Desmontando sentimentos

Conforme o previsto, recebi alta da terapia. Ficou combinado que se algum dia eu precisasse de um help, era ligar e marcar, mas enquanto os mares estão menos turbulentos, c´est finni.

Depois de uns 3, 4 meses indo no consultório só uma vez por mês, eu sabia que a notícia de que agora eu tenho o emprego que eu queria ter seria decisivo para que houvesse a crença que eu poderia andar sozinha. E acho que posso.

Na real mesmo, não tava sentindo aquela urgência absurda de ser escutada e compreendida. Já entendi os meus fantasmas, já lido com eles. Nesse um ano e oito meses de terapia eu aprendi muito. Aprendi a me aceitar sem que isso signifique simplesmente abraçar todas as coisas que eu não gosto, mas ter força para mudar o que não me satisfaz. Aprendi que não vou mudar as pessoas, e se uma relação não está boa, quem tem que mudar sou eu. Aprendi que não tenho que viver pra agradar o mundo inteiro e que quem estabelece o limite entre uma pessoa estar na minha vida e conseguir me machucar sou eu. Aprendi.

Mas daí eu chego em casa e brigo com a minha mãe.

Porque maturidade não se aprende com a terapia. Não mesmo.

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