Até muito mais

Vencida pela tosse, febre e nariz inexistente, fui ao médico. Nossa, que médico bonito. Vou no espelho e olho aquela cara que não fez qualquer esforço para ser apresentável. Sem muita solução. Oh well. Volto pra sala de espera. Chega um rapaz. Tá claramente de banho tomado, cara de limpo e perfumado. Talvez eu devesse ter me arrumado antes de sair, igual a ele. Meu médico me chama. Meu. Aliança enorme na mão esquerda. Não meu. Segue lindo. Coloca um trem no meu nariz. “Nossa, quanto catarro”.

Meus dias são cheios de cenas românticas e genuínas. Só que ao contrário.

 

Daí às vezes, muito às vezes, só quando eu preciso me consolar, me conto a história do Brian no restaurante. Da vez que ele me convidou pra almoçar com um grupo grande, mas não fui porque tinha marcado com outras pessoas em outro lugar. E ele apareceu lá e pediu pra pessoa do meu lado mudar de lugar pra ele se sentar ali. E daí, quando eu perguntei “mas você não ia com as outras pessoas?”, ele disse que tinha marcado só pra me ver, e já que eu não ia, não fez sentido ir, então ele estava onde eu estava.

Fazem 4 anos isso e ainda é minha cena romântica própria favorita.

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