Boa sorte nas suas escolhas

tenho posse sobre poucas coisas, mas se tem algo que considero meu, é a frase título do post. nunca tinha escutado antes do que quando foi dita tão e somente para mim. mas aconteceu que, depois de eu ouvi-la, ter entrado em um taxi com muitas amigas bêbadas e então a frase encontrou a eternidade. e desse momento em diante, ouço a frase sempre.

~~~~~~pode-se facilmente reparar que eu e meu círculo de amizades temos certa dificuldades de manter certos fatos como segredos. o que é meio triste, sinceramente.~~~~~~

assim, como uma frequência muito acima da que eu gostaria, encontro semi-conhecidos usando minha frase por ai. e quase sempre errado (seja na forma ou na própria utilização – um dom que só semi conhecidos possuem, distorcer tudo). a coisa só piora porque, num momento em que eu estava quase fora do meu corpo de tão bêbada, ter enviado (brigando!) pra uma amiga que estava com outra e pronto. mais adeptos desenfreados (mas isso faz mais de um ano, ninguém a usa mais pra me provocar). a frase é muito forte, mas ninguém parece saber que seja. desejar sorte nas escolhas de alguém como despedida diz claramente que você se retira da vida dela, ali. ou ao menos, aquele foi o sentido dado.

o contexto da frase original tinha toda uma certa agressividade latente. eu estava indo para os eua, nos altos de 2007, e em um momento muito delicado com o amigo em questão. além de todo um passado que deixava aquela relação frágil, ele não concordava como minhas novas amizades – que hoje são constantes, mas que confesso que no momento estavam exercendo níveis altíssimos de babaquice (nada como ter 21 anos). hoje ele casou, mudou pro nordeste e eu estou aqui, mas seguimos tendo carinho um pelo outro, embora a distância criada desde aquele momento, seja fixa.

tive momentos de muito boa sorte nas minhas escolhas, devo dizer. e momentos ridículos. a segunda utilização da frase – quando foi proferida por mim, e não recebida – foi um desses momento ridículos. mas a ação que me levou a tomar provavelmente hoje me causaria o mesmo tipo de ressentimento, então, bêbada e com raiva estivesse, faria de novo.

adoro repetir, para eu acreditar e pra quem mais que queira ouvir, que vivo a vida que escolhi, não a que me aconteceu. acredito estar feliz com o outcome parcial. talvez o conselho/desejo do amigo bravo tenha sido só parte de um caminho longo, que passou pela lapa naquele beco sujo, mas que ficou como ponto divisório.

afinal, desde então, só estou aqui tentando ter um pouco de boa sorte nas minhas escolhas.

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