Vem, vamos além!

No programa tinha bem mais mulher que homem, é inegável isso. Mas os que tinham eram de qualidade. Grupo seleto de meninos, todos tendendo a uma grandeza de caráter que se fosse repetida por ai, quiçá tava salvo o mundo. Os brasileiros eram todos diferentes, mas todos incríveis.

O primeiro deles foi um baiano lindo, porte de modelo, modelo, e nem por isso, tão de jeito de modelo assim. O Yuri, apesar de ser um cara novinho, com toda imaturidade que 22 anos de idade garantem, tem umas idéias lindas de transformar a sociedade. E mais que isso, ele tem um plano de ação, com nome sobrenome e objetivo traçado. Ele se meteu em um romance com uma espanhola, o que o colocou no alvo de qualquer roda de fofoca formada por duas ou mais mulheres. Mas no fim, ganhei um amigão que, formado em psicologia, me deu uns putas insigths para que eu saísse da minha zona de conforto e me desafiasse. Ele fez uma das frases que eu escutei e mais ecoou na minha cabeça fazer sentido, mesmo que cinco anos depois “eu nunca imaginei que alguém tão imaturo me ensinaria tanto”.

O Ítalo foi ódio a primeira vista. Mas depois foi paixão à primeira fala. Vi todos os defeitos do mundo nele, logo de cara, pelo facebook. Discuti meu ódio com a minha família no natal, que sabidamente me mandarameu bloquear os feeds dele pra não gerar um ressentimento que atrapalhasse minha relação com o garoto que nasceu em 1992, Isso. 1992, quando eu já era alfabetizada e multiplicava. Acontece que o desafio dele era parar de ser tudo aquilo que me irritava. E que eu fui intrometida e fui dar umas dicas. E que ele curtiu. E que ai, numa atividade em que a gente escrevia uma faixa desejando ou reconhecendo qualidades uns aos outros, ele me escreveu um “raridade”. MERMÃO. Q LINDO. Sem falar da vida desse garoto, que inspiração. De origem pobre, dos confins do Ceará, foi crescendo e desenvolvendo uma liderança que o levou a fundar uma ONG contra a exploração e violência sexual e à ganhar uma bolsa integral pra uma universidade norte-americana. Isso tudo tendo nascido em 1992.

Pra não dizer que afinidade conta tanto, eis aqui alguém com quem não me alcançou em nenhum sentido, mas nem por isso menos incrível. Novíssimo, empreendedor social, comunicativo e com o dom de conquistar a atenção e dar conta dela, o Luciano tem uma porção de sonhos e um coração enorme. Mas porra, precisa aprender a ficar em silêncio.
Daí também tinha o Paulinho, que é uma delícia, lindo, lindo, lindo. E trabalha num dos programas mais lindos que eu conheço. Com uma risada deliciosamente pateta e um sotaque mineiro mais mineiro que o meu, sem o sê-lo, expira simplicidade e inspira confiança. Puta exemplo, oi.

E o último dos garotos é o Giovanni, que eu já conhecia, mas que dessa vez me deu acesso completo à compaixão real e intrínseca que uma pessoa pode ter. Também de origem simples e cabeça no vento, faz USP, trabalha, luta e é. Um dos melhores abraços e olhares compreensivos que eu já recebi.

E como eu abracei, beijei e fiz carinhos nesses meninos. Eu, heim. Esse programa me fez uma manteiga derretida, do tipo que chora em despedidas, coisa que nunca fiz, nem ao ir embora de tantos lugares quanto já fui.

Dia 4 da dpi…

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