And I came here myself...

Concordo demais, Woody.

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por isso vou ficar só mais um pouquinho

Abri o vagas.com e escrevi minhas principais qualificações. Apareceu uma vaga certinha para o que eu sonhava. Talvez eu esteja fazendo as coisas certas.

A questão é que eu tenho um plano bem claro, na minha cabeça ao menos. Acabar a pós, juntar toda a experiência desse mundo e me tornar foda. Parece o de todo mundo, mas eu quero fazer isso enquanto faço bem para os outros.

Ontem entrando no elevador, para ir embora, me perguntaram se eu não quero mudar de área. “É o que você estuda na pós”, argumentam. Não importa o quanto eu pense a respeito, se sim ou se não, tem um tanto de “o que eu quero ir embora daqui a x tempos e mudar de área me obrigaria a ficar aqui mais tempo”, mas não vou dizer isso.

Tenho um temor muito grande de tudo que possa aparecer no meio dessas planos tão planejados.

sempre pedem um tipo de recomeço (3)

A primeira vez que eu vi o Brian, me faltou ar. Bastaram 15 minutos e pronto, já tava apaixonada. A primeira vista assim mesmo. O gringo lindinho, altão, engraçado, inteligente, de olhos verdes e sorridente falava todas as línguas que eu falava e já tinha morado nos mesmos países que eu. Não sei vocês, mas isso para mim foi sinal de alma gêmea.

Tive com eles momentos de filme, talvez porque foram vividos onde os filmes passam, ou porque tinha momentos clímax, sempre. Era tudo muito emocionante, quase sempre com desfechos frustrantes.  Mas o final de tudo compensou tudo. O melhor cara da minha vida.

Com ele tive que lidar com um preconceito trabalhado e construído por anos, que era o fato dele ser crente. Aprendi a apreciar toda a força e bondade que a fé trazia ao Brian, e, no final, o amor era tanto que até o papo de só depois do casamento dele eu achava bonito, por mais que vira e volta eu ficasse louca de frustração. Mas até a ausência do sexo tinha um lado bom: ele decididamente não queria somente me comer.

O Brian foi se tornando, assim, o melhor cara que eu já conheci na minha vida. Nenhum outro jamais foi páreo, as intenções dele sempre foram boas, os comportamentos sempre incríveis e ele sempre sincero. O MELHOR CARA. Ele se atrasou para minha despedida, mas foi porque estava construindo casa para os desabrigados depois de um desses ventos loucos que sopram pelos Estados Unidos.  Sim, ele era BOM assim.

O Brian, depois que eu voltei pro Brasil, nunca foi uma possibilidade, porque ele não acreditava em distância e nunca fez nada para manter qualquer amor meu de longe. E isso, na realidade,  é a coisa mais honesta que fez por mim – não ficou alimentando meu amor porque o ego dele precisava. O MELHOR CARA.

Quando eu olhava para trás, eu só queria, daquela realidade, o Brian. Eu imaginava essa vida alternativa na qual, caso eu tivesse ficado, teríamos ficado juntos para sempre. Depois eu fui me convencendo que nem duraria, o Brian se amarrava em fazer umas trilhas bizarras e passar uma semana acampando, coisa que eu jamais faria. E cheguei a conclusão que a ausência de sexo por alguns meses é aceitável, mas por meses demais não seria não. Mas ainda assim, o melhor cara da minha vida.

Depois o Brian mudou pra Bolívia, e o plano era ele ficar um ano lá, cuidando de órfãos e sendo o bom cristão que ele é. A MELHOR PESSOA. De tempos em tempos me mandava mensagens pedindo pra eu visitar, e no mesmo de tempos em tempos, com vontade desse amor todo que eu sentia por ele – tão puro e intenso – inventava que ia. Mas ai ele nunca fazia esforço para manter a chama acessa e passava uma semana e minha ida a Bolívia nunca aconteceu.

Ontem, tipo um presente de aniversário quando faltavam uns 30 minutos pra meia noite, o Brian veio falar comigo. Aparentemente no meio do caminho, enquanto ele estava na Bolívia, ele teve um “God´s call” e resolveu ficar lá para sempre. Pra sempre cuidando de órfãos.  Na Bolívia. Desistiu da carreira, dos sonhos, de construir uma família gringuinha, de  viver perto dos amigos e da família. E ele ali, me contando aquilo tudo e me perguntando “mas você nunca vai vir?”.

Acho até que um dia que eu tiver tempo e dinheiro, ao mesmo tempo, eu vá. Tanto pela Bolívia, que me intriga, quanto para o Brian, que é um querido. Mas pela primeira vez em muito tempo, esse papo de “God´s call”, uma espécie de chamado divino que aponta a verdadeira vocação, me faz não querer imaginar vida alternativa nenhuma junto ao Brian.

O melhor presente: o melhor cara que eu já conheci não existe. De repente todos os caras do mundo se tornaram imediatamente mais possíveis,  todos estão no páreo. Só porque o melhor cara do mundo não não existe.

