Too sick to even care

@zita_ellen ellen r.
há pouco tempo quase ganhei uma discussão no qual a moça disse ‘sou inteligente não posso fazer nada’. ia responder com um ‘mas é gorda’

no caso, a “mas sou gorda” sou eu. estou extremamente consciente da babaquice cometida por mim e do bullying mental exercido em chamar alguém, ali, no próprio mural, de burra. mas ó, depois desse “contra-argumento” com dias de atraso, porra. TÔ COM RAZÃO OU TÔ COM RAZÃO?

são tempos difícieis para as sem paciência.

ps: pega ai qualquer mulher e aponta um defeito físico dela. aquele defeito. aqueeeeele que ela sabe que tem, que ela mesma olha no espelho e vê, sempre. ser magrela demais, ser gorda demais, alta demais, ser baixa demais, ter cabelo ruim, ter dente torto, ser manca, não ter peito, ter quadril demais, não ter bunda… qualquer coisa dessas que fazem a gente não ser ~perfeitas~.

agora pega isso e usa como argumento em uma discussão qualquer que não seja relativo a “quem de nós é mais bonita”. fim. realmente, venceria a discussão. eu tenderia a atacar o cabelo que é horrível. a cara, que é comum. a vulgaridade, que apesar de não diretamente relativa ao físico, que é latente. e voltaria, de novo, na falta de inteligência.

no final de contas, ser gordinha é tipo ok perto disso tudo. sendo que, obviamente, não é a primeira e nem a última vez que escuto esse tipo de ~argumento~, ~xingo~, ~verdade~… eu fico me perguntando aqui… é comum as pesssas te chamarem de burra? porque constatei que você, de fato, o é.

Nadando contra a corrente

Ontem de manhã eu estava toda serelepe e agitada, prometendo a mim mesma uma semana épica por n motivos empolgantes que a vida parecia me oferecer. Eu tava quase pondo “I feel it all” da Feist no ipod e saindo pelas ruas da cidade me sentindo em um comercial de absorvente, livre, pulante, sorridente e decidida. Mas ai a vida me pegou pelos cabelos e disse NO NO NO.

Meu laptop chegou. Mas daí a tomada é daquelas novas e na minha casa tudo é antigo e adivinha, não tenho adaptador*. SABE A FRUSTRAÇÃO DE UM ARTIGO QUERIDO E ESTIMADO FINALMENTE CHEGAR E VOCÊ NÃO PODER USAR? É nada perto do ódio que eu passei depois, quando fui comprar um presente em um site e de alguma maneira maluca e inexplicável, saiu como dois pedidos distintos (apesar de terem sido na mesma hora… mágica) e daí eu passei metade da noite tentando cancelar um dos pedidos, mas NÃO FOI POSSÍVEL. O site disse que não tinha como cancelar, mas que era pra pedir pro cartão cancelar a comprar. A administradora do cartão afirmou que só pode cancelar depois de dois dias e adivinha quando o produto é entregue? Enfim, vou receber duas vezes o presente e passar pela encheção de saco de devolver o presente. Isso tudo lidando durante duas horas com atendentes de telemarketing idiotas.

Escrevendo aqui parece até pequeno pro ódio que eu senti.

Ok, reconheço Sofro pelas coisas mais do que precisava.

* fui em duas lojas de material elétrico até agora e nenhuma tinha o bendito do adaptador também. Respira. Inspira. SOCORR…

