Tum tum tum*

O que? Você também não é uma maníaca psycho stalker?

Porque eu sou. E isso me vem muito naturalmente. Eu coloco nomes no Google com a mesma facilidade em que um belo dia acordo e decido saber mais sobre a Era Vinking. Eu pesquiso as coisas. E sou boa disso. Então provavelmente sei tanto sobre por onde a pessoa X já passou na vida quanto o fim da Era Vinking marcou o início da Idade Média.

Para mim, no caso, não tem nada demais. A vida te dá uma ferramenta e eu to aqui usando ela. Se tá na internet, é público. Bem como meu blog é público e eu não posso ficar ofendida por ninguém vir aqui e pensar que eu sou uma stalker louca. Porque né. Tá escrito aqui que sou.

Tem gente que eu nunca pesquisei, assim como eu muito provavelmente não vou gastar tempo algum procurando sobre certas coisas. Mas minhas pesquisas incluem desde a família real grega (muito complicada), porque tantos motociclistas usam capacete rosa (muito interessante) e qual a história real do filme “Jamaica abaixo de zero” (ótimo assunto de bar). Tendo tanta curiosidade sobre o mundo e sabendo da ferramenta que a internet é, porque é que eu não iria pesquisar o background de um professor da pós?

Mas foi nessas que um dia uma pessoa desconhecida me adicionou. E tinha em comum comigo o colégio no qual eu fiz o ensino médio e 3 mulheres em comum. Depois 3. E depois 4. E elas não eram todas do colégio. Daí, sendo eu, eu, pus o nome do indivíduo no Google. E nada. NADA. RIEN, NOTHING, NADÍSSIMAMEMNTE NADA. Quem não existe no Google, definitivamente não existe. Escrevi o sobrenome diferente, refinei a pesquisa, associei a onde ele dizia que trabalhava, onde dizia que estudava. Continuei a ter resposta alguma dessa internerd confirmando a existêcia da pessoa. E o cara tinha feito o facebook no dia que me adicionou, para acrescentar. E com amigos ocultos. Mandei uma mensagem para as, agora, 5 pessoas em comum perguntando de onde elas o conheciam. Tudo sendo bem tranqüila “me adicionou e não lembro quem é, de onde você conhece?”.

E ai eu, com meu jeitinho combatente de ser, mandei a seguinte mensagem: “ mas porque fazer um fake?”.

A resposta foi muitíssimo agressiva, do estilo que se for um cara real – o que provavelmente não é – é um babaca. E se for fake, olha, a acusação doeu. A resposta me chamou de feia pra baixo e de quebra me bloqueou no facebook. E eu, sendo retardada, fiquei ressentídissima. Tendo eu a auto estima de ouro que tenho – mas só que não – peguei as ofensas para mim e tive certeza que sou tão horrorenda quanto ao mostro do Lago Ness – cuja história também pesquisei.
E fiquei naquele self martírio no qual confirmei a certeza de que serei infeliz para sempre e ninguém em ama, ninguém me quer.

Mas daí começaram a vir as respostas das amigas em comum. Nenhuma delas, até agora, o conhece, mas adicionaram porque talvez conhecessem. E ai isso, mais uma amiga linda que me provou por a+b que se o cara fosse de fato real e tenha saído adicionando fucking 6 desconhecidas, bom, só pode ser um belo dum idiota. E no final, que me importa o que um completo desconhecido acha de mim já que eu tenho certeza que ele é um idiota medindo toda e qualquer interação que tivemos?

E ai tudo fica bem, de novo, o reino da internet.

Talvez eu deva confiar mais nos meus instintos stalkers e menos nos instintos confrotadores. E sim, todo esse drama abaixo foi causado pelo abalo na auto-estima causada por um troll. É de se pensar que eu simplesmente mereça essas coisas todas para deixar logo de ser retardada e parar me importar com o que não deveria.

*som da minha cabeça batendo na parede quando eu constato que PORRA, LARGA DE SER RETARDADA, ALICE.

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