No breakfast, no kindness, no game.

Uma vez, ainda esse ano, um cara me disse que “não tento algo mais porque a gente brigaria o tempo todo”.  Era meu jeito “independente” e “rebelde” que estavam afastando qualquer possibilidade de futuro entre nós. Primeiro fiquei um pouco triste, e depois, assustada, porque eu, aparentemente, assusto as pessoas com meu jeito “brigão” de ser. Pensei e repensei aquilo e até considerei um amansamento. Mas aquilo eventualmente saiu da minha cabeça.

Ai passaram meses. E eis que estava o rapaz ali, na minha frente, de novo. Claramente esperando toda animosidade que existia antes entre nós. Aquela tensão toda. Esperava meu jeito espevitado e as respostas rápidas, os mesmos quem tinham o afastado. Mas não estavam lá. Não é que nesses três meses eu tenha tido uma mudança súbita de personalidade. Mas é que não valia mais a pena o esforço. A tensão na verdade significava que os dois importavam, e o grande detalhe é que ele sentiu falta. E não uma falta positiva, do estilo “ai que alívio, você é tão doce”. Mas viu naquilo todo meu desinteresse. Desinteresse novo. E quando me perguntou o que era, e eu disse que passou.

Numa DR maluca, que durou pouquíssimos minutos, entre pessoas que nem sequer relacionamento tem, ele me disse que eu desisti muito rápido. E eu respondi que talvez tenha sido, mas que ele nem tinha tentado.

E ai fica mais um ponto final de algo que jamais nem foi.

As pessoas que viam a gente antes acreditavam em um futuro. As pessoas que viram a gente agora, não viram coisa nenhuma. É mesmo o presente que contém as respostas.

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Y vamos por todo

Tem vezes que eu sou um menino. Desses que assiste MMA discutindo a qualidade da guarda dos lutadores, a altura dos chutes e tentando adivinhar em qual modalidade de luta o cara é melhor. Mais comum que isso é eu entrar em filas gigantescas pra comprar ingresso pra jogo, no meio de torcida organizada e discutindo com sei lá quem a melhor formação pro meio campo atleticano. Daí vou pro jogo, canto todas as músicas, entendo a formação tática do time e xingo o juiz com nomes impronunciáveis em outros lugares.  Sou dessas pessoas que pagam pay per view, mas vão em quase todos os jogos em BH. E que assiste jogos de outros times quando não ta fazendo nada, incluindo partidas pela série C. Que tem no armário mais de 10 camisas do time. E sabe exatamente de qual temporada foi cada uma dos “mantos”.

Quem vê nem pensa que tenho um blog cor de rosa cheio de loserices na vida.

Is your heartbeat racing?

“Não sei se você acredita nessas coisas, mas eu sou de aquário”.

A resposta que dei à frase acima foi um feliz “eu também”, mais do sentido de ser do mesmo signo do que de acreditar em todo papo do horóscopo regendo aquela segunda-feira. Não faz muito sentido justificar a “inovação” no que eu apresentei devido ao signo que eu nasci. É inovador porque eu decidi fazer algo diferente. É inovador porque eu peguei o que não existia na área e traduzi com os “termos” corretos. É isso. Não que eu não leia, no início do mês, dois horóscopos imensos. A questão é que, a não ser que lá esteja escrito, ipsi literis, que o amor da minha vida vai aparecer dia tal, na rua tal, com uma placa procurado por mim, não vou seguir muito o escrito.

Quanto ao Congresso, é inegável que tem uma graça incrível gente vindo falar que meu trabalho técnico, meu artigo escrito com, sinceramente, tão pouco esforço, foi a palestra que valeu a pena no dia. Foi a que fez diferença. Ai fica o sorriso de orelha à orelhas. E as pessoas, TÃAAO GENTIS, falando que eu fui ótima, quando na verdade eu tava ali, tremendo e falando com uma voz filhadaputamente aguda.

