write about it, it could be in any tense.

Num cenário em que umas 6 pessoas diziam que se consideravam muito desinteressantes para ter blogs, eu só pensava que devo ser interessantíssima, porque mantenho um há 5 anos. Eis meus 20 anos todos aqui, não tão gloriosos como um sonharia para si (alguns anos inclusive bastante capengas), mas bons. Então foi como muita propriedade que disse “eu tenho um”.

“MAS COMO?”. E me perguntam bem sério “mas sobre o que você escreve?”…  o que me fez bastante confusa, porque do que mesmo eu escrevo?  Sobre meus dramas, amores e dores, basicamente. Quase sempre sem destinatário e sem nome, não pelo mistério, mas mais porque há de se ter um pouco de privacidade até quando se publica em sentido contrário em plena internet.  E contei que sempre me aparece gente que manda por email ou comentário um “mas eu também”, o que me faz às vezes ter um pouco de medo dessas pessoas (haja loserice, heim) ou então só uma sensação bem boa de não estar só nesse labirinto de sentimentos e sensações.

“Mas por quê?”, e eu explico sem saber se vai existir alguma compreensão dos fins altamente terapêuticos de parar numa parte do dia e escrever apenas e sobre tudo que você está pensando naquele momento, simplesmente por motivos de procrastinação ou porque, oras, alguém há de “ouvir” tudo isso. Não é pela exposição, não é por consideração de quem me lê há tanto tempo. É por mim. E é sobretudo para mim.

“Se ninguém lesse, você continuara escrevendo?”. O detalhe é que escrevo para ninguém. Raras vezes termino o post e divulgo para alguma pessoa, em qualquer lugar que o seja. Se o faço, o destino é muito certo, mas quase sempre eu bem preferiria que ninguém lesse linha que fosse daqui. Sem falar que pouca gente comenta, porque também, vai comentar o que? E mais esparso ainda é meu interesse em responder comentários, porque iniciar um debate sobre mim é… bleh.

Escrever para ilustres desconhecidos me faz dotada do poder de me inventar como eu bem quiser,  enquanto escrever para partes da minha vida me submete a um julgamento balizado no que as pessoas pensam de mim e corroborado do que eu de fato sou.

O fato é que quase sempre ambos os lados, desconhecidos e conhecidos, só devem pensar uma coisa, que é inegável: PORRA, HAJA DRAMA.

Enfim, haja sim. E segue indo. Sem planos de parar. Blog querido blog.

(mas sempre fico numa nóia tremenda de  que, numa pesquisa bem feita nesse Google da vida e juntando umas pecinhas, um conhecido ilustre -e stalker- descubra que no fundo, sou assim)

Imagem semi-aleatória sobre um blog de tantos anos assim:

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