Vou fazendo do meu jeito

Olha, eu sei que é bem muito difícil me amar. Eu sou mesmo dessas que vai te dizer todas as verdades sem muito medo, porque afinal de contas, não consigo guardar nada em mim. Mas eu digo porque me importo, por mais incrível que possa parecer.

Sei bem que sou das pessoas mais complicadas, dessas que as pessoas suspiram vez ou outra por falta de paciência e outras tantas me têm num cantinho especial do coração chamado “irritante”. Mas eu compenso. Eu juro que sim. Sou leal, honesta e verdadeira. Sou eu que vou ficar do seu lado nos momentos mais difíceis, que vou segurar todas as barras e comprar todas suas brigas.

Sou também divertida com umas doses de tequila e completamente absurda, se você curte um senso distorcido de realidade.

 

É por isso, Brasil, que eu peço pra me deixarem ficar aqui na casa do BBB. Porque no final das contas, eu sou das melhores pessoas que já passaram na sua vida, mesmo toda errada assim.

 

 

I’m really gonna miss me picking fights

Eu tenho todo um discurso ensaiadinho: quando é sobre gente, não tem porque o drama (mesmo com essa crença negando tudo que eu sou/faço). Quando você repara que o esforço do lado de lá não corresponde à expectativa do lado de cá, não tem porque sofrer. Que nem aquela música da Maria Rita “é uma pena, mas você não vale a pena”. Não tem porque ficar se perguntando “porquêmeudeus” ou sofrendo píncaros. Pega aquela decepção toda e aceita: no final das contas aquela pessoa é assim mesmo. Disso você mede e descobre se compensa manter aquela pessoa real, sem as suas expectativas distorcidas, na sua vida. Se compensar, só modificar a expectativa. Fácil. Simples. Quase sempre a gente achava que era uma coisa e era outra, achava que era quase namoro e era uma coisa eventual, achava que era uma grande amiga e é uma colega de saídas. E tá tudo bem. As pessoas têm direito de serem menos. É só se ajustar às pessoas. E a gente tem o direito de querer mais, assim decidindo que a pessoa real, quebrada, errada, que não dá tanto quanto a gente doa, não cabe mais na gente. Ai é só praticar um processo de desligamento, que nem sempre é fácil, nem sempre é indolor.  A dica é que é só repetir bem alto “não é o que eu quero” pra fácil convencimento de que cortar pela raiz, sem avisar e sem DR, é a melhor estratégia. Sem dramas.

Ou então você aceita. E depois decide se o “novo” outro vai ter o mesmo tanto ou menos de você. Eu quase sempre planejo por menos, mas acabo dando o mesmo tanto.

Tenho certeza que já escrevi sobre isso aqui em algum momento, mas toda vez que me vejo tendo que auto repetir o discurso ensaiadinho, parece que se eu escrever aqui, aceito melhor.

(que esteja claro que eu sou consciente que todo esse post pregando a ausência do drama é na realidade um drama sem fim)

para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho

Eu não me lembro de um só dia completamente rotineiro em 2013. Ao mesmo tempo que parece uma aventura sem fim, é um caos profundo.

Nenhum dia igual ao outro, nunca sabendo exatamente como o dia vai se desdobrar.

Nem mesmo o escritório é o de sempre, além de uma troca de endereço, ainda tendi mais a trabalhar em um outro ao invés de que no que é meu “local” de trabalho.

E outras vezes tantas me vi tendo como escritório meu telefone em mãos e meu laptop na mochila nas costas, de tão inconstantes que os dias tem sido.

 

Ai chego em casa cansada, cansadérrima. E quero mais dormir a me aventurar na vida mesmo.

Ê 2013. Bora trocar as ordens de prioridade, vez ou outra pelo menos.

mas mesmo sendo de antes, eu nunca me esqueço

Eu postei, erroneamente, ontem e hoje dois posts que estavam nos rascunhos do blog.  Um de 2010 e outro de 2011. Minha intenção era posta-los na data devida, mas por erro e distração, saiu aqui, em pleno janeiro de 2013. Impossível não imaginar que foram pros feeds das pessoas (porque de fato foram) e agora todo mundo pode estar achando que eu estou em uma enorme crise.

Enfim, não estou em crise tão enorme, são apenas posts passados que eu, no momento em que os escrevi, devo ter achado muito loser para postar e eu, de agora, acho que são apenas reais.

Quando o tempo passa a gente assume melhor a dor.

(porque eu estou lendo rascunhos do blog nos intervalos do trabalho, ai sim, são indícios de possibilidade de crise real :p)

Is there a better half of the world?

