You’re the funny little frog in my throat

Provavelmente se você me perguntar quanto a minha banda favorita, hoje, eu diria que é Belle & Sebastian. Por muito tempo foi Coldplay, por importância histórica e refletido no número de shows assistidos. Mas seria quase hipócrita não lembrar de Los Hermanos. Los Hermanos, que eu detestava porque era a banda da minha irmã aos 12 anos de idade mas que de repente dei por mim e escutava sem parar. Porque, cara, eu amei Los Hermanos. Peraí, eu usei o verbo passado? Porque ele não cabe. Los Hermanos é presente. Todo dia minha vida tem Los Hermanos, pode acreditar.

Sabe essa gente que fez bons amigos na internerd? Então, sou eu. Se fizer uma lista das pessoas que considero como “amigos, de verdade”, metade dela veio da internet… e pior de tudo, do orkut! E praticamente todos esses são heranças hermanisticas. É gente que eu falo todo dia, que sabe tudo de mim, que eu vejo sempre, que impacta minha vida e muda meu dia, meus pensamentos. São carnavais infinitos, viagens incontáveis e saudades constantes. Por causa do Los Hermanos, meu coração tem partes em muitos cantos desse Brasil (mas nem tantos assim, tá achando que meu amor é bagunça?). Tem o amorzão da vida real, que foi quem me levou pra esse caminho, em Porto Alegre. Tem minha dupla, que mais diferente que eu impossível, no Espírito Santo. Tenho quatro amores no Rio de Janeiro, cada uma me completando de uma maneira diferente, mais maluca. Tenho minha caipira favorita em Uberaba, sem falar na minha louca de estimação no interior de São Paulo e de uma bonequinha de porcelana, quase, em São Paulo. Se isso não é presente, não tá no dicionário o significado.

Tenho todos os discos, conheço todas as músicas, já soube de cor todas as letras. TUDO. E os shows? Vários. Incluindo um na Argentina (porque quando o amor sério, ele te segue em outro país) e um no Rio (porque eu tinha que me despedir, mesmo uma semana antes de me mudar pros EUA). Mas daí veio o hiato. E o vazio. E o afastamento. Não fui ver LH no Radiohead. Não fui ver LH no SWU. Vi Camelo, quatro vezes. E fiquei com raiva de mim por não ter visto o Amarante por preguiça de ir aliiii comprar um ingresso.

Mas daí Camelo começou a namorar Mallu. Mallu não, porra. E começou a falar estranho, embora as músicas dele, que dão sono, continuam sendo lindas, e embalem meus sonhos. Mas era questão decidida, odiar tchubaruba era necessário. Vocês já viram a entrevista dela no Jô? Cara, pedofilia. Além de retardo, não do tipo ~brinks~ de interned, mas de sério atraso cerebral.

Só que talvez ele tenha influenciado ela, talvez tenha sentado e escrito as letras, sei lá o que. Mas eu tô amando, gente. Amando esse disco novo. Sabe a raiva que eu sinto de amar algo que Mallu Magalhães canta? Só que eu te afirmo, como não? COMO-SER-EU-E-NÃO-SE-IDENTIFICAR?


Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

E eu me pergunto o que é que eu sou.
Vai ver eu não sou mesmo nada
E eu me pergunto o que é que eu fiz
Vai ver eu não fiz mesmo nada,
Eu penso tanto em desistir
Mas afinal, não ganhei nada.

Sambinha bom
É esse que te traz de volta
Que é só cantar
Que logo você quer voltar.



Talvez eu seja pequena,
Lhe cause tanto problema
Que já não lhe cabe me cuidar,
Talvez eu deva ser forte,
Pedir ao mar
Por mais sorte
E aprender a navegar.

Ah, e o LH anunciou que vai fazer uns shows ano que vem. Pode ser por dinheiro, mas eu vou por puro amor. Puro, real, constante e tendente ao eterno.

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