Can’t we find something else to pretend?

Fui na cozinha do trabalho novo e não sabia onde pegar água. Pra não parecer que era viagem perdida, peguei um pouco de café. Isso foi ontem. Se você está se questionando porque eu não perguntei para as pessoas onde pegar a água, entenda que isso não era opção. A cozinha tava lotada de jovens aprendizes e adolescentes em conjunto me deixam com medo.

Bebi o café e nem doeu. Eu que não sou pessoa que bebe café, compreenda-me bem. Não bebo porque não gosto, porque não sinto vontade e porque sou daquela parte da geração que não bebe café, não fuma e nem fode (bo-ring). E que se toma café, ele é a parte menor da porção (proporção do meu café com leite: 7/8 de leite). Mas daí ontem considerei, talvez, beber café. Ia virar essas pessoas que durante o trabalho fica parando pra tomar um cafézinho e bater aquele papinho. E que na pós toma café no intervalo. Café sendo ação social, assim como o cigarro. Quem nunca fez amigos no fumódromo? Eu não.

Mas ai hoje olhei pros lados, vi com quem eu trabalhava, quem eu era e a minha vontade de me envolver e decidi que não. Não ia ter café. Não é dia de café. Não é vida de café.

É trocar café por qualquer outra coisa e entender porque quase sempre eu decido pelo não.

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