Essa coisa esquisita de ficar em cima do muro

Uma vez uma amiga me disse assim “você vai reclamar de algo que te faz tão bem?”. Provavelmente já usei essa citação por aqui, porque vira e volta ela ecoa na minha vida. Volta e meia eu me pergunto a mesma coisa. A gente deve questionar as coisas que nos fazem bem?

Na época em questão, eu era mega hiper ultra apaixonada por uma pessoa e finalmente tava conseguindo me afastar um pouquinho daquele que tanto me fazia sofrer. Mas daí veio, de novo, essa pessoa, naquele dom filho da puta dos caras que nunca te deixam sair deles, e voltou com tudo. Me ligava todo dia, tava sempre lá, constante. Ia eu reclamar, negar, evitar, de algo que, naquele momento, era tudo que eu mais queria? Não ia. Deixei vir com tudo. Parei de resistir. Desarmei a defesa. Como tudo que acontece quando você está apaixonada, você pega aquilo ali, toma como amor e supera as dores todas. O amor é das coisas mais inconseqüentes do mundo todo. Não há racionalidade que alcance.

Mas hoje eu diria não. Nem é por saber que meses depois meu coração – pobre coração –ia ser maltratadíssimo, várias lágrimas e dias de sofrimento que não tinha presença no passado que faria tanto coração partido valer a pena. É porque eu virei extremamente analítica. Eu simplesmente teria preguiça de passar por toda essa sensação de estar completamente entregue a alguém sem ter certeza de coisa alguma.

Essa mudança de modo de ser me deixou bem sem graça. Não vejo mais amor onde não tem. Não vejo nem mais o amor onde pode ter. A grande verdade é que tenho preguiça. Preguiça de me esforçar.  E tenho, também, temor de passar por todo desgaste emocional de novo.  Esses posts abaixo todos sobre garotos foram tentativas de disfarçar o muito monotemática sou e o blog só reflete a chatice das coisas. Sim, penso, como e durmo minha vida profissional.  Só compete com isso o Atlético, que assim como o faz no Brasileiro, lidera meu coração. No meu twitter e facebook eu fico evitando postar tanto sobre o Galo para disfarçar que passa algo a mais na minha cabeça. E aqui evitei falar, mais, do meu trabalho.

O grande lance é: tô aqui fingindo ser a idiota que eu já fui. Sinto falta dela. VOLTA, ALICE.

Não são mais tempos de sonhadores.

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