Manter o amor maior que o medo

Um da desses, pra uma amiga, eu disse bem assim “mas nós somos dessas, que temos que descobrir que podemos amar de novo para nos permitirmos a amar de novo”. Depois eu completei, sem graça, que 3 anos depois eu ainda tava não tinha tanta certeza se podia. Mas uma hora ia.

Será que agora que foi?

A coisa não é nem não acreditar mais em amor, mas é lógico que eu acredito. Faço isso contrariando expectativas de ser filha de um casamento quebrado. Faço isso mesmo com meu medo ao toque e que, embora eu diga que eu quero dar pra todo mundo, não quero dar para ninguém. Apesar de, continuo acreditando no amor.

O que não me permite amar não é a desconfiança do amor em si. Mas o medo. O medo de ir lá e cair de novo. E quebrar de novo nesses duzentos trilhões de milipedaços que todo dia eu tento colar e sempre acho uma parte que não encaixa mais onde devia. Mas eu tento. Apesar de.

Ai nesses últimos tempos eu troquei emails e sms com dois caras diferentes, e marquei de me encontrar com um terceiro,  e fui ver um quarto,  e um quinto me trouxe em casa em outro dia, e um sexto vem cá no domingo. E sabe do que eu tenho disso tudo? Nada.

Mas será que agora o medo passa e eu permito um dos nada sair do nada para algo, qualquer coisa que seja?

 

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