But lend me your heart

Talvez as pessoas sejam como são porque quando ela era pequena, todo mundo fazia tudo sempre do jeito dela e ela cresceu assim. Ou porque quando ele foi fazer faculdade, o pai que tinha pago particular para as três irmãs avisou que o dinheiro acabou e que ele ia ter que fazer tudo sozinho, e desde então ele tenha se tornado um overachiever. Mas a gente nunca sabe. A gente nunca liga. Porque a gente vive a vida com o nosso peso e medida e saí ai, aplicando ele pra tudo, como se todo mundo tivesse nascido com tudo e seu único esforço tivesse sido escolher o caminho que ia ser único. Como se todo mundo tivesse morado fora e tivesse tido que lidar com tanta gente diferente e que elas não iam fazer as coisas na sua maneira. No fim você tem que aprender que os outros não são como você.

Eu tento aprender isso todo dia, à duras penas. Tenta você também.

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I’ve broken myself so many times,I stop keeping track.

Depois que eu dirigi chorando por ai após conversar com a minha irmã, constatei que eu preciso voltar pra psicóloga. Logo eu, tão orgulhosa de ter feito terapia e levado alta, e não de simplesmente ter abandonado o tratamento.

Mas ai é aquele sofrimento de lidar com o fracasso. De ir lá e reconhecer, menos de um ano depois, que eu não sou a última bala chita do pacote e… :~~~

Status atual: trabalhando com o orgulho.

But lend me your patience

Pode isso, Arnaldo? A tpm vir no meio da cartela de pílula e você não ter nenhuma razão hormonal para justificar ter chorado enquanto dirigia na sexta, a ponto de parar o carro para poder ser histérica sem causar acidentes? Ter dormido o sábado inteiro e depois, no sábado a noite, ter conseguido dormir ainda mais?! E hoje ter ficado com muita, muita, muita raiva de uma coisa mega besta, e ter ficado bufando eternamente. E a vontade de dizer poucas e boas para todos, sem medir consequências? E esse calor?! Menopausa precoce, só pode.

aí não há mais o que fazer

sempre edito meus textos nesse blog depois de lê-los, já postados, alguns minutos depois.

daí lembro que tem gente que recebe os posts por email e sempre vem um pânico pelos erros de português escapados, frases ininteligíveis que surgiram pela emoção e até mesmo – ai – arrependi e deletei 4 segundos depois e mesmo assim chegou na caixa de entrada das pessoas.

daí sempre lembro que tenho que aprender a editar antes de postar.
maldita vida com reader.

O grande mal que você fez foi a si mesmo.

O egocentrismo leva à total falta de proporção das coisas. Dia desses participei – como ouvinte – de um monólogo de uma amiga ofendida por ninguém ter respondido um email ou tê-la visto durante o feriado que resolveu tirar satisfações, embora não tenha exercício a escuta das causas. eu, posteriormente, por email,tentando minimizar tudo, citei o fato que na minha despedida para os EUA, quando eu passei dois anos fora, ela não foi. Muito mais grave e sem ataques histéricos da minha parte.

Ela me responde que não era tão minha amiga na época. Logo, não fazia questão.

Sendo eu a mesma pessoa que era em 2007, afinal de contas, não é o aumento da amizade que diminui o fato dela, na época, não me considerar tanto, mas ser minha amiga, ao menos em algum grau, e ter me dado um bolo. Aí vem a pessoa assume ter magoado alguém, não demonstra qualquer remorso e abraça a posição atual de chilique. Sem pensar no transtorno causado ao outro.

Sabe, o problema da gente com os outros sempre tão com a gente, jamais com os outros. Porque talvez seja por se importar tão pouco com os outros que os outros estejam se importando tão pouco com você.

(sim, fiquei ofendida pela Alice de 2007)