopada de felicidade. É tipo ter certeza que a felicidade é tangível. E que as coisas fazem sentido. E que a gente pode atingir tudo que a gente quer.  Jamais que é o fim do mimimi. Mas cara.

Setembro de 2008 – Setembro de 2011 (HELL)

ACABOU.

I’ll keep on dancing

Tava nessa internerd fazendo hora quando achei o blog de uma conhecida. Ela escreve surpreendentemente bem e de uma maneira seca e direta. E além de tudo, grande parte dos posts são histórias ou reflexões, sempre tendendo pra terceira pessoa e evitando o mimimi recorrente que um blog em primeira pessoa tende.

O fato é que o blog da garota lá é genial. Só de ler uns posts picados eu a achei mais interessante, então imagino o efeito que tem no resto das pessoas que não sabem exatamente quem ela é. Não saber quem escreve abre a imaginação. E ela nem se abre muito ali, então deixa muito, mas muito mesmo, espaço para a imaginação.

Ela parece sexy, inteligente, destemida e foda. Nada disso eu conseguiria colocar em um post. Talvez eu até consiga te enganar em uma mesa de bar fingindo ter uma auto-confiança que inexista, só pra te impressionar. Na mesa de bar eu posso morder o lábio,  mexer no cabelo e sorrir bastante. Eu provavelmente vou  te contar das línguas que eu falo, do que eu acho da situação da econômica internacional e  te impressionar quanto aos meus conhecimentos da política latino-americana. Dependendo você vai achar tudo isso muito chato, mas daí, de quebra, ainda vou emendar minhas opiniões sobre futebol, vou te contar que faço kickboxing e vou te mostrar como sou genuinamente boa com todos meus trabalhos voluntários. Eu tenho certeza que vou acabar te contando de ter morado nos EUA e dizendo como eu fui corajosa de abandonar tudo aquilo porque eu não estava feliz. O sonho de todo mundo é poder largar o emprego pra ser mais feliz, então eu de quebra estaria parecendo mais destemida. Posso ir nas minhas viagens, no morar sozinha, no se virar e não ter medo das coisas. Nada disso de fato é mentira, apenas a confiança de botar essa banca toda sem medo de parecer uma ridícula querendo aparecer (só pra te impressionar).

Mas eu não posso sentar e escrever um post sobre dar em um cafezal e nem sobre ter assistido todos os filmes pornô da internet só pra ficar muito boa de cama e o Thi só me querer e a mais ninguém. Eu não sou assim, saca.

Uma amiga me disse que o único jeito de conquistar alguém não sendo a mais bonita da festa (sendo esse mais um estado de espírito, ao menos no meu entendimento, do que físico), é se fazendo de gatinha mistério. Mas perceba bem que de misteriosa eu não tenho nada, que só pra te impressionar eu vou meter a minha vida toda e ainda por cima vou ouvir da sua, porque por algum motivo eu tenho cara de muito compreensiva e geral simplesmente me conta tudo. E daí não vai ter nada pra descobrir. Nada pra imaginar.  E olha que eu disse tudo aqui só pra te impressionar.

Então no final do dia eu vou ser sua amigona que sei do divórcio dos seus pais e das mudanças que você fez na sua vida ano passado, enquanto você já descobriu que eu aprendi a andar de bicicleta ano passado e que eu quero muito-muit0-muito um emprego novo.

Além de não ser misteriosa, só em ser eu mesma, pareço menos sexy, inteligente, destemida e foda do que poderia me vender. E é por isso que esse blog é tão mimimi. Porque no fim das contas eu não consigo fugir de mim. E o azar, meu caro, é só meu.

Mas eu sigo assim, né. Tentando te impressionar. Só pra te impressionar. É como a gente sempre diz “tô sofrendo, mas tô dançando”.