If you could catch it all

Acho que um dos traços mais charmosos da minha personalidade é minha tendência obsessiva. Obviamente, o mundo tende a discordar, porque não tem, de fato, nenhuma graça escutar/ler/fazer parte da vida de pessoas monotemáticas.
Pero así soy yo.
Além de homens, opção muito exercida vida platonismo, infelizmente, na gama dos meus “grudes” estão livros, filmes, séries, bandas, músicas, pessoas (sem possibilidades romanticas envolvidas, puro encantamento) e futebol.
Com homens, fica fácil exercer a obsessão. Stalkear é um verbo regido por Alice, no sentido que eu sou rainha dele. O Google é meu amigo e eu domino a ferramente, trust in me. E mais, facebook e demais redes sociais: acho o que eu quiser, quem eu quiser e quando eu quiser. True story. Nesse poder inútil, pode confiar. E o sexto sentido pra pressentir quem é o passado/presente que poderá (ou de fato, irá) impossibilitar o meu futuro conjunto, me diz que dom é esse?
Livros… ando nessa agora. A Saga do Gelo e do Fogo, melhor reconhecida como: Game of Thrones. Já deu uma olhada na grossura das crianças? Enfim, to em meados do terceiro livro. Tempo de leitura até agora: TRÊS SEMANAS. Antes desse, muitos outros. Mas sempre volto pro amor de verdade, que é Orgulho e Preconceito da Jane Austen (Único livro/filme/série que não me importo de reler/rever infinitamente).
Sim, substituo vida por obsessão. Teve uma vez a fase Felicity, em que em poucos dias vi as 4 temporadas da série (tanto comprometimento para num sonho, no episódio final, ela mudar as paradas todas e até ressuscitar personagem pra acabar tudo bem, maleditos!). Teve a fase Belle & Sebastian, precedida pela fase (que vai e vem) Coldplay e a também intermitente Kevin Johansen (teve show em SP semana passa e eu não fuiiiiiiiiiiiiiiiii! :/ Bela merda de obsessora soy yo).
Até o trabalho passa pela obsessão, pode crer. Daí leio em dois dias um livro teórico de não sei quantas muitas páginas, crio projetos do dia para a noite, pesquiso nos confins do mundo razões n e saio do trabalho às 10 da noite. SOU BONITA?
E tem também a obsessão eterna, porque futebol é amor, nem a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro. Futebol sendo melhor explicado como o Clube Atlético Mineiro, motivo do meu sorriso nessa manhã de segunda, e se Deus quiser, motivo da minha gargalhada na segunda que vem. Explico para os que não curtem/gostam/acompanham futebol: rodada que vem é a final do Brasileirão, e a CBF decidiu que seria composta de clássicos, para evitar resultados entregados. Quando saiu da notícia, saíram reportagens infinitas de jogadores cruzeirenses dizendo que seria ótimo poder ganhar um time sobre o rival. SÓ QUE a vida é bela e eis que no jogo final o Cru-cru pode ser rebaixado pelo Atlético. Basta o Galo vencer e o Ceará também. E digo mais, basta o Atlético empatar e o Ceará vencer. Ou seja… Rebaixar o rival, épico ou épico?
A conclusão que temos aqui, tendo vista minha personalidade obsessora é que eu sou uma pessoa apaixonada. Apaixonada tipo pela vida. Mesmo que isso signifique a ausência de vida. Risos.

Os: Vim pensando nesse post na chuva, no caminho para o trabalho, e ele parecia mais legal na minha cabeça.

É imoral, é ilegal ou engorda (E COMO ENGORDA!)

se meu 2011 merece uma estrelinha de méritos conquistados, meu novembro merece uma vaia. é o dom de fazer tudo errado no mês que mais absurdamente voou do ano. em novembro conquistei quilos, desafetos, dor de dente, um quarto que tá uma zona e muito, muito sono.

não conquistei: homens, paqueras, sexo, namoro, casamento, corpo sexy, barriga sarada, reduzir número da calça, vida saudável.

em novembro não fui a academia um só dia e comi muito.

em tese, pensando na linha acima, fui mais feliz.

SÓ QUE NÃO.

tentaremos em dezembro voltar à programação normal de 2011, na época em que eu era só sucesso, disposição, orgulho, quilos perdidos e barriga em processo de desaparecimento… ABDOMINAIS, VOLTEM PRA MINHA VIDA!

mas e a força de vontade? tô preferindo dormir a viver e ZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzzz…

só que assim no se puede.

Foge, foge…

A parte mais engraçada (triste) de tudo é uma amiga virar para outra e mandar: “e você para de ler o blog da Alice e se identificar, achando que tá tudo bem, que ela não sabe de nada!”. Então, gente não esperta que vem aqui e SUPER-SE-IDENTIFICA… FOGE! Ainda dá tempo. Dá tempo de não preferir platônico ao real, porque o real é TÃO decepcionante, dá tempo de ter coragem de fazer as coisas, ao invés de ficar com medo e se contendo, dá tempo de dizer mais sim do que não, aproveitando mais, errando mais.  Dá tempo, cara. Fecha a janelinha e blog on em outro lugar.

Ou senão, fica aqui. Quem sabe eu aprendo e te conto? Mel, a amiga que xingou a outra amiga, está convicta que será capaz de me ensinar a sair da minha zona de conforto e simplesmente DO IT.

Será esse o desafio para 2012?

 

Instead of singing this stupid song

Sou ruim com datas. Uma vez eu tinha uma reunião e fui no dia errado, só fui reparar quando tava lá esperando e ninguém chegava. Dessa vez, convidei galere para ir no teatro e passei o dia errado da semana, sorte minha que minhas amigas são legais e vão mesmo assim.

A questão é que entre o erro primeiro e a falha segunda, eu fiz a auto-promessa de prestar muita atenção em datas. É tipo receber um convite e olhar direitinho no calendário que dia caí. I-M-A-G-I-N-A se eu falhei? Se eu faço isso com uma coisa BÁSICA feito checar datas, pensa no resto… pensa.

São tempos de auto-sabotagem. Mas eu preciso parar com isso NOW.

ps: me disseram que pôr inglês no meio das frases deixa tudo sem ~credibilidade~. De boa? I’ll keep doing it. Over, and over, and over again. Me deixa ser pedante em paz. Bjos.