Sempre pedem um tipo de recomeço.

Vamos supor que de sábado pra domingo você não tenha dormido porque estava com dor. E doía da forma mais intensa que já doeu. E que finalmente você tenha dormido, de exaustão, e entre tylenol e bolsa de gelo você tenha se convencido, às quatro da tarde, de que não era enxaqueca (e que no final de contas você nem saiba como uma enxaqueca dói). Lá pelas tantas, mais ou menos durante os jogos de futebol (única coisa que me distraiu da dor, afinal, doendo ou não, eu sou eu), você tenha desconfiado de dor de ouvido, dor de dente, dor de vida e não tenha comido nada durante o dia, porque fome não havia. Só dor. Lá pelas nove da noite, com medo de não dormir de novo, e já chorando porque se nunca tinha doído como naquela madrugada, a dor tinha atingido o seu novo ápice nesse momento, você fosse no hospital.

E lá o médico tivesse te dito que deveria estar doendo pra cacete mesmo porque aquilo deveria ser uma das dores mais inesquecíveis que um ser humano pode sentir, inesquecível sendo horrível e aguda e que você vai sempre se lembrar exatamente como foi (ou seja, inesquecível, duh). E te dão uns remedinhos na veia, desses que de repente cessam todos os problemas do mundo. E você dorme e acorda em paz.

E daí, na manhã seguinte, é como se nada daquilo tivesse existido, a dor é só uma memória impressa em caixa alta. Mas dá aquela impressão de que tudo passa.

Ai sim você saca que tá fazendo tudo muito errado e que sua vida precisa de uma reavaliazaçãozinha porque o médico que te contou que a causa de tudo foi… nervosa.

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