You can get addicted to a certain kind of…

“E as novidades”, questiona a típica pergunta de tia. E para a reforçar a crueldade do mundo, me vem mentalmente o complemento de mesma origem familiar: “e os namorados?”.

Novidade até tem muita. É o emprego novo, os projetos envolvidos, a motivação encontrada, a possibilidade de crescer a aprender. É a matéria que eu vou fazer na pós, o tanto que é bom eu não ter aula nesse primeiro mês de trabalho. É o fato de eu precisar voltar emagrecer, porque tem baile da minha irmã no fim do ano. E de eu sentir falta do kickboxing, mas ter muita preguiça. É o R49 no Galo, os dribles do Bernard e meu amor pelo Atlético – que de novo não tem nada, mas sempre é renovado (sou dessas). É meu artigo que foi aprovado no congresso e eu que mandei o mesmo pra outro em POA, porque vai que cola e eu vou passear no Sul? É a visita, de repente constantes, de gente que eu sou puro amor. É minha pouca vontade de sair de casa e muita vontade de dormir – embora não tenha nada de emocionante em nada disso. É o trabalho voluntário 1 e o trabalho voluntário 2. São os planos. São as coisas que eu quero comprar. São as coisas que eu quero ser.
É muita novidade.

Mas minha mente funciona no modo criado pelos erros de comédias românticas, com formação com muita ênfase em Jane Austen e obviamente, dotada da capacidade babaca de mulherzinha que prefere falar de homem a qualquer outra coisa – talvez menos do que eu goste de falar de futebol (de novo, sou dessas). E daí eu respondo – e não só respondo, como acredito e fico muito focada nesse fato – que não tem novidade nenhuma. Não tem cara nenhum, novidade nenhuma, crush nenhuma, paquera nenhuma, vontade de sair de casa nenhuma e provavelmente eu devo ser, agora, o ser mais assexuado, unsexy, menos romanticamente realizado e mais enfadonho… do planeta.

Mas tudo bem. Não tem nada errado na perspectiva de ser realizada em vários campos da sua vida e chegar em casa e ter vários gatos de estimação – do tipo felinos, 4 patas, fofinhos e que miam – te esperando pra te fazer companhia numa vida solitária e vazia. Não tem nada errado nisso.

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