Estou sempre muito sensata

Eis que a disciplina que eu estou estudando nesse momento na pós – num mundo perfeito todas as que eu fiz me seriam tão caras como essa está sendo- a professora fez um comentário sobre reciclagem de lixo que pode ser extenso a todo o comportamento politicamente correto desse mundo: a esperança é que chegue um dia que virá uma geração que automatize o comportamento, adotando uma postura inconsciente correta que não exigirá todo esse esforço e reflexão que temos hoje. Um mundo mais agradável e aprazível onde não existem chatos (ecochatos, ditadura gay, feministas de carteirinha e todos os que a gente conscientemente nessa vida – e se cansa pelo óbvio: SÃO CHATOS).

Obviamente, e sei bem, pra chegar um dia na geração com mais automatismo corretos – tipo a nossa em que a mulher trabalhar é normal, quando nossos avôs questionavam isso – todos os chatos, por mais insuportáveis que o sejam, são necessários. São porque eles que trazem a evolução brigando com nossos automatismos, mesmo que isso os posicione como os reis da hipocrisia.

Hipocrisia porque é inerente do ser humano sempre ter por trás preconceitos, automatismos, generalizações e julgamentos, sendo assim improvável que o mais alto defensor do comportamento politicamente correto não derrape em si mesmo vez ou outra. E isso me irrita. Me irrita tanto, mas tanto, que a vida – que é Malhação* – me pôs isso em questão umas 10 vezes entre semana passada e hoje.

Eu só queria que o auto policiamento – inclusive e principalmente dos que policiam o mundo – fosse um pouco maior. E por mais que a TT já tenha me dito “você não pode argumentar que não é feia – quando o outro te chama de feia – porque o outro também é”, eu discordo e digo que pode sim.  Ninguém tem direito nenhum de me acusar de nada se não for integralmente mais completo no comportamento do que eu.  Porque o mínimo que eu quero é que se você tá perdendo o tempo para me mandar reciclar o lixo, tenha a dignidade de rasgar o papel ao invés de amassar para não quebrar as fibrinhas.  Se tá me cobrando sensibilidade às causas, seja sensível às minhas. Se tá criticando comportamentos misóginos, não generalize nada sobre mulher nenhuma também. E por ai vai. INTEGRALIDADE PELO MENOS, COLEGA.

Ou seja, embora eu entenda tudo desse mundo – muito sábia que sou – eu discordo dele o tempo inteiro. Meus automatismos não são perfeitos, mas o seu dificilmente alcança a perfeição. Com a diferença que o politicamente correto é menos policiado quando é babaca (e provavelmente tende até a ser menos babaca – o que não o faz impune).

*a vida ser Malhação é clássica, se  passa a existir na minha vida, tudo que eu encontro dali em diante é , provando que não é tão absurdo a protagonista ficar grávida bem na semana em que o professor tá ensinando os riscos da gravidez da adolescência.

ps: odeio também o “classe média sofre” tanto quanto “agora virou errado ser branco” , assim como detesto tudo que põe o “vocês, heim”, te posicionando diferente do resto do mundo, além de detestar todas as generalizações contra-evolutivas do pensamento. OU SEJA, basicamente detesto todos, igualmente. Certos, errados, politicamente corretos, babacas, errados, politizados, etc, etc. Qualquer chavão me cansa. Basicamente porque mais ofende do que passa qualquer coisa que você queira passar.

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