To sing ‘em my new song

Hoje vou dormir pela primeira vez no quarto novo, na casa nova. Entre surtos maternos e uma casa cheia de caixas, a vida segue basicamente a mesma, com a diferença que hoje pela manhã saí para trabalhar de uma casa e mais tarde voltarei para a outra.

A casa antiga sempre foi ponto de referência para qualquer pessoa que tenha intimidade comigo. A rua é central, perto do colégio em que eu estudava, depois perto da vida que eu vivia. Sempre o local dos trabalhos, sempre o local dos esquentas. Pela proximidade, pela abertura, pelo tudo.

A casa antiga foi hospedagem para pessoas das mais diferentes cidades e dos mais diferentes países. As portas foram abertas sempre, a quase quem pedisse e nós tivéssemos alguma vontade de abrigar.

O meu quarto, que não era meu desde o início (e virou numa tentativa da minha mãe acabar com as brigas entre irmãs), tinha um tatame, porque eu aos 14 anos achava que era muito moderna dormindo no chão. Depois troquei por uma cama box um tanto quanto mais espaçosa, mas fora essa mudança, foram 12 anos de quarto sem qualquer outra alteração substancial.

É muito fixo isso tudo. Muito igual. Acho que agora a mudança chega na hora certa. Para levar o velho, trazer o novo e deixar a vida seguir normalmente, mas sem que seja igual.

Hoje a noite vou dormir num diferente que passará a ser meu presente.

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