Eu tenho um problema muito especial com relação ao flerte. Se o mundo pudesse ser dividido entre pessoas que sabem dar mole e as que não sabem, eu claramente estou na segunda parte. Aceito plenamente isso desde uns 14 anos de idade. Não conquisto no olhar, e nem na conversa, basicamente por não praticá-los tão ativamente nesse sentido. Mas vou te contar que uma boa dose de vodka vence essas inibições todas ó, fácil. Mas ai vence muitas outras inibições e é melhor evitar a estratégia por motivos de ninfomania alcoólica (e o fato de não me lembrar de quase nada feito também não doura a pílula).

No Orkut (saudoso Orkut) existiam aquelas comunidades estilo “eu sou legal, não tô te dando mole”, e eu fazia parte de “eu não sou legal, eu tô te dando mole”, no sentido real e irrestrito de: se eu tô me dando ao trabalho de dar qualquer atenção pra você, é porque, olha, eu quero. Tô demonstrando de uma maneira chata, mínima, desinteressante e pouco exposta. Mas quero.  Eficiência disso: quase nula. Eu sei amigos, é patético.

Às vezes eu também caio na areia movediça de entrar em interações que reproduzem a infância, no qual eu provoco, você provoca, vai, volta… mas quanta tensão sexual! Ai no meio do caminho ele descobre que eu sou LOUCA, que quero sempre ter razão, que dou patadas inteligentérrimas e que no final das contas, assusta, porque quem mesmo quer uma louca brigona que quer sempre ter razão? Adivinha se também não funciona? Quantos não-relacionamentos eu tive em que o cara, prevendo o futuro, disse: “olha, a gente vai brigar demais, então melhor não”. MAS É MUITO… incrível ou que sou capaz de fazer, não é mesmo?

Mas somando a tudo isso, ao invés de ser dessas pessoas que não conseguem perceber que as pessoas tão dando em cima, ficam lá só achando que todo mundo é agradável, bem, eu percebo. Eu sempre sei, eu sempre percebo.  Mas eu sou aquela pessoa que sempre acha que tá imaginando (estou sempre no pior dos subgrupos no que concerne a capacidade de pegar os outros). Isso mesmo, amigos. A auto-estima da pessoa aqui é tão ridícula que se tá dando mole, só pode ser minha imaginação mesmo. Ai, na real, é a mesma coisa de não perceber, porque você fica paralisada numa não ação incrível. Auto-sabotagem no mais alto grau.

E é com isso, amigos, que minha psicóloga tem que lidar. Ela disse que tudo remete à minha adolescência sem auto-estima e quer ficar cutucando, mexendo, provocando essa adolescência toda superada e suprimida e escondida e enterrada em algum canto a minha psiqué para ver se algum dia eu acordo e falo “posso dar mole pra quem eu quiser e o fulaninho ali tá me querendo mesmo”.

A psicóloga acha que pode tudo e que eu tenho cura.

Olha, não queria ser ela. E não queria ser eu.

Where you think you’re going, baby?

Nunca gostei de gatos. Porque gostaria?

Mas um dia minha irmã resgatou uma e desde então, eis-los na minha vida. Gatos. A Pequi (a gata em questão) é lindinha, boazinha, quietinha e muito amável. Veio pequenininha e cresceu saindo de casa e voltando toda noite pra dormir (menos uma em que eu chorei 3 dias e daí ela apareceu perdida na escadaria do prédio – essa, obviamente, não sendo a sequência logica dos fatos).

A Pequi não gosta de colo, não gosta de beijo, não gosta de agarração nenhuma… mas tá tudo bem assim. A gente afaga um pouquinho e ela vai embora, tá tudo ótimo assim. Eu que sou meio Felícia na vida faço com ela tudo que ela mais odeia (dou colo, beijo e agarro), e ela suporta. Suporta apenas. E vai embora. Gatos sendo gatos.

Um belo dia entre o natal e o reveillon, minha mãe resgata outro gato na rua. Um bebê, menor de que quando a Pequi foi pega. O nome é Peri. A Pequi, a gata antiga, PIROU de ciúmes. Chorava. Ficava andando pelos cantos com olhos de quem acusa “criminosa, me trocou”. E ficou bem das violentas. Bem mesmo. Do estilo que eu tenho cicatrizes. E o bebê? Ele ronrona.

O Peri, de gato, só tem o ronronado. O gato adora ser amassado. Beijado. Apertado. Ficar no colo. E fica lá, ronrnando eternamento. Ele é tão pouco gato que é sujo, não sabe se limpar. E não nasceu com o dom de usar a caixinha de areia, coisa que a Pequi nunca teve dúvidas de como proceder. Gatos não sendo gatos.

Mas fica a esperança de um dia a Pequi reparar que o Peri é best e ensinar pra ele essas coisas básicas de gato, além de ela parar um pouco de chorar de ciúmes. Ia ser massa.

(esse foi um post sobre meus gatos. eu simplesmente não quis fazer outro post de como essa semana foi um inferno. ia ajudar menos do que a caixa de bis que terminei agorinha porque estava muito estressada com o relatório que nunca acabe e cuja a base de… AFF NÃO VOU FALAR A RESPEITO. N-Ã-O V-O-U).