Bem agora ou daqui um mês

Há uns dias atrás chegou a carta aqui. No momento que a tive em mãos, ainda que fosse muito esperada, a pus de lado e não quis abrir. Agora há pouco, indo dormir com planos de chorar até a exaustão, vi o envelope e percebi que guardei pra quando precisasse.

Sou um clichê absoluto, mas aceito isso completamente.  Clichê de uma geração, clichê familiar, clichê de uma Alice. E é de uma Alice excessivamente empolgada para uma Alice com pena de si mesma, trechos de “ó, como eu sempre fui sábia”:

Equilíbrio. Você é muitas coisas, ser muito uma não compensa ser pouco em outra. Tudo na sua vida é tão importante quanto!”

“ Ao menor sinal de desconforto, cheque. Não pare, mas olhe para dentro. Se pergunte o porquê, busque se entender. Veja se o desconforto é uma questão pessoal sua ou se é externa. No caso de um dos dois, ou ambos, tente lidar. Só ligue o ‘quitter’ em caso de panorama melhor. Não fique no vazio”.

E com essa, fica a busca pelo equilíbrio – da mais desiquilibrada e unifocal das pessoas –  e a luta contra o vazio. Só vale desistir se for pra algo melhor.

ps: outro dia, o big boss da organização me disse assim “você é do tipo que para em obstáculos ou do tipo que os transpõe?”. Era do tipo que para, mas hei de ser a que transpõe (as que se enchem de determinação à uma da manhã tendo que acordar às sete).

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