as flores que eu tenho plantado

mamãe virou pra mim, depois de breve descrição de como meu dia tinha sido FANTASTIC e me perguntou se isso não era serviço de assistente social. eu tentei explicar que pra assistente sociais fazerem – sendo que nem são elas que vão fazer – tem que alguém desenhar o projeto, e é ai que eu entro.

eu não sei se a senhora minha mãe se lembra – mas o mais provável é que sim, já que ela ajudou a pagar – mas eu faço uma pós graduação em gestão de projetos. daí mandei pra ela um videozinho desses que se tornaram viral no facebook (“all play and all love”), dando a dica que sou dessa geração que “ama o que faz” e quer “transformar o mundo”.

do clichê total que sou, devo dizer que devo ser uma das poucas pessoas que tenta live the dream. tem gente que quer mudar o mundo sendo diplomata, tem gente que acha que vai fazer isso por meio do direito, tem gente que é arquiteto e quer transformar as coisas. eu só quero impactar o máximo de pessoas possível fazendo o meu melhor possível. e não quero transmitir nenhum ideal, nem inovação, nem coisa modernete (embora flerte com isso tudo). mas eu só quero me mostrar que importo. eu só sou essa pessoa que se importa.

lá na pós galere trabalha com construção civil, logística, mineração, ti, telecomunicações etc etc etc. provavelmente eles vão ficar ricos, e eu não. mas no final de cada dia eu vou ter certeza que me importei e que fiz algo de positivo, o que pretty much compensa todo o resto ruim da vida. eu acho.

eu tenho até um plano de carreira, com algo bonito lá no topo. é algo pra lutar. quero um dia, quando eu for master experiente, conseguir juntar RI com gestão de projetos sociais. Um projeto de algum órgão da ONU e ai sim, empoderar milhares de pessoas. e ser tudo aquilo que eu posso ser.

óun. essa sou eu, do inferno total para estar em lua de mel com a minha carreira em coisa de menos de um mês.
adoro essa vida nada constante. é muita aventura, brasil.

One thought on “as flores que eu tenho plantado

  1. Eu me importo tanto e sempre quis fazer muito, mas acho tão chata essa postura, tipo esse pessoal engajado sabe? me dá uma preguiça. devo ter tido algum trauma na minha formação, só isso explica. ai fui tomar posse nesse concurso que passei, e é no instituto federal, e milhares e milhares de palestra da importância do ensino técnico pras pessoas que não tiveram oportunidades, e eu concordo, mas sou tão deturpada que tenho preguicinha, até entrar em sala de aula. tem o fato de eu realmente gostar de dar aula, sabe, ensinar algo que sei, lembrar de algo da faculdade e falar pros alunos, vê-los acertarem, enfim, é muito bom, e ao entrar na sala de aula e ver adultos, e adultos motivados, apesar dos pesares (e como houve pesares pra eles, mudanças de professor, atrasos, e etc) e saber que eu posso ajudá-los, que eles me vêem como apoio, que eles acreditam em mim e que depende de mim. dá uma força, uma energia, um sentido pra tudo isso. e é uma das poucas vezes que trabalho não só pelo dinheiro, o trabalho em si me satisfaz. ai lembrei de algo que vc pôs no tumblr, algo de só trabalhar se for em algo q ame. e como é verdade… e eu falo demais! hahah desculpa! e já disse que adoro seu blog né? que conste nos autos.

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