Minha primeira fala “em público” foi pra um grupo de mais de 100 pessoas, provavelmente quase todas mais qualificadas que eu, em um hotel chique em um congresso conceituado. Eu podia ter apresentado artigos na universidade, mas não o fiz. Agora me pus nessa situação ai, exposta. Se eu fosse falar pra quem soubesse menos do que eu, quem sabe eu nem tremeria. Mas era aquela gente ali, toda muito boa de serviço. E vieram elogios. VIERAM ELOGIOS.  E ninguém saiu da sala. Isso sim foi incrível. E é tão surreal chegar no dia e no horário exato daquilo que foi plano tantos meses.

Tô me sentindo muito das orgulhosas, toda boba deixando bilhetinho pra mãe à noite no encarte das palestras com um post it apontando pra minha foto e eu dizendo “foi ótimo”.

Foi ótimo. E prometo, primeira de muitas.

 

 

(esse blog é o retrato de uma bipolaridade nunca diagnosticada)

Pois há um lugar em que o sol brilha pra você

“A Alice agora acredita em milagres”, comenta a amiga com o amigo depois que eu acabo de contar um caso.

Mas como não acreditar quando aparecem essas coisas incríveis, no meio do nada, no meio do péssimo e te resgatam inteiramente de uma onda terrível e infindável de pessimismo e tristeza?

Quando ao invés de pensamentos ruins, você sorri sozinha porque, olha, coisas boas acontecem.

Muita coisa depende de muito esforço. E talvez até mesmo os pequenos milagres ocorram por esforços que você fez ao longo do tempo e que resolveram ser recompensadas ali, no momento MAIS difícil, resolvendo tudo?

Ai depois eu tô lá bonita e esperançosa comentando com outra amiga e ela me vem com:

“Ai, amiga, pfff! isso só acontece uma vez por ano em cada roda de amigas”.

Oba, chegou meu ano!

Saiam daqui, seus ladrões de tatuagem!

Ano passado decidi fazer duas tatuagens, ambas simbolizando coisas importantes. Uma simbolizando liberdade e também minha família, tendo 3 passarinhos, minha mãe, irmã e eu. E a outra pra quando eu conseguisse um emprego. Ia ser uma coruja.

E eu me achava muito linda ~~~só com tatuagem que voa~~~~.

Mas ai eu fui levar o primeiro desenho e o tatuador foi tãaao antipático. O que ele queria dizer é que o desenho era muito detalhado para ser tão pequeno, mas foi de uma maneira tão agressiva que eu posterguei a tatuagem. E fiz isso para sempre, talvez.

Se fiz isso pra primeira, imagina só para a que era pro futuro mesmo. Veio emprego e troca de emprego… e nada de corujinha na perna. Mas daí outro dia voltou a fazer calor, eu pus saia, olhei pras borboletas em um lado e senti falta da coruja que nunca chegou.

Tinha um post aqui, que agora está privado, com o desenho das duas tatuagens. Tranquei porque, por dia, vinham uns 30 visitantes novos que chegavam pelo google imagens. E tanta visita nesse post ia me irritando, imagina se alguém tatuou meus passarinhos, minha corujinha?!

Mas enfim, isso aqui foi só pra dizer que vou juntar dinheiro pra tatuar uma coruja. E não vai ser mais aquela porque tanta visita no blog me fez pegar birra. Aceito sugestões bonitas.

If you gotta grow up sometime, you’ve to do it on your own

Semana que vem eu vou apresentar um trabalho em um congresso. Parece sem graça e normal, mas é kind of big deal, se você pensar bem.

Isso porque em janeiro, naquele programa que eu já me referi um quadrizilhão de vezes, a gente fez um plano de ação para alguma área da nossa vida e eu, lá, foquei nesse assunto específico sobre o qual vou apresentar o trabalho.

Em janeiro eu disse que iria formar grupos de estudos e escrever artigos e inscrevê-los em congressos e a partir daí, me aprofundar até um dia, lindamente, me tornar uma especialista. A parte longa é só a que não tá planejada, porque escrevi o artigo, sem nem tanto sofrimento e ele foi aceito em dois congressos –  exatamente os dois no quais o inscrevi. E só vou apresentar em um porquê o trabalho não me permitiu ir para POA mostrar pros gauchos que sabidona eu sou.

São essas coisas assim, práticas, que me dão uma sensação boa do tanto que eu consigo concretizar planos. De plano pra sonho, vai num pulo. E eu convido ao querido leitor ~meaning, eu mesma no fututo~ a comparar isso com coisa do início do ano passado, ai, no arquivo desse blog ~oversharing~, pra dizer junto comigo: TÁ + Q D+.

