If someones got a heart of glass

Se tinha árabe, também sobrava indiano. Eram dois. Um de 34 anos, que já fez de tudo na vida, coordena uma organização linda que revoluciona o sistema de educação na Índia. Super místico, Manmohan foi fonte de inspiração e tranqüilidade constantes, saiu da extrema pobreza pra alcançar o mais lindo dos panoramas. O extremo era uma menininha de 18 anos, mimada, chata pra comer, magrela e de voz estridente, fala rápida e aquele inglês incompreensível de Bollywood, mas no fundo Tasmeen é uma menina cheia de futuro, só tem que crescer muito.

Citada no post de antes, tem a Janina (I-a-n-i-n-a), filha de judeus russos, nascida em Israel, da extrema esquerda do país (contra parte da política externa de Israel em dezenas de aspecto), mas nem por isso menos influenciada pelo meio em que vinha. Falava mal de palestinos sem fazer esforço e querendo ser compreensiva, mas sendo completamente insensível. A Farrah teve que contar até dez uma boa dezena de vezes, embora elas tenham muitas vezes migrado para a questão árabe-palestina. Eu briguei, no segundo ou terceiro dia, com a Janina, devido ao fato dela ofender o grupo ao discordar da execução de um exercício. E a briga fez com que eu gostasse dela, porque ela me escutou, pediu desculpas e se explicou. Ali era muita gente forte, muita gente com posições firmes, achar um equilíbrio é algo enorme. A Janina é muito mais do que judia israelense. Ela é fascinada pela questão de gênero, acredita no poder da liderança feminina e é genial nesse campo. E no final ela me disse que eu era inspiradora, forte e inteligente. Depois vou explicar aqui minha nova teoria de espelhos, porque a Janina é exatamente o que ela descreveu de mim.

De uma pragmática de carteirinha para um místico assumido, tem o Martín, um diplomata argentino que faz mapa astral e conhece signos e ascendentes como se fosse a Susan Miller (quando eu leio de um site, é ok. Quando a pessoa sabe tudo porque sabe tudo disso, fico com um pouco de medo… ainda mais sendo homem). Martín, quando não discute política externa Argentina e a ONU, medita. Eu fiquei bem empolgada com um argentino pra eu praticar meu espanhol nem mais tão portenho assim, e por algum motivo random Martín resolveu gostar muito de mim. A questão é que os olhos do Martín me assustam, talvez por olharem tanto pra dentro, são de um verde absurdamente claro, e me geram um desconforto. Isso fora o fato de eu não me sentir nem um pouco atraída por ele, e ele dançar de uma maneira peculiar. Martín me chamava de bonita umas 3 vezes por dia, mas o nível de elaboração do dar em cima nunca saiu muito daí. Martín é um diplomata místico tímido, mas na última vez que falou comigo falou uma porção de coisas e eu não escutei nada, porque eu só pensava em sair daí. Na última vez mesmo, eu levei o Martín a dar em cima de mim, provocando, só pra provar meu ponto de ser uma cretina manipuladora de quando em quando. Martín terminou me perguntando se eu me casaria com um argentino, e eu disse que não. No fim das contas, com o Martín eu só aprendi e pensei em mim.

Dia 3 de depressão pós imersão

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