Na minha agenda tem na capa (véi, sou muito baranga, fico fazendo capa até hoje pra agenda) a frasezinha bonitinha e chichêzinha (que sejamos sinceros, já aceitei pra vida o clichê) “she turned her can’ts into cans and her dreams into plans”.

E tanta positividade vem só de VEM N´MIM AMANHÃ!

If you see the real me

É muito simples, não demanda nenhum aprofundamento de pesquisa ou fontes mais fidedignas. Entro no wikepedia (ah, consegui negociar a liberação da internet – sem redes sociais, snif) e procuro “geração y”. Eis a definição:

“A Geração Y se refere, aos nascidos entre  1980 e 1990.Essa geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Os pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores, encheram-nos de presentes, atenções e atividades, fomentando a autoestima de seus filhos. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo. É comum que os jovens dessa geração troquem de emprego com frequência em busca de oportunidades que ofereçam mais desafios e crescimento profissional. Uma de suas características atuais é a utilização de aparelhos de alta tecnologia, como telefones celulares de última geração, os chamados smartphones (telefones inteligentes), para muitas outras finalidades além de apenas fazer e receber ligações como é característico das gerações anteriores. Preocupados com o meio ambiente e as causas sociais, têm um ponto de vista diferente das gerações anteriores, que viveram épocas de guerras e desemprego”.

Então. Meu nome é Alice, mas pode me chamar de clichê geracional.

Gente, querem que eu viva sem a internet

“É só hoje e amanhã, mas são hojes e amanhãs muito longos”.

Essa frase eu poria no twitter, relacionado a um assunto que nem vou falar nesse post, mas o TI da empresa trancou a porra da internet inteira, de modo que não se entra em nenhuma rede social e nem sequer no email pessoal. NEM NA PORRA DO GMAIL.

Aliás, o google ta bloqueado aqui. Absurdo maior que tem. Tô só esperado eu ter que fazer uma pesquisa pra entrar de voadora na sala dele.

Então prevejo, amigos, grandíssima produtividade neste blog. Enorme. Gigante. Dificuldade será apenas desfocar da raiva que eu sinto de quererem que eu viva sem internet.

*ao menos nem inventaram de fechar os jornais e páginas do esporte. SENÃO AI O TREM FICAVA FEIO!

de tanto não parar, a gente chegou lá

Recapitulando:

05/09 – sob argumentação de “mas quem manda sou eu”, é instituído um erro no projeto e sob a  mesma fala, calam minha boca porque  “às vezes eu tenho que ser posta no meu lugar”.

13/09 – sou transferida de área com as seguintes falas: “excessivamente qualificada para a função” e a área nova “oferece espaço para crescimento”.

19/09 – começo oficialmente na área nova.

Quem disse que a vida não muda em duas semanas, tava muito errado.

Agora é o seguinte: sem ter que falar, pensar e sofrer com o meu trabalho 24h por dia. Sem ter que ficar aflita me perguntando quanto tempo eu aguentaria,  tentando buscar motivação pra continuar, me questionando se já era hora de buscar emprego novo…

SEM ISSO, posso, finalmente, voltar a preocupar comigo.

Agora é que sou eu.

Agora é que volto a ser eu.

 

(e aquela sensaçãovitoriosa de tchrurururu EU NÃO TAVA LOUCA tchururururu EU NÃO TAVA ERRADA tchururururu NEM ERA DRAMA!)

But now I hold my head up high!

Não sei se vai ter aumento de salário ou se vão me mudar o cargo, mas eu era “super qualificada” para  a função exercida, o que, aparentemente, me fazia difícil de gerir.

Tava era é difícil de me fazer feliz, desde o início, tendo acima alguém que sabe menos do que eu.

De todas as opções que eu já pensei serem possíveis, nunca me passou pela cabeça essa de “vou te transferir pra uma área onde você tenha espaço pra crescer”.

Eu agradeço.

E me sinto como se tivesse zerado a jogo.

Agora eu posso me preocupar em ser feliz e não maneiras de sobreviver diariamente.

e à chefe mirim